Por uma questão de autoproteção, é comum os homens
tomarem decisões extremadas pelo receio daquelas que vão totalmente de encontro
às suas. Acabamos adotando posicionamentos radicais em várias áreas de nossas
vidas. Em relação à política, temos visto uma multidão de cristãos que
decidiram se alienar, pois a veem como algo do maligno pela podridão que a
atingiu nas últimas décadas. Para se justificarem, ainda alegam que o nosso
alvo é o céu e o que nos compete como cristãos é apenas a oração intercessória
pelas autoridades constituídas. Esta, com certeza, é uma decisão fora do equilíbrio,
pois não há fundamentação alguma para tomarmos esta postura. A política em si
não é algo ruim, pelo contrário, a Bíblia está repleta de relatos de pessoas
que exerceram cargos nela e foram bênçãos para a comunidade. José no Egito
exerceu um papel importantíssimo na política daquela nação, sendo instrumento
de Deus para liderar o povo em meio a uma enorme crise de escassez de
alimentos; Daniel é outro exemplo de um político correto, temente a Deus e que
não se deixou vencer pelo sistema orquestrado pelos demônios e todos aqueles
inimigos de Deus. O que fará a diferença é a atuação dos homens que poderão
utilizá-la para trazer benefícios ou prejuízos para o povo, então, o problema
não está na política e sim nos homens. Alguém já conseguiu imaginar uma sociedade
sem líderes, sem autoridades, sem governo? Isto seria simplesmente o caos.
Apesar de os cristãos terem como meta os céus, a
nova cidade, enquanto estiverem aqui na terra, deverão cumprir os seus deveres
de cidadãos; devem exercer a sua cidadania; devem ser participantes nas
escolhas dos novos dirigentes, com uma responsabilidade ainda maior pelo
conhecimento que possuem acerca de Deus e da sua Palavra.
O grande problema é que um número considerável de
cristãos ou não se envolve ou se envolve de maneira equivocada na política;
tendem a misturar política com religião; querem observar como único parâmetro
para a escolha dos candidatos se são também cristãos ou não. Uma pessoa pode
ser uma fiel testemunha de Cristo, pessoa íntegra e cheia de boas intenções,
entretanto, não possuir a menor vocação para a política; existem outros
critérios que os cristãos devem observar na hora de escolherem os candidatos,
tais como: competência, experiência, liderança, conhecimento, caráter, que
independe de qualquer religião, etc. Todos os políticos eleitos deverão
governar para todos, indistintamente, e não apenas para um grupo seleto.
Portanto, amados irmãos em Cristo, ore sim, peça a
Deus discernimento e sabedoria, mas não deixe de comparecer às urnas e escolher
o candidato que você, após realizar uma criteriosa avaliação, acredita ser o
melhor para ocupar as funções de Prefeito e vereador de sua cidade pelos
próximos anos. Jesus, quando foi indagado pelos religiosos da sua época a
respeito de pagar impostos, foi incisivo: “Dê a César o que é de César e a Deus
o que é de Deus” (Mt 22.21). Cumpramos então a legislação dos homens a que
estamos submetidos e não nos omitamos, pois, o que nos compete fazer, Deus não
o fará.
Deus abençoe o nosso povo, nos concedendo sabedoria
na escolha dos nossos governantes!
Juvenal Oliveira


Parabéns pelo equilíbrio nas colocações! Deus o abençoe sempre!
ResponderExcluirParabéns pelo equilíbrio nas colocações! Deus o abençoe sempre!
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