sábado, 19 de novembro de 2016

NÃO DESFAÇA AS SUAS MALAS





Quando alguém decide sair de sua casa para morar em outro lugar, ele gasta um tempo razoável na arrumação das suas malas, pois não é uma simples viagem e levar toda a sua bagagem requer muito cuidado e organização. Durante o percurso, principalmente se o percurso for longo, algumas paradas serão necessárias para descanso, alimentação, reabastecimento, rever os itinerários, etc. Ninguém desfaz as suas malas durante estas paradas transitórias pelo simples fato de serem cansativas e desnecessárias.

A maioria das religiões acredita em uma vida pós-morte e os cristãos não são diferentes. Eles acreditam que vieram a este mundo para viver transitoriamente; a vida na terra é uma pequena parada no seu itinerário; acreditam que uma nova cidade os aguarda, onde fixarão a sua residência definitivamente. Uma cidade maravilhosa, onde não vai haver choro, morte, dor, decepções, angústias infernais e toda a espécie de males como existe aqui. (Apocalipse 21.1-7).

Um fato intrigante tem acontecido recentemente no meio da igreja neste período chamado pós-moderno. Tem sido comum ver cristãos vivendo esta parada temporária aqui na terra como se fosse a sua estadia definitiva. Alguns que agem assim até têm uma justificativa relevante, pelo menos aos olhos dos homens, não sei se aos olhos do Eterno; não temem a morte, mas pedem a Deus o prolongamento de sua vida devido a várias preocupações, como, por exemplo, um filho que ainda precisa de cuidados. Entretanto, dentre estes cristãos que mudam de assunto toda vez que se menciona a palavra “morte”, muitos não têm nenhum motivo justificável que os obrigue a desfazer as suas malas ainda na viagem. Será que a parada transitória está mais agradável, confortável, prazerosa do que a definitiva que o aguarda ou existe ainda alguma dúvida quanto ao seu futuro e o lugar onde vai morar para sempre?

Parece que um grupo de cristãos primitivos da igreja de Corinto estava duvidoso quanto à veracidade da morte e à ressurreição de Cristo, obrigando Paulo a pregar novamente acerca daquilo que outrora já havia ensinado. O seu raciocínio é lógico, ora, se não há ressurreição dentre os mortos, é vã a nossa fé. Para que sofrer por Ele, abrir mão dos prazeres oferecidos diariamente pelo mundo, se não existe a garantia de morar no céu? Ele faz questão de enfatizar a razão de sua fé e não apenas a dele, mas a de todos os cristãos: Cristo venceu a morte e todo aquele que nele crer também vencerá! (I Coríntios 15)

Em outro momento, o mesmo Paulo afirma que para ele seria incomparavelmente melhor partir já e estar com Cristo do que permanecer neste mundo. O que o segura aqui é a sua missão a cumprir, pois tinha consciência de que Deus o chamara não apenas para salvá-lo, mas para que pregasse a outras pessoas e, assim, também pudessem ser salvas. Ele faz uma declaração marcante e impactante: “Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro." (Filipenses 1.21)

Dessarte, não desfaça as suas malas, pois você está apenas no meio do caminho em uma parada transitória. A única razão para você estar aqui ainda é pelo fato de ter uma missão a ser cumprida. Missão esta que não é enfincar estacas como se fosse morar definitivamente, mas, de anunciar aos demais viajantes quanto à direção a ser seguida para não errarem o caminho. Desfazer as malas é totalmente desnecessário!

Soli Deo Glória!!!

Juvenal Oliveira

 

Um comentário: