Havia, em um passado bem distante, uma cidade cuja
transgressão e promiscuidade eram tão grandes que chegaram ao conhecimento do
Altíssimo. Ele, o justo juiz, não poderia ficar inerte ou insensível diante de
tamanha podridão, talvez algo parecido com o que observamos na sociedade atual.
Então, decidiu intervir imediatamente e destruir a cidade de Sodoma com todos
os seus habitantes. No entanto, fez isso com muita tristeza, pois a criação é a
sua obra-prima. Mas havia ainda um obstáculo: Ele não poderia destruir o justo
com os ímpios.
Assim, Deus enviou seus mensageiros para alertar
apenas uma família e não era qualquer uma, mas uma com parentesco próximo de
seu grande amigo, Abraão. O estado daquela cidade era tão terrível que os
homens tentaram abusar sexualmente até mesmo dos anjos enviados pelo Senhor.
Porém, Deus tinha um escape, um refúgio, uma solução para Ló e sua família:
eles deveriam caminhar para “Zoar”. Ali estariam a salvo, livres e totalmente
libertos da ira divina.
A cidade de Zoar, para nós hoje, simboliza a Nova Jerusalém,
a cidade santa, preparada para todos os salvos, aqueles justificados pelo
sangue do Cordeiro. Infelizmente, a mulher de Ló, apesar da grande manifestação
do amor do Pai, preferiu “olhar para trás”. Como consequência, fracassou, sendo
transformada em uma estátua de sal. A expressão “olhou para trás”, em hebraico,
significa literalmente “demorou-se”. Para aquela mulher, os desejos e a luxúria
de Sodoma foram mais fortes do que o desejo de alcançar a salvação, pois ela
“demorou-se” em se decidir.
Hoje, uma grande multidão age como a mulher de Ló,
demorando-se em escolher entre os prazeres do mundo, representados pela antiga
Sodoma e a vida eterna. É preciso decidir entre os banquetes transitórios
oferecidos pelo mundo e a garantia da vitória, do livramento e da libertação
total, simbolizados pelo que a Bíblia chama de céu.
Embora a expressão “livre-arbítrio” não apareça
explicitamente nas Escrituras, podemos perceber esse conceito nitidamente. Deus
sempre esteve preocupado com sua criação e continua enviando mensageiros. Sua
igreja proclama incansavelmente ao mundo que o Senhor não tem prazer na morte
de nenhum homem. Assim como a direção dada à família de Ló foi buscar abrigo em
Zoar, para nós, no presente, a única saída é buscar aquele que é o caminho, a
verdade e a vida: Jesus de Nazaré (Jo 14.6).
Portanto, qual será a nossa decisão? Sodoma ou Zoar
(o céu), oferecido gratuitamente por meio do sacrifício vicário de Cristo? A
mulher de Ló estava a um passo da vitória, mas preferiu voltar. Para aqueles
que já saíram de Sodoma, o conselho é tomar essa mulher como exemplo e não
cometer o mesmo erro. Não é tempo de retroceder! “Aquele que lança a mão no
arado e olha para trás não é apto para o Reino de Deus”, disse Jesus (Lc 9.62).
Avancemos, então, confiantemente para Zoar!
Juvenal Oliveira


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