Netanyahu é simplesmente o Primeiro-Ministro de um
país territorialmente minúsculo, que possuía num passado recente a maior parte
de suas terras improdutivas, formadas por grandes desertos. Um povo que até o
século passado nem sequer era reconhecido como nação. Só fazendo um parêntese,
diga-se de passagem, que um brasileiro teve um papel decisivo para que isto se
tornasse realidade, ao ser Osvaldo Aranha que presidiu a II Sessão da
Assembleia Geral da ONU que reconheceria Israel como Estado, em 1947. Uma nação
que passou por várias guerras e perseguições, sendo o holocausto a mais
conhecida de todas, onde milhares e milhares de judeus foram mortos pelos
nazistas alemães. Venceram em apenas seis dias de guerra os países árabes
circunvizinhos. Hoje, este homem é líder de uma nação respeitadíssima em todo o
mundo, apesar de toda a escassez de meios. País forte na economia, na área
tecnológica e que faz parte do seleto grupo que detém armas nucleares. Na
verdade, a sua frase foi ainda mais abrangente, pois antes de afirmar que nós
somos a terra da promessa (referindo-se ao futuro), ele disse que Israel é a
terra prometida, fazendo menção a narrativas bíblicas.
O que levaria um homem com tamanha experiência,
conhecimento e autoridade a fazer tal declaração? Será que ele está apenas
querendo fazer a política da boa vizinhança, tendo em vista que os nossos
governos antecessores se distanciaram de seu país? Será que ele quer conquistar
algum tipo de vantagem ao se aproximar de nós? Tudo isto é possível, mas
acredito piamente que ele só estava fazendo uma comparação lógica sobre as realidades
que envolvem os dois países. Se o seu, com todos os obstáculos, perseguições
milenares e pouquíssimos recursos naturais, conseguiu chegar aonde chegou,
imaginem o nosso.
Somos um país-continente, com a quinta maior área
territorial do planeta; de toda esta área, a maior parte é composta por terras
produtivas, inclusive, somos o maior produtor de café, açúcar e outros; o
segundo maior produtor de soja, carne bovina e de frango do mundo, só perdendo
para os Estados Unidos. Temos a maior reserva de nióbio da terra, um tipo de
metal leve e mais forte que o aço, caríssimo, utilizado na fabricação de
foguetes aeroespaciais e muitas outras coisas. Estamos entre os dez países do
mundo com a maior reserva de água doce. Temos a quinta maior reserva de minério
de ferro. Estamos entre os quinze países com a maior reserva de petróleo.
Possuímos um clima abençoado por Deus, com uma imensa biodiversidade. Não
sabemos o que é um furacão. Raríssimos abalos sísmicos registrados até o
presente. Uma baixíssima probabilidade de sofrermos ataques terroristas.
Por isto, e muito, muito mais, chegamos ao
reconhecimento internacional de que somos uma grande promessa para o futuro. O
que nos compete agora é tornarmos estas estimativas em realidade através do
investimento maciço em educação, na infraestrutura dos portos, a fim de
facilitar as exportações; adotar medidas que protejam as nossas riquezas, tais
como o investimento em tecnologia, o fortalecimento das nossas Forças Armadas e
a adoção de políticas externas protecionistas. E, finalmente, nos aliarmos a
países que tenham o que nos oferecer, como no caso de Israel. Uma parceria que
tem tudo para dar certo, pois a maioria dos brasileiros reconhece e adora o
mesmo Deus que tem abençoado sobremaneira a Israel no decorrer da história.
Juvenal Oliveira


Deus está no controle!
ResponderExcluirCom certeza, existe uma multidão de fiéis que clamam diuturnamente para o seu agir neste país.
ResponderExcluir