O livro dos Juízes narra o período vivido pelo povo
de Israel desde a morte de seu líder Josué até o início da monarquia, por volta
de 1300 a.C., em que eles eram liderados por homens levantados por Deus,
chamados de Juízes. Nos vinte e um capítulos deste livro, é possível
identificarmos uma sequência de queda, fracasso e misericórdia. O povo se
afastava de Deus; começava a transgredir os seus mandamentos; eram derrotados
pelos seus inimigos, sentindo na pele as consequências do seu pecado; se
arrependiam e se voltavam novamente para Ele, que os perdoava e os redimia.
Esta série se repete incontáveis vezes. Por incrível que pareça, o que nos
chama a atenção não são as inúmeras quedas daquele povo, mas a misericórdia de
Deus. Sempre pronto a lhes dar uma nova chance de remissão e os seus métodos
utilizados como ferramenta para trazer despertamento e fazer com que aquelas
pessoas caíssem em si e se voltassem novamente para Ele. Nos versículos vinte e
um e vinte e dois do capítulo dois, Deus afirma que usaria os inimigos de
Israel para servirem de instrumento de correção. Era por meio das derrotas
sofridas por eles que se lembrariam do Deus que havia realizado maravilhas no
seu meio.
“Eu não
expulsarei mais de diante deles nenhuma das nações que Josué deixou quando
morreu; a fim de que, por elas, ponha a prova Israel, se há
de guardar, ou não, o caminho do Senhor, como seus pais o guardaram, para nele
andar.” (Jz 2.21-22).
O
que parecia derrota era vitória; o que parecia morte era vida; o que parecia o
caos era o início do transbordar da graça e da misericórdia de Deus; o que
parecia o fim era o recomeço de uma nova trajetória de vida. O Todo-Poderoso
tem os seus meios de realizar as coisas. Muitas vezes não conseguimos
compreender a sua metodologia. Podemos ver esta mesma realidade em outras
passagens bíblicas, como, por exemplo, no testemunho de Jó. Após perder todos
os seus bens materiais, seus filhos e, por fim, a sua própria saúde, chega à
conclusão de que tudo aquilo serviria para fortalecê-lo na fé e ter o
privilégio de conhecer melhor o seu Deus. O seu segundo estágio de vida foi
ainda mais próspero, pois o Eterno restituiu tudo em dobro o que ele havia
perdido.
“Com os
ouvidos eu ouvira falar de ti; mas agora te veem os meus olhos. E o Senhor
virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o Senhor
acrescentou, em dobro, a tudo quanto Jó antes possuía.” (Jó 42.5,10).
Por conseguinte, talvez você neste exato momento
também esteja passando por um momento difícil, de aparente derrota, de dor e
sofrimento. Ainda assim, creia que Deus às vezes permite que estas coisas
aconteçam para evitar que um mal maior nos suceda. As adversidades
se tornam a nossa aliada quando elas nos ajudam a nos aproximar mais de Jesus.
Juvenal Oliveira


Excelente comentário da palavra de Deus.
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