A narrativa da experiência de Paulo com Cristo é
incrível! Ele era um judeu ortodoxo, zeloso pela sua religião e, a princípio,
enxergava os seguidores de Cristo como uma seita, tanto que estava presente
quando Estêvão, um dos mártires da igreja primitiva, foi morto por
apedrejamento (At 22.20). Teve a sua vida transformada ao ser confrontado por
esse Cristo em uma viagem para a cidade de Damasco (At 9). Passou de
perseguidor a perseguido por causa do evangelho. Destacou-se na abertura de
campos missionários e foi fundamental para a expansão do evangelho no mundo,
mas teve que pagar um alto preço. Foi açoitado, perseguido, humilhado, sofreu
naufrágios, fome, prisões, tudo por amor a Cristo (2 Co 11.23-26). Nos últimos
dias de sua vida, preso em Roma, ele escreve uma carta ao seu filho na fé,
Timóteo, e, no final dela, faz um grande desabafo:
“Ninguém me assistiu na minha primeira defesa,
antes todos me desampararam. Que isto lhes não seja imputado” (2 Tm 4.16).
Logo em seguida, ele relata o quanto havia
amadurecido espiritualmente e como havia ampliado o seu conhecimento acerca de
Cristo.
“Mas o Senhor me assistiu e me fortaleceu, para que
por mim fosse cumprida a pregação, e todos os gentios a ouvissem; e
fiquei livre da boca do leão. E o Senhor me livrará de toda a má
obra, e guardar-me-á para o seu reino celestial; a quem seja glória para todo o
sempre. Amém.” (2 Tm 4.17,18).
Paulo, após passar por muitas lutas, consegue
enxergar alguns aspectos no caráter de Deus, algo que ninguém jamais alcança vivendo
em situações normais.
Quando afirma: “… o Senhor me assistiu e me fortaleceu…”, ele está confirmando
que o seu Deus é e sempre será fiel; e não só isso, pois o significado do verbo
assistir empregado é ainda mais abrangente, significa estar presente, ver,
observar e, por fim, prestar socorro. Deus não está apenas evidente em sua
vida, mas agindo em seu favor, renovando a cada dia as suas forças. Um Deus se
portando sempre fiel. (Is 49.15; Sl 23.4; Dn 3.25; 2 Tm 2.13).
Quando afirma: “… para que por mim
fosse cumprida a pregação…”, Paulo entende que o desejo do Eterno é que
ele conclua a sua obra, o seu ministério; que cruze a linha de chegada. Um Deus
que cumpre as suas promessas. (At 9.15; ICr 28.9).
Quando afirma: “… fiquei livre da boca do leão…”,
ele deixa claro que o motivo pelo qual ele havia chegado até ali fora pelos
inúmeros livramentos e intervenções divinas realizadas ao longo de toda a sua
vida. Um Deus sempre presente e atuante.
Quando afirma: “… e guardar-me-á para o seu reino celestial…”, Paulo está
convicto de que Deus o conduzirá em triunfo até o fim. Um Deus que cuidará do
nosso futuro.
Desta forma, Paulo testemunha para todas as
gerações que vale a pena servir e confiar no Senhor, pois Ele nos conduzirá até
a nossa vitória cabal, ainda que tenhamos que passar por momentos tenebrosos.
Afinal de contas, a recompensa certamente virá. Em breve, todos os fiéis
estarão vivendo num lugar onde não haverá morte, pranto ou dor.
Juvenal Oliveira


Excelentes esclarecimentos meu amigo. Amém por isso...
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