sexta-feira, 30 de novembro de 2018

APRENDENDO COM JESUS SOBRE AUTORIDADE ESPIRITUAL



 

Não desmerecendo nenhuma profissão, mas é indiscutível conferir aos militares a precedência sobre as questões que envolvem o tema “autoridade” devido à sua importância para o cumprimento de suas missões. A disciplina e a hierarquia, sendo a distribuição da autoridade em todos os níveis desde o oficial-general até o soldado mais moderno, são os pilares de qualquer força militar. Mas existe alguém com bagagem suficiente para ensinar até mesmo os militares sobre este assunto.

Um oficial do império romano, comandante de uma centúria ou destacamento de cem soldados, designado para a cidade de Cafarnaum, está atravessando um problema sério; um criado seu estava sofrendo muito, paralítico, e não havia ninguém que pudesse aliviar a dor daquele pobre moribundo. Talvez a sua enfermidade fosse até incurável para a medicina da época. Aquele centurião ficou sabendo que Jesus acabara de adentrar a cidade e resolveu ir ao seu encontro para interceder pelo seu servo, pois ouvira falar de alguém com poderes sobrenaturais.

Este homem chama a atenção de Jesus pela sua humildade; apesar de exercer um alto cargo numa cidade judaica dominada pelos romanos, ele o chama de Senhor por várias vezes, ainda disse que não era digno de que Ele entrasse em sua casa. Mas não foi apenas esta qualidade que atraiu a Jesus, pois, ao insistir pela vida de seu servo, demonstra o seu amor ao próximo, afinal de contas, era apenas um serviçal. E, ainda, surpreendeu a Cristo por demonstrar tamanha fé, não sendo sequer um judeu. — “Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado há de sarar.” (Mt 8.8). Nos versículos seguintes, ele continua o diálogo com o Mestre dizendo que, como militar, conhecia um pouquinho sobre autoridade, pois nenhum soldado ousaria ignorar uma determinação sua. — Mas, diante de ti, meu Senhor, eu sou apenas um calouro, pois és Mestre neste assunto. Era mais ou menos isto que ele queria deixar claro para todos nós. Jesus reage à súplica daquele homem e dá ordem para que a enfermidade do seu servo fosse embora, o que aconteceu imediatamente.

Destarte, o Mestre não apenas fala ou ensina sobre autoridade, mas Ele a demonstra prodigiosamente por inúmeras vezes. Aqui Ele a demonstra sobre as enfermidades; em Lucas 8.22, ao acalmar uma tempestade, Ele a demonstra sobre quaisquer circunstâncias possíveis; em Lucas 8.26, ao expulsar uma legião de demônios de um gadareno, Ele a demonstra sobre todos os seres espirituais; por fim, em João 11, ao ressuscitar um homem já morto há quatro dias, Ele a demonstra sobre o nosso maior pesadelo, a morte. Vale a pena servir e obedecer a este “General”, Mestre em exercer a sua autoridade nos céus e na terra (Mt 28.18).

 Soli Deo Glória!!!

Juvenal Oliveira

 

sábado, 24 de novembro de 2018

TRÊS ATITUDES QUE FIZERAM TODA A DIFERENÇA



A maneira como alguém se comporta diante das intempéries da vida poderá ser crucial para a definição da sua situação final. Nós precisamos compreender que não somos meros expectadores ou atores coadjuvantes no palco da existência, mas que fazemos parte do elenco principal, ou seja, precisamos interagir para tornarmos o ambiente favorável.

 Vou contar aqui a história de uma mulher anônima que se encontrava numa situação muito difícil (Mt 15. 21-28). Sua filha estava espiritualmente enferma; se fosse nos dias atuais, esta criança seria conduzida imediatamente a um psiquiatra, que por sua vez, a diagnosticaria com um grave problema de ordem psíquica. Mas, o problema daquela menina era de ordem espiritual. Ela costumava ficar possessa por demônios repetidas vezes. Não sei se alguém já se deparou com algum caso assim. É terrível!

 Aquela mulher não ficou parada na zona de conforto. Resolveu buscar a solução para o seu problema; procurar o socorro e, mais, no lugar e pessoa certa. Não adianta apenas procurar a ajuda. É preciso discernir onde há a probabilidade de se obter o sucesso. Ela ouviu falar de um homem que operava muitos milagres. Agora, era somente encontrar o momento certo para agir. Ela ouviu um grande burburinho na cidade; era a chegada de Jesus de Nazaré. Após ser ignorada por um bom tempo, teve todos os motivos para desistir, mas não fez. Três atitudes daquela mulher foram decisivas para o desfecho de sua história.

