As principais definições para a palavra radical segundo alguns dicionários são: Relativo ou pertencente à raiz; que parte ou provém da raiz; relativo à base, ao fundamento, à origem de qualquer coisa; básico; fundamental. Baseados nestas definições, podemos afirmar que, dependendo de que origem estejamos a nos referir, ser um radical pode indicar uma grande qualidade de um indivíduo.
Em relação à fé cristã, quando utilizamos esta palavra no sentido mais profundo, estamos afirmando que esta pessoa continua fiel aos princípios ensinados por Cristo; que ela não abre mão destas verdades; que está disposta a lutar por esta causa até o fim; que não permitirá que nada mude estes fundamentos; que não cederá, em hipótese alguma, a tentativas de mudar a sua essência; por fim, que não aceitará intermediários, pois seu desejo é e sempre será permanecer ligado diretamente à raiz, que, neste caso, é e sempre será, Jesus Cristo.
Infelizmente, muitos cristãos se influenciaram e se contaminaram por ensinos pagãos. Quando olhamos a maneira de pregar e de viver desta grande massa, parece que existem dezenas de “cristos”, tamanha a disparidade. Muitos cristãos, se é que podemos chamá-los assim, não estão mais ligados à raiz. Estão ligados a uma religião ou líder religioso; a um dogma; a conceitos meramente filosóficos; a ensinos de demônios (I Co 10.20-21).
O apóstolo Paulo exerceu enorme influência entre os cristãos e ainda exerce pelo seu expressivo teor doutrinário, contido no Novo Testamento, não obstante, jamais tentou usurpar a posição que é tão somente de Cristo. Ele, escrevendo aos coríntios, os adverte, pois em dado momento estavam divididos entre a sua liderança e a de Apolo, se esquecendo de que eles eram apenas instrumentos nas mãos daquele que é o cabeça. Afirmou o seguinte para eles: “Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.” (I Co 3.11).
Desse modo, podemos afirmar que o desejo de Cristo é que sejamos radicais em nossa fé e não abramos mão de tudo aquilo que Ele mesmo nos ensinou. Ou somos pequenos cristos neste mundo pagão ou então seremos meros farsantes, adulterados por outros ensinos que não possuem a Cristo como raiz. Que sejamos cristãos radicais sempre e não nos preocupemos com o que o “mundo” vai achar de nós.
Juvenal Oliveira
Solus Christus!


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