Nunca foi tão claro e fácil se decidir sobre
um candidato, pois de um lado estava um que representava o sistema corrupto,
com toda a sua cúpula presa por diversos crimes contra a união e que fora o
responsável por levar o país a este caos que se encontra; um candidato que
responde a mais de trinta e dois processos, sendo considerado um dos piores
prefeitos da cidade de São Paulo. Do outro lado, um candidato que está na
política há mais de vinte e cinco anos sem nunca ter tido o seu nome envolvido
em esquemas de corrupção; que resolveu se candidatar à presidência sem se
render ao sistema, pois não fez acordos com nenhum partido político a fim de
poder ter autonomia para formar a sua equipe de governo com base na capacitação
técnica e não na indicação por filiação partidária; um candidato que fala o que
pensa e que não costuma recorrer ao chamado “politicamente correto”. Por isto,
nesta eleição era como se tivessem que decidir entre o policial e o bandido;
entre o ficha limpa e o ficha imunda; entre o defensor da família e suas
tradições e o criador do “kit gay”; entre o que quer mudar as leis para
diminuir a ação dos marginais e o que queria colocar nas ruas aqueles que
cometessem pequenos delitos; entre aquele que quer tomar medidas para gerar
crescimento e emprego e libertar os pobres da dependência do Estado e aquele
que sempre fez questão de manter o maior número de pessoas possível na
dependência deste mesmo Estado a fim de manter os seus currais eleitorais
através dos programas assistencialistas.
Partindo do pressuposto de que houve total lisura
no processo eleitoral através da utilização das urnas eletrônicas. Ainda assim,
não convenceu grande parte da população brasileira até então, cerca de quarenta
e sete milhões de pessoas (44% dos votos válidos) optaram pelo Partido dos
Trabalhadores e pelo seu candidato, Fernando Haddad, para assumir a direção do
país. Sem dúvida, a maioria dos eleitores do Haddad votou consciente, ou seja,
sabiam de toda a sujeira em que este partido estava envolvido e que assaltou os
cofres públicos com um projeto audacioso de se perpetuar no poder à la Hugo
Chavez e companhia. A pergunta-chave é a seguinte: Por que votar em alguém que
você sabe que continuaria roubando? A resposta, com certeza, não é simplesmente
por possuir antipatia ao Bolsonaro ou discordar de suas ideias; uma coisa é
alguém ser tachado de racista, fascista, homofóbico, etc., outra, totalmente
diferente, é ser acusado de corrupto, ladrão e incentivador da depravação ética
e moral e outras “coisitas” mais.
Acredita-se que a maioria expressiva das pessoas
que votou no PT foi por motivos de interesses meramente pessoais; os mais
pobres pelos programas assistencialistas; muitos funcionários públicos com medo
da preanunciada privatização das estatais pelo economista Paulo Guedes. Todos
sabem que trabalhar para a iniciativa privada onde se tem que alcançar e bater
metas o tempo todo é bem diferente de trabalhar numa estatal; muitos por
receberem benefícios do governo indevidamente e por saberem que Bolsonaro vai
cortar tudo isto; outro grupo formado por pessoas que se acostumaram a viver
nas sombras, ou seja, se aproveitam de algum esquema de corrupção existente e
sabe que com um candidato que dá exemplo de honestidade, este tipo de
comportamento será combatido veementemente. De qualquer forma, por mais que os
motivos sejam fortes e tragam mudanças drásticas nas vidas de algumas pessoas,
nada se justificaria diante de atos tão abomináveis. Estes eleitores afirmaram
com o seu voto não se importarem com a corrupção.
Portanto, conclui-se que, pela lente da ética e da
moral, esta vitória do Bolsonaro foi com sabor de derrota. Em países mais
desenvolvidos, numa realidade eleitoral como esta vivida aqui no Brasil, o
candidato ficha limpa teria obtido uma vitória muito mais expressiva, com, no
mínimo, oitenta por cento dos votos válidos. Com um resultado como este, fica
claro que o país precisa investir pesadíssimo em educação a fim de poder mudar
a sua cultura tupiniquim e ser visto pelo mundo com outros olhos. Temos uma
longa jornada pela frente, mas o mais importante é que o primeiro passo já foi
dado, ao ser retirado do poder este partido que fez a nação retroceder em dobro
os anos avançados no último século.
Que Deus abençoe o nosso novo presidente, Jair
Messias Bolsonaro, lhe dando muita força, sabedoria e amor pelo nosso tão
sofrido povo brasileiro, a fim de que possamos experimentar dias melhores no
porvir.
Juvenal Oliveira


Prefiro acreditar que as urnas, mesmo com a vitória, foram adulteradas para transparecer que eles(os esquerdistas) não estão em decadência.
ResponderExcluirNão há duvida, que esta tese seria a melhor possível, mas, no momento não temos como provar. Uma coisa é certa, se as urnas falaram a verdade, o desafio de Bolsonaro e de todos que o apoiam será muito mais intenso.Dificil de acreditar em tanta gente corrompida!
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