Um oficial do império romano, comandante de uma
centúria ou destacamento de cem soldados, designado para a cidade de Cafarnaum,
está atravessando um problema sério; um criado seu estava sofrendo muito,
paralítico, e não havia ninguém que pudesse aliviar a dor daquele pobre
moribundo. Talvez a sua enfermidade fosse até incurável para a medicina da
época. Aquele centurião ficou sabendo que Jesus acabara de adentrar a cidade e
resolveu ir ao seu encontro para interceder pelo seu servo, pois ouvira falar
de alguém com poderes sobrenaturais.
Este homem chama a atenção de Jesus pela sua
humildade; apesar de exercer um alto cargo numa cidade judaica dominada pelos
romanos, ele o chama de Senhor por várias vezes, ainda disse que não era digno
de que Ele entrasse em sua casa. Mas não foi apenas esta qualidade que atraiu a
Jesus, pois, ao insistir pela vida de seu servo, demonstra o seu amor ao
próximo, afinal de contas, era apenas um serviçal. E, ainda, surpreendeu a
Cristo por demonstrar tamanha fé, não sendo sequer um judeu. — “Senhor, não sou
digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o
meu criado há de sarar.” (Mt 8.8). Nos versículos seguintes, ele continua o
diálogo com o Mestre dizendo que, como militar, conhecia um pouquinho sobre
autoridade, pois nenhum soldado ousaria ignorar uma determinação sua. — Mas,
diante de ti, meu Senhor, eu sou apenas um calouro, pois és Mestre neste
assunto. Era mais ou menos isto que ele queria deixar claro para todos nós.
Jesus reage à súplica daquele homem e dá ordem para que a enfermidade do seu
servo fosse embora, o que aconteceu imediatamente.
Destarte, o Mestre não apenas fala ou ensina sobre
autoridade, mas Ele a demonstra prodigiosamente por inúmeras vezes. Aqui Ele a
demonstra sobre as enfermidades; em Lucas 8.22, ao acalmar uma tempestade, Ele
a demonstra sobre quaisquer circunstâncias possíveis; em Lucas 8.26, ao
expulsar uma legião de demônios de um gadareno, Ele a demonstra sobre todos os
seres espirituais; por fim, em João 11, ao ressuscitar um homem já morto há
quatro dias, Ele a demonstra sobre o nosso maior pesadelo, a morte. Vale a pena
servir e obedecer a este “General”, Mestre em exercer a sua autoridade nos céus
e na terra (Mt 28.18).
Soli Deo Glória!!!
Juvenal Oliveira


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