A Bíblia é um livro maravilhoso e tem como
finalidade mostrar ao homem o que deve fazer para se aproximar de Deus, não
obstante, dela surgem também inúmeras interpretações errôneas que acabam
trazendo confusão e impedindo que o homem usufrua tudo aquilo que ela lhe
proporciona.
O apóstolo Paulo dá uma verdadeira aula teológica
para um grupo de cristãos que havia se distanciado da verdade bíblica, os gálatas.
Pessoas que estavam confusas quanto ao que deveriam fazer para serem salvas.
Esta confusão se deu pelo fato de terem se infiltrado pessoas que colocaram a
autoridade apostólica de Paulo em cheque, ensinando outro evangelho que tentava
trazer de volta os rituais judaicos como condicionantes para a salvação.
Paulo cita Abraão, o nosso pai na fé, afirmando que
ele creu e isto lhe foi imputado como justiça e, em consequência disto, Deus
lhe fez uma promessa, que através dele todas as nações da terra seriam
benditas, como afirmam as Sagradas Escrituras (Gl 3.6-8). O seu descendente,
Jesus Cristo, seria aquele que estenderia esta bênção a todos os povos por
intermédio da fé e não pelas obras da lei ou por dogmas religiosos (Gl 3.16).
Depois da promessa feita ao pai Abraão, mais de
quatrocentos anos se passaram, as transgressões se multiplicaram em Israel,
chegando ao ponto de Deus ter que estabelecer leis até que viesse o Descendente
a quem se referia à promessa, Jesus de Nazaré (Gl 3.19). Moisés então recebe as
tábuas da lei no monte Sinai.
As leis e os dogmas não puderam justificar o homem,
pois ninguém podia cumpri-los integralmente, e todos, pela lei, estariam
condenados à morte (Rm 8.3; Tg 2.10).
Cristo nos redimiu da maldição da lei, fazendo-se
maldição em nosso lugar, pois estava escrito que maldito seria todo aquele que
fosse pendurado no madeiro (Gl 3.13).
Aleluia! Cristo foi o único que conseguiu cumprir
plenamente a lei mosaica a fim de que todo aquele que nele crer seja totalmente
justificado por Deus. Paulo ainda afirma para os cristãos da Galácia que toda a
lei se resume em uma única coisa: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo (Gl.
14).
Portanto, amados do Senhor, tenhamos este mesmo
entendimento de que jamais seremos justificados pelas obras da lei ou por
aquilo que fizermos, mas, exclusivamente, pela fé em Cristo. Não uma fé morta,
irracional e infrutífera, e sim uma fé verdadeira que se revelará pelo
testemunho de alguém que procura imitar a Cristo em tudo, principalmente quanto
ao amor incondicional ao próximo. A promessa de Deus para estes, que transcende
a qualquer esforço humano e ritualista, é a vida eterna com Ele.
Juvenal Oliveira


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