Existe um tipo de câncer que não pode ser
diagnosticado por nenhum oncologista, mesmo utilizando os equipamentos mais
sofisticados. Diferente dos demais, este provoca uma morte lenta, silenciosa e
quase imperceptível. A cura não é difícil, basta que o paciente identifique a
doença a tempo. Por uma questão de cultura, muitas pessoas acabam por usar o
medicamento errado; não são curadas e ainda têm o estado agravado.
Ninguém está imune a este mal, pois onde existem
relacionamentos, sejam eles quais forem, lá existirá também a possibilidade da
pessoa ser infectada. Gente que se desentendeu com alguém, seja ela um amigo,
parente, vizinho, etc.; gente que adoeceu pela mágoa adquirida e alimentada
como um cãozinho de estimação; gente que ficou traumatizada com gente e que se
isolou buscando no convívio com animais o seu escape; gente que carrega na alma
as marcas desta terrível enfermidade que, além de torná-la prisioneira e
infeliz, acaba por fazer o mesmo com as pessoas que estão à sua volta.
A maioria das pessoas que enfrenta este problema
acredita que o tempo conseguirá apagar, arrancar a mágoa, o ressentimento e
outros sentimentos nocivos à sua saúde emocional que, automaticamente,
redundará em enfermidades físicas. Um grande pensador disse que a pessoa que resolve
reter o perdão está tomando veneno esperando que a outra morra.
Logo, o remédio certo para combater estes males que
afligem a alma é liberar o perdão. Ir até a pessoa ofensora/ofendida e buscar a
reconciliação o mais rápido possível, independentemente de quem esteja com a
razão. O apóstolo Paulo, escrevendo aos Romanos, disse o seguinte:
“Se for
possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens. Não
vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira de Deus, porque
está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor. Portanto, se
o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber;
porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te
deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12.18-21).
Soli Deo Glória!
Juvenal Oliveira


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