A história da humanidade começa com a revelação do
Deus autoexistente, o “EU SOU” (Êxodo 3.14), o Criador não criado
que, ao formar o universo, fez do homem sua obra-prima, criado à sua imagem e
semelhança (Gênesis 1.26-27). O projeto original do Eterno previa
comunhão plena e vida eterna, mas a quebra da única cláusula estabelecida
trouxe a depravação e a morte como sentença irrevogável (Gênesis 3.17-19).
Diante de uma geração corrompida, a graça divina manifestou-se a Noé, estabelecendo
uma aliança universal de preservação da vida (Gênesis 9.11).
Apesar disso, a humanidade continuou a trilhar
caminhos opostos aos do Criador, que em sua soberania escolheu Abraão para dar
início a uma segunda aliança, prometendo-lhe uma nação, uma terra e uma
descendência que abençoaria todas as famílias da terra (Gênesis 12.1-3).
Conforme revelado, seus descendentes peregrinaram no Egito até que Deus
levantasse Moisés para liderá-los. A libertação veio pelo impacto das dez
pragas, culminando na Páscoa, onde o sangue de um cordeiro imaculado nos
umbrais das portas serviu de escape contra a morte dos primogênitos (Êxodo
12.12-13).
No Monte Sinai, uma nova aliança foi firmada
através da Lei, exigindo sacrifícios contínuos de animais para a purificação
dos pecados (Levítico 17.11). Entretanto, a função da lei mosaica não
era salvar, mas sim provar a impossibilidade do homem caído em se justificar
perante o Justo Juiz, revelando que todos os descendentes de Adão
estavam sob condenação eterna (Romanos 3.20). O preço do pecado
continuava sendo a morte, mas a esperança foi mantida viva pelos profetas, que
anunciaram a vinda de um Messias sem pecado, capaz de quitar a dívida humana (Isaías
53.5).
Após mil e quinhentos anos daquela Páscoa no Egito,
Jesus Cristo reuniu seus discípulos para a última ceia, apresentando o pão e o
vinho como Seu corpo e Seu sangue, selando a Nova Aliança para o perdão
dos pecados (Mateus 26.26-28). Ele se entregou voluntariamente como o
Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1.29), cumprindo todos
os requisitos exigidos pelo Pai. Para nós, a Páscoa não é mais uma memória de
saída geográfica, mas a pessoa de Jesus, que nos redimiu e venceu a morte ao
ressuscitar ao terceiro dia (1 Coríntios 15.3-4). Hoje, o convite para a
mesa permanece aberto aos que lavam suas vestiduras no sangue do Cordeiro,
garantindo o acesso à árvore da vida e à cidade eterna (Apocalipse 22.14).
Uma feliz Páscoa para todos os nossos amigos!
Juvenal Oliveira e família


E após tanto tempo, essa aliança continua alcançando vidas. Deus seja louvado!
ResponderExcluirNo calvário, Jesus foi ao mesmo tempo o sumo sacerdote e o sacrifício, como bem colocou o autor da Carta aos Hebreus.
ExcluirParabéns meu irmão
ResponderExcluirObrigado por interagir no blog. Deus abençoe!
ExcluirQue benção de texto! Muito edificante!
ResponderExcluirObrigado por interagir no blog. A Deus seja a glória!
ExcluirAmém. Estimado irmão Juvenal Oliveira, o Senhor te abençoe e te guarde.
ResponderExcluirObrigado por interagir no blog. Deus abençoe!
ExcluirQue saibamos glorificar a Deus, através dos nossos testemunhos.
ResponderExcluirExcelente!!!
ResponderExcluirFeliz Páscoa. Por que dEle e por Ele, para Ele são todas as coisas. Aleluia!
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