 A primeira atitude dela foi a perseverança. Perseverar é não arredar o pé da posição enquanto não obter uma resposta conclusiva. Muitas pessoas deixam de experimentar a vitória porque desistem com muita facilidade diante do primeiro obstáculo. A Bíblia relata um enorme grupo que venceu pela perseverança. Isaque orou por vinte anos para que sua esposa engravidasse (Gn 25.20,21, 26). Jacó lutou com o anjo e disse que não o deixaria, enquanto não fosse abençoado (Gn 32.22-32).

 A segunda atitude daquela mulher que fez a diferença foi a sua ação em adorar. Adorar a Deus não é cantar apenas. É muito mais que isto. Existem pelo menos três pontos fundamentais para um verdadeiro adorador. Primeiro, a pessoa reconhece quem verdadeiramente é, ou seja, um miserável pecador totalmente carente da graça e misericórdia de Jesus (Is 6). Segundo, reconhece quem Deus é. O único ser digno de receber toda a adoração (Mt 16.16). Terceiro, compreende que o verdadeiro adorador adora a Deus independentemente das circunstâncias, sejam elas favoráveis ou desfavoráveis (Dn 3.17-18; At 7.59-60; At 16.25).

 A terceira atitude dela foi crer incondicionalmente. A verdadeira fé se caracteriza pela confiança inabalável no caráter de Deus. Jesus curou muitas pessoas e, na maioria das vezes, Ele fazia questão de afirmar que a fé delas nEle fizera toda a diferença.

 Desta forma, aprendamos com esta humilde mulher cananeia que teve a sua filha liberta pela sua perseverança, fé e o reconhecimento de que Deus foi, é e sempre será digno de toda a nossa adoração. Afinal de contas, Ele, sem nós, continua sendo Deus, não obstante, nós, sem Ele, não somos nada.

 Juvenal Oliveira

 

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

CONHECENDO O CARÁTER DE DEUS EM MEIO AS CIRCUNSTÂNCIAS TENEBROSAS DA VIDA



Ninguém consegue conhecer a Deus intensamente, vivendo confortavelmente sem ter enfrentado dificuldades, lutas ou obstáculos; de acordo com os relatos da Bíblia, não existe um modo mais eficaz para que isso aconteça. Aqui será citada apenas a experiência de um deles, Paulo de Tarso, o grande apóstolo dos gentios.

A narrativa da experiência de Paulo com Cristo é incrível! Ele era um judeu ortodoxo, zeloso pela sua religião e, a princípio, enxergava os seguidores de Cristo como uma seita, tanto que estava presente quando Estêvão, um dos mártires da igreja primitiva, foi morto por apedrejamento (At 22.20). Teve a sua vida transformada ao ser confrontado por esse Cristo em uma viagem para a cidade de Damasco (At 9). Passou de perseguidor a perseguido por causa do evangelho. Destacou-se na abertura de campos missionários e foi fundamental para a expansão do evangelho no mundo, mas teve que pagar um alto preço. Foi açoitado, perseguido, humilhado, sofreu naufrágios, fome, prisões, tudo por amor a Cristo (2 Co 11.23-26). Nos últimos dias de sua vida, preso em Roma, ele escreve uma carta ao seu filho na fé, Timóteo, e, no final dela, faz um grande desabafo:

“Ninguém me assistiu na minha primeira defesa, antes todos me desampararam. Que isto lhes não seja imputado” (2 Tm 4.16).

Logo em seguida, ele relata o quanto havia amadurecido espiritualmente e como havia ampliado o seu conhecimento acerca de Cristo.

“Mas o Senhor me assistiu e me fortaleceu, para que por mim fosse cumprida a pregação, e todos os gentios a ouvissem; e fiquei livre da boca do leão. E o Senhor me livrará de toda a má obra, e guardar-me-á para o seu reino celestial; a quem seja glória para todo o sempre. Amém.” (2 Tm 4.17,18).

Paulo, após passar por muitas lutas, consegue enxergar alguns aspectos no caráter de Deus, algo que ninguém jamais alcança vivendo em situações normais.
Quando afirma: “… o Senhor me assistiu e me fortaleceu…”, ele está confirmando que o seu Deus é e sempre será fiel; e não só isso, pois o significado do verbo assistir empregado é ainda mais abrangente, significa estar presente, ver, observar e, por fim, prestar socorro. Deus não está apenas evidente em sua vida, mas agindo em seu favor, renovando a cada dia as suas forças. Um Deus se portando sempre fiel. (Is 49.15; Sl 23.4; Dn 3.25; 2 Tm 2.13).

Quando afirma: “… para que por mim fosse cumprida a pregação…”, Paulo entende que o desejo do Eterno é que ele conclua a sua obra, o seu ministério; que cruze a linha de chegada. Um Deus que cumpre as suas promessas. (At 9.15; ICr 28.9).

