sábado, 27 de junho de 2015

JOIO, EEEEEEEU?

É frustrante observar alguém que luta por um objetivo a vida inteira, empenhando toda a sua energia e abdicando de tantas coisas, ser pego de surpresa e não alcançar o seu alvo. Para ilustrar essa realidade, utilizo a frase popular: “Nadar, nadar e morrer na praia”.

A verdadeira igreja de Cristo é invisível aos olhos humanos. Embora creiamos que a confissão de Cristo como Senhor e o arrependimento sincero sejam suficientes para a salvação, só podemos ter certeza de nossa própria condição diante de Deus. Ninguém pode atestar a salvação alheia. Exercer cargos de destaque ou congregar por anos a fio não são garantias de morada no céu, pois o homem vê o exterior, mas Deus vê o coração e a autenticidade de nossos atos.

A Bíblia afirma que conhecemos a árvore pelos seus frutos (Mt 7.16-23). Uma árvore ruim, por mais vistosa que seja e por melhor que seja a sua sombra, será identificada por seus frutos podres e inservíveis. Este é o parâmetro que as Escrituras nos revelam para que tenhamos uma ideia de quem somos, embora a conclusão definitiva pertença somente a Deus.

No Evangelho de Mateus (Cap. 13.24), o Mestre narra a Parábola do Joio e do Trigo. O trigo é fundamental para a alimentação mundial, contribuindo para uma sociedade saudável, uma verdadeira bênção divina. Já o joio (ou cizânia) é uma erva daninha morfologicamente idêntica ao trigo, sendo frequentemente chamado de “falso trigo”. Ele costuma ser infectado por fungos produtores de toxinas que podem causar embriaguez.

Jesus ensina que o joio cresce junto ao trigo e ambos são tão parecidos que só serão plenamente identificados na colheita. Isso ilustra que nem todos que se dizem cristãos o são verdadeiramente (Mt 7.21). Eles convivem lado a lado, mas no julgamento final serão separados: um para o gozo eterno e o outro para o fogo eterno.

Se fizermos essa pergunta em público, a resposta será unânime: todos dirão ser trigo. No entanto, a Bíblia nos convida a fechar os olhos externos, parar de julgar o próximo e realizar um autoexame profundo. Não devemos considerar o tempo de igreja ou os cargos ocupados, mas sim a totalidade dos nossos frutos.

Infelizmente, mesmo sendo minoria, o joio existe no meio da igreja. São pessoas que manifestam:

·         Egoísmo e Inveja: Querem tudo do seu jeito e se alegram com o tropeço do irmão.

·         Maledicência: Fofocas que destroem vidas e "orações contrárias" que pedem o mal do próximo.

·         Desprezo pelo Evangelho: Pecam descaradamente, preocupando-se apenas com a imagem perante o pastor, sem temor a Deus ou zelo pelas almas perdidas.

·         Linguagem Profana: Utilizam palavreado de baixo calão e termos obscenos (Ef 5.3-21).

·         Insubmissão: Detestam submeter-se a autoridades, ignorando que a rebeldia é comparada ao pecado de feitiçaria (1 Sm 15.23).

·         Imoralidade: Praticam relações sexuais ilícitas e banalizam o matrimônio (1 Co 6.9-10).

Embora a parábola sugira que o joio e o trigo permanecem em sua natureza até o fim, a Bíblia, em seu contexto amplo, nos mostra que Deus é o Deus das segundas chances. A história do povo de Israel é marcada por erros e retornos. "Arrependei-vos" sempre foi a palavra-chave do Evangelho.

O joio traz prejuízos imensos à comunidade pelo mau testemunho, mas o maior prejudicado é o próprio "joio", devido à condenação final. Se ao ler este texto você identificou características do joio em sua vida, este é o tempo de mudar sua trajetória. Não corra o risco de privar-se dos prazeres do mundo sem, contudo, obter a salvação da alma, que deve ser o nosso maior objetivo.

Portanto, o Senhor Jesus deseja que "nademos" com vigor, empregando nossa energia no caminho correto, para que ao final alcancemos o porto seguro. Que sejamos reconhecidos não como joio, mas como trigo, desfrutando da eternidade com o nosso Pai Celeste. Decida hoje ser uma bênção, pois foi para isso que Deus o chamou.

