Para
um número expressivo de pessoas, felicidade é ter uma boa conta bancária, capaz
de lhe dar a oportunidade de comprar o que quiser; viajar pelo mundo inteiro;
frequentar os melhores restaurantes; morar numa mansão, com todo o conforto
possível. Ainda que se tenha tudo isso, para outras não seria o suficiente,
apesar de ser muito atraente. Essas, talvez, afirmassem que felicidade é ter
uma boa família, pais, cônjuges, filhos maravilhosos. Ainda alguns diriam que
lhe bastaria uma boa saúde para poderem possuí-la. Os dicionários a definem
como sendo o estado de quem é feliz, uma sensação momentânea de bem-estar e
contentamento, que pode ocorrer por diversos motivos.
Jesus
estava reunido com uma grande multidão na cidade de Cafarnaum e começou a
proferir o seu primeiro sermão. Ele poderia ter começado falando sobre a sua
missão ou o que seria necessário para alcançar o reino dos céus, mas não. Ele
resolve começar dando um sentido mais amplo ao significado da palavra
“felicidade”, talvez por saber que este é o grande alvo da maioria dos mortais.
Nove vezes Ele utiliza a expressão “bem-aventurados”, do grego “makarios”, que
significa “feliz”, “abençoado”. Aqui o seu significado é mais abrangente. É a
felicidade daquele que está em paz com Deus (Fl. 4.7).
O
Mestre amado começa afirmando que felizes serão os humildes de espírito, porque
deles é o reino dos céus (Mt 5.1-12). São aqueles que reconhecem que não são
nada e que precisam de Deus e das pessoas que estão à sua volta (Mt 15.27).
Felizes os que choram, porque serão consolados. São aqueles que entendem que o
choro faz parte da existência humana, mas que chegará um dia em que Deus lhes
enxugará dos olhos toda a lágrima (Ap. 21.4). Felizes os mansos, porque
herdarão a terra. São aqueles que se dobram sempre diante da vontade de Deus,
mesmo que lhes pareça algo ruim, ao crerem que todas as coisas contribuirão
para o bem daqueles que o amam (Rm 8.28). Felizes os que têm fome e sede de
justiça, porque serão fartos. São aqueles que buscam melhorar a cada dia como
cristãos, entendendo que precisam se santificar mais e mais até a volta do
Senhor (Fl. 3.12). Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
São aqueles que se compadecem do seu próximo, independente de quem seja ou de
que maneira esteja vivendo, considerando-o sempre como alguém que está ao
alcance do grande amor de Deus (ITm. 1.15). Felizes os pacificadores, porque
serão chamados filhos de Deus. São aqueles que têm paz com Deus e que fazem
questão de semeá-la onde quer que estejam (Rm. 12.18). Felizes os perseguidos
por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. São aqueles capazes de
fazer qualquer sacrifício para se manter no centro da vontade de Deus (Gl
2.20). Felizes os perseguidos, caluniados, injuriados por causa do nome de
Cristo, porque grande será o seu galardão. São aqueles que não têm outro
objetivo a não ser o de agradar e servir a Cristo, sendo capazes até de
sacrificarem a própria vida por amor a Ele (Ap. 20.4).


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