Jesus ensina os seus discípulos como deve ser este
diálogo com Deus. Ele adverte quanto àqueles que usavam as orações para tentar
impressionar outras pessoas, para demonstrar uma espiritualidade acima da
média. A única preocupação dos homens deveria ser a de agradar a Deus, orando
em secreto, longe dos holofotes. Jesus faz questão de frisar que não seria
preciso utilizar meras repetições como se Deus fosse surdo; as repetições
indicariam, ao contrário do que muitos pensam, incredulidade e não fé, além de
tornar a oração um mecanismo automático e sem raciocínio, ou seja, deixa de ser
um diálogo, uma conversa onde a mente esteja focada no Todo-Poderoso (Mt 6.
5-8).
Oração forte é aquela que obedece aos seguintes
fundamentos da oração modelo ensinada por Jesus, mais conhecida como “PAI
NOSSO” (Mt 6. 9-13):
“Pai nosso”
— Esta
expressão aniquila o egoísmo humano e nos faz lembrar que é nosso dever fazê-lo
conhecido a todos aqueles que ainda não o temem.
“Santificado
seja o Teu nome” — Deus é único, Senhor, Criador de todas as coisas. Devemos exaltá-lo a
todo o tempo. Os seres celestiais estão prostrados, dizendo: Santo, Santo,
santo é o Senhor dos Exércitos.
“Venha o teu
Reino” — A única
forma de trazer luz às trevas deste mundo é a presença de pessoas totalmente
submissas a Cristo. À medida que isto acontece, o Reino de Deus se faz
presente.
“Faça-se a
tua vontade” — Aquele que põe a sua confiança em Cristo sabe que a sua vontade é
agradável, boa e perfeita, mesmo quando diz não diante de nossas insistentes
petições.
“O pão nosso
de cada dia” — Cada vez que nos aproximamos Dele, devemos expressar a nossa total
dependência. Ele é o ar que respiramos. Devemos reconhecer isto a cada oração
feita.
“Perdoa as
nossas dívidas, assim como nós…” — Pecamos todos os dias e a todo o momento, por isso, sempre se faz
necessário que confessemos as nossas culpas e não somente isto, mas, nos
lembremos de que é condicional para recebermos o seu perdão que também
perdoemos aqueles que nos ofenderam.
“E não nos
deixe cair em tentação” — Somos presas fáceis para os demônios, por isso devemos suplicar-lhe a
sua proteção contra os ataques ferozes destes seres espirituais.
Portanto, oração forte é aquela feita por um
coração contrito (Sl 34.18, 51.17), de alguém que sabe quem é Deus, não apenas
de ouvir falar, mas pela sua própria experiência (Jó 42.5). Oração forte é
aquela em que reconhecemos a nossa insignificância, como aquele pai de um
menino possesso que disse para Jesus: “… Ajuda-me na minha falta de fé.” Jesus
ouviu a sua oração e libertou o seu filho mesmo diante de uma confissão
terrível como aquela (Mc 9.14-29). Oração forte é aquela em que
depositamos a confiança inabalável no caráter de um Deus fiel que estará sempre
pronto a ouvir o clamor de um ser que o reconhece como tal.
Soli Deo Glória
Juvenal Oliveira


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