Soli Deo Gloria!

Juvenal Oliveira

 

domingo, 21 de junho de 2015

SÓ HA UM CAMINHO...









Só ha um caminho a ser seguido...
(É o caminho planejado pela LUZ)
Onde cada dor... cada gemido,
Ecoava no coração de Jesus.
O corpo enfraquecido... macerado...
Sobre os ombros o pesado madeiro,
Onde nossos pecados foram lavados,
Com o Sangue Divino do Cordeiro.
Seguidas horas de Fel... de Agonias,
De blasfêmias... de desdéns... de heresias...
Sobre quem à Salvação nos conduz...
ELE é o ÚNICO CAMINHO a ser seguido,
(E que jamais deve ser esquecido)
Cristo, o Rei, glorificado na Cruz.
(LOUVOR E GLÓRIAS AO REI.)


(Claudomiro A.A.)

sábado, 20 de junho de 2015

O QUE É ISTO?

O que é isto? Foi a pergunta feita pelo povo de Israel quando se depararam logo pela manhã com bolinhas brancas que cobriam o chão daquele imenso deserto.  A tradução desta expressão utilizada pelos israelitas é “MANÁ”, o pão que descia do céu para saciar-lhes a fome.

Eles pensavam que sairiam do Egito e que logo chegariam à terra prometida, “terra que mana leite e mel”, porém havia um deserto no meio do caminho. Muita gente tem conhecimento das características deste local, principalmente quanto à escassez de alimento. De imediato, começaram a reclamar, pois achavam que entrariam logo na terra e temiam que Deus os deixasse perecer ali.

O Egito simboliza o nosso passado sem Cristo, escravizados pelo pecado. Assim como Israel, muitos hoje pensam que entregar a sua vida a Ele e sair de onde estavam significa entrar direto no paraíso, num lugar de imunidade à dor, ao sofrimento, às lutas, ledo engano. Não foi esta a promessa que recebemos do Mestre. Ele disse que também teríamos que passar pelos lugares áridos da vida, pelas aflições do mundo (Jo 16.33).

A promessa do Criador não foi impedir que passassem pelo deserto e, sim, que, mesmo nele, supriria todas as suas necessidades, eu disse todas. Em relação ao alimento, mandou o maná, porém eles deveriam observar alguns parâmetros. Apesar de o Senhor estar disponibilizando o pão do céu, era necessário que saíssem de suas tendas e fossem recolhê-lo. Hoje, o Eterno está sempre pronto a derramar do seu alimento espiritual sobre as nossas vidas, porém temos que tomar a iniciativa de ir à busca dele. Deus, sem nós, continua sendo Deus, mas nós, sem Ele, não somos nada. Se Ele cortar o oxigênio, morreremos em alguns minutos. Muitos querem a bênção, o livramento, as benesses, o alimento, porém não têm a mesma motivação para ir à fonte. Querem que tudo aconteça como num passe de mágica; que venha um anjo com uma bandeja de prata para servi-lo na rede da varanda.

Os mais espertinhos queriam fazer uma reservazinha tática, colhendo maná para os dias subsequentes. Só não contavam com um detalhe, a data de validade do produto era de 24 horas. Isso obrigava o povo a buscar o maná todos os dias enquanto estivessem naquele lugar de sequidão, com a exceção do sábado. Não é diferente hoje, não adianta tentarmos fazer um estoque, lendo muito a Bíblia; orando; jejuando; enfim, fazendo campanhas, apenas por um período de tempo. A nossa busca deve ser diária e constante, como disse Paulo aos Efésios: “… orando em todo o tempo no Espírito…” (Ef 6.18) e, ainda, “não vos embriagueis com o vinho, no qual há contenda, mas enchei-vos do Espírito.” (Ef 5.18).  

Yahweh prepararia um alimento ainda mais excelente que o maná, apesar de ele ter cumprido o seu papel de sustentar os israelitas nos quarenta anos de deserto. O evangelista João traz uma narrativa de Jesus discursando para uma grande multidão. Neste discurso, Ele afirma ser o pão da vida e quem fosse até Ele, jamais teria fome e quem cresse nele, jamais teria sede (Jo 6.35). Disse ainda que no passado, o povo comeu o maná e, ainda assim, morreu, mas os que se alimentassem dEle, não apenas seriam sustentados no corpo, aqui na terra, mas na alma e no espírito, vivendo para toda a eternidade.

