Já avançamos muito, mas ainda há muito que fazer.
Existem muitas comunidades sem a presença de uma igreja batista. Quando
entramos nas campanhas anuais, logo pensamos em implantar uma nova igreja,
começar um novo ponto de pregação ou PGM; enviar mais missionários. Nos últimos
anos, além dos mencionados anteriormente, surgiu mais um desafio para os
batistas brasileiros: prestar o devido apoio às igrejas já formadas que estão
passando por dificuldades gravíssimas, algumas correndo o risco de fecharem as
portas, inclusive. Os problemas são variados, desde a crise financeira que
afetou a todos, inclusive a igreja, até o desvirtuamento de obreiros que acabam
causando rachas, divisões e, até mesmo, a dispersão das ovelhas. Mas, isto não
vem ao caso no momento, e sim a gravidade de termos a possibilidade de vermos
uma agência do Reino de Deus fechar as suas portas por falta de socorro.
O apóstolo Paulo tem muito a nos ensinar. Quando
lemos as suas cartas, conseguimos ver nitidamente a sua preocupação com a
continuidade do trabalho evangelístico desenvolvido por ele e demais apóstolos,
cidades que ele havia visitado e igrejas que haviam sido formadas. Naquele
momento em que escreve, ele está distante, mas preocupado com a saúde
espiritual daquelas pessoas (Ef 1.16; Fl 1.4; 1Ts 1.2). Algumas destas igrejas
estão passando por problemas parecidos com os enfrentados nos dias atuais, como
o caso da introdução de falsos obreiros e a tentativa de desvirtuar todo o
aprendizado outrora recebido por ele mesmo (At 20.29; 2 Co 11.13; Fl 3.2; 2 Pe
2.1; 1 Jo 4.1). Ele tinha motivos suficientes para acreditar que a sua missão
já havia se cumprido naquelas regiões e que deveria se preocupar agora com as
cidades que ainda não haviam sido, até então, evangelizadas. Mas não é isto o
que vemos, pelo contrário, das cartas escritas e direcionadas às igrejas,
apenas a de Roma ele não havia estado ainda pessoalmente antes. Ele nos dá uma
grande lição. Não basta querermos avançar e criarmos novos pontos de propagação
do evangelho; temos que olhar para trás e também prestarmos socorro àqueles
irmãos em apuros. Um bom soldado jamais avançará em direção ao seu objetivo,
sem antes ter a certeza de que o seu companheiro ferido no campo de batalha
está em segurança.
Existem lugares onde temos uma propriedade, com
instalações razoáveis e um templo construído, não obstante, não há mais pessoas
ali, ou seja, não existe mais “igreja”. É preciso recomeçar. A ajuda a ser
oferecida abrange basicamente o envio de recursos financeiros e de novos
obreiros. Além de tudo isto, as incansáveis orações intercessoras de todo o
povo de Deus, seguindo o mesmo exemplo do apóstolo Paulo que fazia isto
contumazmente.
Portanto, nas próximas campanhas de missões
nacionais, temos que incluir em nossos alvos de oração, de arrecadação e de
despertamento para o envio de novos obreiros a prestação do devido apoio a
estas igrejas que clamam por socorro. Não podemos deixar ninguém para
trás.
Juvenal Oliveira


Nenhum comentário:
Postar um comentário