A primeira atitude de uma igreja relevante é a de
exercer o seu sacerdócio com excelência, ou seja, interceder diuturnamente pela
sua nação e governantes (Ap 1.6; 1Pe 2.9). Um povo que acredite que todo o
poder emana não do próprio povo, muito menos de líderes terrenos, e sim de
Deus. O Eterno transformou um grande rei conquistador no passado e temido por
todos os homens em um ser medíocre que passou a comer capim e a pastar como um
animal, como foi o caso do rei Nabucodonosor, para demonstrar quem é que manda
absolutamente (Dn 4.33). Por outro lado, ser um intercessor e crer que Deus
pode tudo não significa que a sua missão seja apenas esta, simplesmente orar e
deitar no berço esplêndido do comodismo como muitos fazem. Esta é apenas a
principal delas (IICr 7.14; I Tm 2.2).
A segunda atitude de uma igreja relevante é a de
testemunhar acerca do poder transformador do evangelho de Cristo. A Bíblia traz
uma série de conceitos éticos e morais que servem para nortear o comportamento
humano de forma abrangente. A igreja deve demonstrar sua fidelidade a estes
ensinamentos na prática, vivendo de acordo com eles e demonstrando para o mundo
como deve ser o proceder do homem a fim de que possa obedecer a Deus e,
consequentemente, experimentar a melhor forma de viver sobre esta terra. Diante
de uma sociedade confusa e distante do Senhor. Que menospreza conceitos
comportamentais básicos sobre a ideologia de gênero, o aborto, a corrupção, a
importância da família, o respeito às leis e às autoridades, etc., a igreja tem
por dever se posicionar, vivendo de maneira tal que traga luz a este mundo em
trevas (Mt. 5.13-16; At 2.42-47; Rm 1.16).
A terceira atitude de uma igreja relevante é a de
expor oralmente a vontade de Deus para as pessoas, pregando o evangelho de
Cristo até Ele voltar (II Tm 3.16). Como foi afirmado no parágrafo anterior
sobre a importância das pessoas observarem os ensinamentos de Deus através da
Bíblia, cabe à igreja ensinar não apenas sobre o plano da salvação, mas todo o
seu desejo para uma sociedade ser saudável (I Tm. 1.9-11). Princípios ensinados
pelo próprio Cristo, principalmente quanto ao amor ao próximo, devem ser
ensinados amplamente. Apenas este, não desprezando os demais, já servirá como
base para se estabelecer uma linha mestra de conduta social. Quem ama o seu
próximo não fará nada que lhe possa trazer algum tipo de prejuízo; não roubará;
não trará danos, como por exemplo, o caso da corrupção generalizada que ceifa
milhares de vidas, através do desvio de dinheiro público que poderia ser
empregado na área da saúde; não colocará uma ideologia acima do valor que cada
ser humano possui. Uma igreja relevante é aquela que interage proativamente em
sua sociedade, lhe mostrando o caminho a ser seguido (Mt. 22.36-40).
Por fim, a quarta e última atitude de uma igreja
relevante é a daquela que cumpre os seus deveres legais (Mt. 22.21). Enquanto
ela está na terra, deve seguir e cumprir as leis dos homens, com a única
exceção para aquelas que venham de encontro aos mandamentos divinos. A igreja
foi presenteada com o dom do discernimento e da inteligência para coibir
democraticamente, através do seu voto, que homens maus assumam o poder e criem
leis que afastem ainda mais as pessoas do Pai. E, ainda, não apenas votando,
mas usando este discernimento para influenciar outras pessoas, ajudando-as a
enxergar a malícia que muitas vezes está por detrás das capas daqueles que
querem o poder meramente pelo poder, para continuarem a usurpar os direitos das
pessoas (Pv. 29.2). Que estes milhões de cristãos espalhados por todo este
território sejam relevantes para o nosso país num momento tão importante como
este. Os cristãos podem e devem fazer a diferença neste amado solo brasileiro.
Juvenal Oliveira


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