A pergunta agora não é mais “o que é isto?”, mas “Quem é este?” Este é Jesus de Nazaré, o pão vivo que desceu do céu para nos alimentar e suprir todas as nossas necessidades. Então o busquemos a cada dia de nossas vidas e seremos sustentados por ele até a sua segunda vinda.

 

Soli Deo Glória.


Juvenal Oliveira

 

 

terça-feira, 16 de junho de 2015

CANTATA JOÃO 3:16 - ANIVERSÁRIO DA PIBSPA PARTE 7


CANTATA "JOÃO 3:16" - ANIVERSÁRIO DA PIBSPA


UMA MISSÃO CADA VEZ MAIS DIFÍCIL


Já ouvi muitos afirmarem que “Deus é brasileiro.” Não sei quem inventou a frase, nem pretendo entrar no mérito da questão. O que se pode afirmar é que, diante da atual situação do nosso país, quem a criou pensaria duas ou infinitas vezes antes de reafirmá-la. Partindo da hipótese, ainda que impossível, de que Deus fosse de fato “brasileiro”, como explicar uma realidade tão cruel? Nos últimos 20 anos, parece que nossa nação afundou-se em um profundo lamaçal.

A corrupção e a violência tornaram-se corriqueiras, dominando as manchetes quase diariamente. É como um câncer que se apodera de territórios, matando o que encontra pela frente. Hoje, no Brasil, ser honesto, bom pagador, fiel ao cônjuge ou defensor de princípios tornou-se exceção, quando deveria ser a regra. Defender a família tradicional passou a ser visto como fundamentalismo religioso. Nesse cenário, uma imprensa com enorme poder de persuasão entra sorrateiramente nos lares, influenciando a sociedade através de telenovelas que induzem o público a ver a homossexualidade como algo natural.

Embora o comportamento homossexual seja antigo, ele jamais será normal para uma sociedade que se pretenda sã. Frequentemente, os defensores dessa prática rotulam as críticas como fanatismo religioso; no entanto, a questão vai além da fé, embora a Bíblia se posicione contrariamente a ela. Na natureza, existem machos e fêmeas, base para a reprodução e manutenção das espécies. Não é preciso ser cientista ou filósofo para concluir que o padrão humano é a heterossexualidade. Eventos como a última Parada Gay ultrapassaram os limites da tolerância e só não são mais vergonhosos porque, por enquanto, representam uma minoria da população.

Restringir Deus a uma nacionalidade seria limitá-lo a um deus com “d” minúsculo. Ele é o Criador de todas as coisas, o El Shaddai, o Todo-Poderoso. Diante disso, por que nosso país vive momentos tão difíceis? Teria Deus abandonado a “Terra de Santa Cruz”? Qual seria a solução para sairmos deste poço?

Os desafios são enormes e as soluções, complexas. Medidas precisam ser tomadas para amenizar essa triste realidade, mas a resolução definitiva só virá a médio e longo prazo. Acredito que a origem dos nossos problemas não é apenas financeira, política ou social, mas prioritariamente comportamental e espiritual.

É necessário que se levante um grupo capaz de influenciar positivamente a sociedade, contrapondo-se àqueles que hoje manipulam a opinião pública para o mal. Quem seria este grupo? Deveria ser um exemplo de honestidade, ética e moral, contando com o auxílio sobrenatural para realizar o extraordinário. Deus usou um único homem, Elias, para desmascarar 450 profetas de Baal que viviam no equívoco.

A realidade caótica do Brasil deve-se, em grande parte, ao desconhecimento de Deus e à desobediência aos Seus mandamentos. Segundo o IBGE, mais de 80% da população se declara cristã. Independentemente das divisões teológicas, essa grande massa não deveria influenciar positivamente o meio onde está inserida? Talvez a diferença resida entre o simples “professar a fé” e o verdadeiro “seguir os passos de Cristo.”

