Nas
últimas décadas, houve um crescimento exorbitante das igrejas protestantes no
país, surgindo também uma nova forma de denominá-las. Hoje, apesar das
incontáveis ramificações, nomes e doutrinas, normalmente elas são intituladas
como “evangélicas”. Só fazendo um parêntese, muitas delas não poderiam ser
consideradas como tal pelas divergências teológicas proeminentes que
apresentam. Toda esta expressão numérica mexeu com a cultura e até mesmo com o
linguajar dos brasileiros, que, até então, eram influenciados somente pelos
católicos. Em meio a esta explosão numérica, surge também uma nova categoria de
“cristãos”, os evangélicos não praticantes. É isto mesmo, parece mentira, mas é
verdade! Pessoas que, ao serem questionadas sobre qual seria a sua religião,
respondem ser “evangélicas”, mesmo sem estarem comprometidas com qualquer que
seja a denominação religiosa. Daí advém a seguinte pergunta: É possível alguém
ser um evangélico não praticante?
A
intenção aqui não é entrar no mérito da soteriologia, a doutrina da salvação,
pois isto é muito peculiar. Um exemplo disto é a experiência de um dos ladrões
crucificados com Jesus que recebera a redenção nos seus últimos instantes de
vida (Lc 23.43). Mas, é, no mínimo, intrigante ver uma pessoa afirmar ser uma
seguidora de Cristo, entretanto, sem ter compromisso algum com Ele e com a sua
noiva, a igreja. Se esta falta de prática se resumisse apenas à frequência nos
cultos, algo que também por si só já é bem questionável, mas normalmente vai
além desta inconstância (Hb 10.25). Um não praticante tende a voltar às velhas
práticas mundanas e abomináveis aos olhos de Deus (1Jo 2.15-17). Seu
comportamento tende a ficar cada vez mais parecido com o daqueles que não o
temem e já não se nota diferença alguma entre ambos. Pior ainda do que isto, é
a perda gradativa da comunhão com o Senhor, pois esta pessoa já não ora e nem
lê a Bíblia mais com frequência como dantes. O resultado é o esfriamento, mesmo
estando consciente de todas as implicações que envolvem a vida daqueles que se
distanciam do Eterno.
Por
conseguinte, chega-se à conclusão de que as pessoas que se enquadram neste
grupo estão andando na corda bamba e correm sério risco de serem recebidas pelo
Noivo no dia do Juízo com a seguinte saudação: “Nunca vos conheci; apartai-vos
de mim, vós que praticais a iniquidade.” (Mt 7.23).


Para esse tipo de evangélico,temos que orar muito para que um dia ele aceite o senhor Jesus como seu único Salvador.
ResponderExcluirMuito interessante o assunto, pois e a preocupação em todas as denominações religiosas.
ResponderExcluirNão tem como ficar encima do muro. Pois não existe muro.
ResponderExcluirÉ um assunto de tamanha relevância para os dias atuais, principalmente no Brasil, pois na mesma proporção que há um suposto "crescimento" numérico da igreja, há também de pessoas que tiveram algum contato com a palavra, foram "evangelizadas" e, por algum motivo se afastaram da comunhão. Diga-se de passagem, que, quando a pessoa se afasta apenas da comunhão com as pessoas, isto não oferece tanto risco, entretanto, quando esta mesma pessoa magoada, perde também a comunhão com Deus, aí a situação fica crítica. Pois enquanto ela está em comunhão com o Senhor, Ele pode tratar, mágoas, curar feridas, restaurar, etc. e esta pessoa jamais abandonará o seu ministério que todos recebem juntamente ao se entregarem a Cristo. Uma coisa é certa a igreja não pode fazer vista grossa a este assunto, pois não adianta pregar o evangelho para novas pessoas e deixar estas para trás.
ResponderExcluirA igreja não salva ninguém. Quem salva é Cristo, não obstante, é nela onde prestamos culto de adoração coletivamente a Deus. É nela onde desenvolvemos nossos dons e talentos; é nela onde nos fortalecemos na fé, ao ajudarmos uns aos outros; é nela onde trocamos experiências e conhecimento acerca da palavra e, aí, há crescimento mútuo. Isto tudo deve acontecer apesar das decepções, frustrações, etc., pois ela é composta de redimidos que não conseguiram ainda alcançar a perfeição. Por isto que a Bíblia vai nos orientar a olharmos sempre para Jesus, autor e consumador da nossa fé. O julgamento será individual e cada um prestará contas a Deus sobre os seus atos aqui na terra e, ainda, o rigor será maior para aqueles que conhecem a Palavra, pode ter certeza disto.
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