É
com muita tristeza no coração que constatamos, através de algumas fontes, que a
religião que mais cresce no mundo é o islamismo. A ideia aqui não é abordar
quais os motivos que têm produzido tamanha expansão dessa religião, nem tão
pouco o porquê do cristianismo ter perdido tanto espaço. Mas, quais são as
implicações desse crescimento para o futuro da humanidade e a responsabilidade
que esta geração de cristãos possui para tentar mudar o quadro?
A
Igreja “evangélica” brasileira precisa rever os seus conceitos em relação ao
cristianismo, pois, na prática, muitos cristãos têm demonstrado que não
entenderam ainda o que significa ser um seguidor de Cristo. No anseio de
alargar as tendas, aliado à vaidade humana, onde o ministério mais eficiente e
promissor é medido pelo número do rebanho, muitos líderes deixaram de pregar e
ensinar o evangelho genuíno. Uns caminham dando ênfase ao material numa
doutrina denominada por “Teologia da Prosperidade”, outros às manifestações
sobrenaturais. Ambas as estratégias, se é que se pode chamar isso de
estratégia, visam atingir o ponto fraco dos homens e assim, os fisgar como a um
peixe faminto que engole a isca. O resultado é triste de se ver. Cristãos
egoístas, materialistas e com uma espiritualidade rasa e equivocada.
O
apóstolo Paulo disse o seguinte na carta escrita aos efésios: “Como prisioneiro
no Senhor, rogo-lhes que vivam de maneira digna da vocação que receberam.” (Ef
4.1).
Paulo
escreveu essa carta, que, na verdade, é uma circular, direcionada não apenas a
uma igreja, mas às igrejas de uma determinada região (Ásia). Nos primeiros
versículos deste capítulo, ele destaca sobre o serviço dos santos; aquilo que
cada um irá produzir de acordo com o talento que recebeu do Pai, que será
imprescindível para a propagação do evangelho e o seu crescimento em todo o
mundo. O apóstolo chama os cristãos de sua época a assumirem um compromisso
maior do que se tornarem apenas membros de uma nova religião. Transcenderem
apenas ao de cumprirem obrigações religiosas, ainda que estas sejam mandamentos
do Senhor. Para alguns, ministério é algo específico para líderes. Enfatizando
que a palavra “ministério” aqui está sendo empregada no sentido de prestar um
serviço. Paulo diz que, na verdade, todos foram chamados com uma vocação. Todos
foram chamados para frutificar (Jr 23.3; Mt 7.19; Jo 15.8).
Uma
das desculpas que os cristãos dão para não se envolverem com a expansão do
reino é a de que não sabem ou a de que não possuem habilidades suficientes para
cumprirem eficazmente a sua missão. Outros ainda possuem a ideia equivocada de
que o trabalho é apenas para alguns especiais realizarem e não para todos.
Deus não é homem para mentir. Quando ele chama cada um de nós, imediatamente
também distribui capacitações (Js 1.9). Ferramentas diversificadas que têm como
finalidade trazer edificação para o corpo de Cristo (Ef 4.8-16). Por isso, não
há razão para nos esquivarmos de tal responsabilidade. Você pode até não ter
descoberto ainda qual é a sua, mas, buscando a face do Senhor com fervor, irá
descobrir qual é o seu papel neste Corpo. (Mt 25.14-30; Rm 12.6-8).
O
talento que cada cristão recebeu não tem por finalidade nutrir o próprio
detentor, mas aqueles que estiverem à sua volta; também não serve para
alimentar a vaidade, como se quem o possui estivesse num patamar mais elevado;
muito menos para ser desprezado, dispensado ou enterrado. O seu objetivo é
produzir muitos frutos (Jo 15.16).
Desta
forma, pode-se concluir que todo aquele que teve uma experiência salvífica com
Cristo passou automaticamente a ser um vocacionado. Vocacionado para empreender
toda a sua energia, conhecimento e habilidades de modo a fazer novos discípulos
e assim, expandir o evangelho em todo o mundo.
Juvenal Oliveira


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