Classificada como conjunção coordenativa
adversativa, a palavra “porém” é utilizada no início ou
encerramento de uma oração e que, dentre outros significados, expressa uma
oposição ou restringe o que foi dito anteriormente. É neste contexto que ela
será empregada nesta breve meditação.
O mundo vive constantemente à procura de seus super-heróis,
pessoas acima da média, com poderes sobrenaturais, capazes de resolverem o
problema das grandes multidões. Prova desta tese são os inúmeros filmes nesta
categoria que superlotam os cinemas e batem recordes de bilheteria em todo o
mundo. Este público, não satisfeito com o término da fantasia contemplada,
continua no seu cotidiano a busca de seu herói.
Serão citados alguns exemplos de pessoas que
tiveram seus poderes restringidos pelos “poréns” da vida. A Bíblia narra a
história de um homem chamado Naamã da seguinte forma:
“E Naamã, capitão do exército do rei da Síria,
era um grande homem diante do seu SENHOR, e de muito respeito; porque por ele o
SENHOR dera livramento aos sírios; e era este homem herói valoroso, porém leproso.”
(2 Reis 5.1).
O apóstolo Paulo foi considerado o maior
evangelista de todos os tempos, contribuiu sobremaneira para a expansão do
evangelho de Cristo por todo o mundo, homem fenomenal, porém lutava
contra um obstáculo que ele mesmo o denominara de: “Seu espinho na carne”. Um
mensageiro de Satanás para lhe esbofetear, a fim de não se exaltar,
enfim, roubando-lhe a encarnação de um suposto super-herói.
Outro homem admirável pela tamanha intimidade que
tinha com Deus, chegando ao ponto de orar e pedir para que não chovesse, e durante
três anos e meio não caiu chuva; orando pela segunda vez, veio a chuva sobre a
terra (Tiago 5.17). Respeitado também pela sua intrepidez, o profeta Elias
conseguiu desafiar quatrocentos e cinquenta falsos profetas de sua época e
vencê-los num só dia, porém fugiu diante da
ameaça da esposa de um rei e se escondeu na caverna pedindo a morte.
Poderia citar ainda outros inúmeros exemplos de
homens, inclusive fora das narrativas bíblicas, que tiveram os seus
superpoderes aparentes sendo limitados, trazendo-os para o solo da igualdade,
da humanidade, da falibilidade, da total dependência de um ser supremo.
Por conseguinte, os “poréns” são
profundamente necessários a toda figura humana a fim de colocá-las no seu
devido lugar; impedi-las de criar os seus super-heróis, também conhecidos como
ídolos; viverem a todo o momento na total dependência de Jesus, oferecendo-lhe
sacrifícios de louvor e adoração, ao único que é pleno, com poder irrestrito;
infalível e salvador de todos aqueles que o invocam.
Soli Deo Glória!
Juvenal Oliveira


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