Quando afirma: “… fiquei livre da boca do leão…”, ele deixa claro que o motivo pelo qual ele havia chegado até ali fora pelos inúmeros livramentos e intervenções divinas realizadas ao longo de toda a sua vida. Um Deus sempre presente e atuante.
Quando afirma: “… e guardar-me-á para o seu reino celestial…”, Paulo está convicto de que Deus o conduzirá em triunfo até o fim. Um Deus que cuidará do nosso futuro.

Desta forma, Paulo testemunha para todas as gerações que vale a pena servir e confiar no Senhor, pois Ele nos conduzirá até a nossa vitória cabal, ainda que tenhamos que passar por momentos tenebrosos. Afinal de contas, a recompensa certamente virá. Em breve, todos os fiéis estarão vivendo num lugar onde não haverá morte, pranto ou dor.

Juvenal Oliveira

 

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

DEIXADOS PARA TRÁS



Louvamos a Deus pela existência da Convenção Batista Brasileira (CBB) com todas as suas 8.753 igrejas filiadas, situadas por todo este imenso país-continente, há mais de um século pregando incansavelmente a Palavra de Deus. Recentemente, como de costume, tivemos no mês de setembro, a campanha de Missões Nacionais, onde cada igreja foi desafiada a incentivar os seus membros a se engajarem nesta obra de expansão do Reino de Deus em nossa amada pátria. Que coisa linda as igrejas que amam e fazem missões!!!

Já avançamos muito, mas ainda há muito que fazer. Existem muitas comunidades sem a presença de uma igreja batista. Quando entramos nas campanhas anuais, logo pensamos em implantar uma nova igreja, começar um novo ponto de pregação ou PGM; enviar mais missionários. Nos últimos anos, além dos mencionados anteriormente, surgiu mais um desafio para os batistas brasileiros: prestar o devido apoio às igrejas já formadas que estão passando por dificuldades gravíssimas, algumas correndo o risco de fecharem as portas, inclusive. Os problemas são variados, desde a crise financeira que afetou a todos, inclusive a igreja, até o desvirtuamento de obreiros que acabam causando rachas, divisões e, até mesmo, a dispersão das ovelhas. Mas, isto não vem ao caso no momento, e sim a gravidade de termos a possibilidade de vermos uma agência do Reino de Deus fechar as suas portas por falta de socorro.

O apóstolo Paulo tem muito a nos ensinar. Quando lemos as suas cartas, conseguimos ver nitidamente a sua preocupação com a continuidade do trabalho evangelístico desenvolvido por ele e demais apóstolos, cidades que ele havia visitado e igrejas que haviam sido formadas. Naquele momento em que escreve, ele está distante, mas preocupado com a saúde espiritual daquelas pessoas (Ef 1.16; Fl 1.4; 1Ts 1.2). Algumas destas igrejas estão passando por problemas parecidos com os enfrentados nos dias atuais, como o caso da introdução de falsos obreiros e a tentativa de desvirtuar todo o aprendizado outrora recebido por ele mesmo (At 20.29; 2 Co 11.13; Fl 3.2; 2 Pe 2.1; 1 Jo 4.1). Ele tinha motivos suficientes para acreditar que a sua missão já havia se cumprido naquelas regiões e que deveria se preocupar agora com as cidades que ainda não haviam sido, até então, evangelizadas. Mas não é isto o que vemos, pelo contrário, das cartas escritas e direcionadas às igrejas, apenas a de Roma ele não havia estado ainda pessoalmente antes. Ele nos dá uma grande lição. Não basta querermos avançar e criarmos novos pontos de propagação do evangelho; temos que olhar para trás e também prestarmos socorro àqueles irmãos em apuros. Um bom soldado jamais avançará em direção ao seu objetivo, sem antes ter a certeza de que o seu companheiro ferido no campo de batalha está em segurança.

Existem lugares onde temos uma propriedade, com instalações razoáveis e um templo construído, não obstante, não há mais pessoas ali, ou seja, não existe mais “igreja”. É preciso recomeçar. A ajuda a ser oferecida abrange basicamente o envio de recursos financeiros e de novos obreiros. Além de tudo isto, as incansáveis orações intercessoras de todo o povo de Deus, seguindo o mesmo exemplo do apóstolo Paulo que fazia isto contumazmente.

Portanto, nas próximas campanhas de missões nacionais, temos que incluir em nossos alvos de oração, de arrecadação e de despertamento para o envio de novos obreiros a prestação do devido apoio a estas igrejas que clamam por socorro. Não podemos deixar ninguém para trás. 

 Juvenal Oliveira