Quantas vezes ouvimos as pessoas se esquivarem de
responsabilidades em relação ao seu papel a desempenhar no Reino de Deus?
Algumas delas argumentam ser muito fracas, falhas ou incapazes de fazer
qualquer coisa em nome de Deus. Olham para aqueles que se destacam e que estão
sempre trabalhando, como pessoas superdotadas de talentos espirituais ou com um
grau de fé muito elevado.
A primeira coisa que precisamos avaliar é que tipos
de fraquezas estas pessoas possuem. O que significa este adjetivo em se
tratando de parâmetros espirituais?
De acordo com os critérios de Deus, o que parece
fraqueza aos olhos dos homens, pode ser exatamente o contrário, uma força
descomunal. Citando como exemplo, quatro homens debilitados pela lepra que
resolveram investir contra o acampamento de um grande exército sírio e
obtiveram como resultado a fuga em massa daqueles guerreiros que ouviram o som
como se fosse de um numeroso e gigantesco exército (II Rs 7).
O Apóstolo Paulo afirma que Deus, ao escolher
pessoas para realizar a sua obra, não costuma usar como regra observar
primeiramente os de “QI” acima da média; os possuidores de força física; os que
demonstram ter uma grande fé ou aqueles portadores de habilidades das mais
variadas possíveis. Deus usa as coisas consideradas fracas neste
mundo para confundir as fortes e as coisas loucas para confundir as sábias. Ele
faz isso para que ninguém se vanglorie (I Co 1.26-29).
Ser fraco não significa ser incapaz de cumprir um
chamado ou desempenhar uma atividade que traga edificação para outras vidas e,
como consequência disto, a glorificação do nome de Deus. Ser frágil significa
que estamos sujeitos a todo instante a cometermos erros, a pecar, até a cair,
não obstante, isto não quer dizer que seremos escravos do pecado ou da nossa
debilidade.
A grande prova destas verdades foram as pessoas que
Deus usou no passado para realizar milagres e proezas em seu nome, e, olha que
eram pessoas consideradas desprezíveis aos olhos do mundo. Poderia enumerar
aqui dezenas delas. O segredo da vitória destes frágeis homens foi obedecer à
chamada e estar na total dependência de um Deus que tudo pode.
Portanto, sentir-se fraco e incapaz não é motivo
suficiente para nos esquivarmos da grande responsabilidade que temos de ser sal
desta terra e luz deste mundo. Bem como o de proclamarmos as boas novas do
evangelho de Cristo Jesus a este mundo em trevas. Façamos então o
que já ordenou o Senhor no passado através do profeta Joel: “Forjai espadas das vossas enxadas, e lanças
das vossas foices; diga o fraco: Eu sou forte.” (Jl 3.10).
Juvenal Oliveira


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