terça-feira, 16 de junho de 2015

UMA MISSÃO CADA VEZ MAIS DIFÍCIL


Já ouvi muitos afirmarem que “Deus é brasileiro.” Não sei quem inventou a frase, nem pretendo entrar no mérito da questão. O que se pode afirmar é que, diante da atual situação do nosso país, quem a criou pensaria duas ou infinitas vezes antes de reafirmá-la. Partindo da hipótese, ainda que impossível, de que Deus fosse de fato “brasileiro”, como explicar uma realidade tão cruel? Nos últimos 20 anos, parece que nossa nação afundou-se em um profundo lamaçal.

A corrupção e a violência tornaram-se corriqueiras, dominando as manchetes quase diariamente. É como um câncer que se apodera de territórios, matando o que encontra pela frente. Hoje, no Brasil, ser honesto, bom pagador, fiel ao cônjuge ou defensor de princípios tornou-se exceção, quando deveria ser a regra. Defender a família tradicional passou a ser visto como fundamentalismo religioso. Nesse cenário, uma imprensa com enorme poder de persuasão entra sorrateiramente nos lares, influenciando a sociedade através de telenovelas que induzem o público a ver a homossexualidade como algo natural.

Embora o comportamento homossexual seja antigo, ele jamais será normal para uma sociedade que se pretenda sã. Frequentemente, os defensores dessa prática rotulam as críticas como fanatismo religioso; no entanto, a questão vai além da fé, embora a Bíblia se posicione contrariamente a ela. Na natureza, existem machos e fêmeas, base para a reprodução e manutenção das espécies. Não é preciso ser cientista ou filósofo para concluir que o padrão humano é a heterossexualidade. Eventos como a última Parada Gay ultrapassaram os limites da tolerância e só não são mais vergonhosos porque, por enquanto, representam uma minoria da população.

Restringir Deus a uma nacionalidade seria limitá-lo a um deus com “d” minúsculo. Ele é o Criador de todas as coisas, o El Shaddai, o Todo-Poderoso. Diante disso, por que nosso país vive momentos tão difíceis? Teria Deus abandonado a “Terra de Santa Cruz”? Qual seria a solução para sairmos deste poço?

Os desafios são enormes e as soluções, complexas. Medidas precisam ser tomadas para amenizar essa triste realidade, mas a resolução definitiva só virá a médio e longo prazo. Acredito que a origem dos nossos problemas não é apenas financeira, política ou social, mas prioritariamente comportamental e espiritual.

É necessário que se levante um grupo capaz de influenciar positivamente a sociedade, contrapondo-se àqueles que hoje manipulam a opinião pública para o mal. Quem seria este grupo? Deveria ser um exemplo de honestidade, ética e moral, contando com o auxílio sobrenatural para realizar o extraordinário. Deus usou um único homem, Elias, para desmascarar 450 profetas de Baal que viviam no equívoco.

A realidade caótica do Brasil deve-se, em grande parte, ao desconhecimento de Deus e à desobediência aos Seus mandamentos. Segundo o IBGE, mais de 80% da população se declara cristã. Independentemente das divisões teológicas, essa grande massa não deveria influenciar positivamente o meio onde está inserida? Talvez a diferença resida entre o simples “professar a fé” e o verdadeiro “seguir os passos de Cristo.”

O Brasil não precisa apenas de sermões vazios e medíocres; as pessoas estão exaustas disso. Elas precisam de exemplos. Se as palavras convencem, são os exemplos que arrastam multidões. Jesus ensinou no Sermão da Montanha que Seus discípulos deveriam ser o “sal da Terra” e a “luz do Mundo.” Suas vidas deveriam refletir a mensagem regeneradora do Evangelho.

Se Deus realizou proezas por meio de um só homem que se colocou em Suas mãos, quanto mais o faria por meio de uma multidão que se afirma seguidora de Cristo? Embora a missão seja árdua, se a Igreja, que somos nós, mantiver-se íntegra, pregando e vivendo os ensinamentos de Jesus, seremos instrumentos poderosos para mudar esta nação a partir desta geração.

Soli Deo Gloria

Juvenal Oliveira

 

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