O Brasil não precisa apenas de sermões vazios e medíocres; as pessoas estão exaustas disso. Elas precisam de exemplos. Se as palavras convencem, são os exemplos que arrastam multidões. Jesus ensinou no Sermão da Montanha que Seus discípulos deveriam ser o “sal da Terra” e a “luz do Mundo.” Suas vidas deveriam refletir a mensagem regeneradora do Evangelho.

Se Deus realizou proezas por meio de um só homem que se colocou em Suas mãos, quanto mais o faria por meio de uma multidão que se afirma seguidora de Cristo? Embora a missão seja árdua, se a Igreja, que somos nós, mantiver-se íntegra, pregando e vivendo os ensinamentos de Jesus, seremos instrumentos poderosos para mudar esta nação a partir desta geração.

Soli Deo Gloria

Juvenal Oliveira

 

82º ANIVERSÁRIO DA PIBSPA - PARTE 2


82º ANIVERSÁRIO DA PIBSPA - PARTE 1


sexta-feira, 12 de junho de 2015

UM CRISTIANISMO SEM CRUZ

A cruz tinha tudo para ser um objeto maldito, ignorado e desprezado por toda a humanidade, principalmente por aqueles que professam a sua fé em Cristo. Afinal de contas, foi por intermédio dela que o nosso Redentor padeceu e sofreu até a sua morte. Segundo Thayer, a cruz “era um instrumento conhecido como a punição mais cruel e vergonhosa, emprestada aos gregos e romanos pelos fenícios.”

Existem quatro relatos sobre a crucificação de Cristo na Bíblia e, hoje, diversas encenações a esse respeito. Dentre elas, uma ganhou notoriedade no mundo inteiro, alcançando inclusive países de predominância muçulmana: o filme “A Paixão de Cristo”. Nesse filme, Mel Gibson tenta reproduzir, com a maior fidelidade possível, o que Mateus, Marcos, Lucas e João relataram em seus evangelhos acerca de todos os episódios que envolveram a prisão, humilhação, tortura e crucificação de nosso Salvador. Como a cruz foi a principal causadora de dor e sofrimento ao nosso Mestre.

Apesar de o filme trazer cenas impactantes, não conseguiu transmitir plenamente a realidade dos fatos em sua totalidade. Creio que o sofrimento de Cristo foi além daquele dramatizado na obra. A cruz parecia, naquele momento, ter vencido o Filho de Deus. O Diabo, sorridente e não conhecedor dos planos insondáveis de Deus, achou que a cruz havia vencido o Messias e, por fim, se tornaria definitivamente um objeto maldito para todos os homens.

No terceiro dia, para total frustração do inimigo de nossas almas, Jesus ressuscitou, vencendo a morte e resgatando a criação por meio dessa mesma cruz. A partir de então, esse objeto, antes considerado maldito, tornou-se o símbolo da nossa vitória e triunfo. Paulo usa com muita propriedade o simbolismo da cruz: “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas, para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (1 Co 1.18); “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo.” (Gl 6.14).

A cruz, para nós cristãos, tornou-se o símbolo da reconciliação do homem com Deus, como afirma ainda o apóstolo Paulo: “Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz e, pela cruz, reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.” (Ef 2.15-16).

O significado da cruz traz outras conotações para os homens além de vitórias e conquistas. Talvez todos, ao lerem este texto, concordem com tudo o que escrevi até aqui, sem retirar uma vírgula, pois quem não gosta de ouvir sobre vitória, não é mesmo? Porém, o símbolo da cruz não possui apenas essa vertente: ele indica que a vitória é real, mas não sem lutas, sofrimentos e dores e esta é a parte que muitos cristãos hoje procuram ignorar (At 14.22).

Muitos, hoje, de forma irresponsável e até maquiavélica, para inflar o próprio ego, enriquecer e lotar suas “igrejas”, têm pregado um evangelho triunfalista, no qual ensinam apenas parte do significado da cruz. A parte fácil, agradável e confortável, sendo vitória, vitória e vitória.

Jesus nos apresenta outro significado para a cruz quando diz: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por minha causa, esse a salvará.” (Lc 9.23-24). Jesus afirmava aos seus ouvintes que, para segui-lo, era necessário abrir mão do próprio “eu” e carregar diariamente a sua cruz, no sentido de que há a possibilidade de enfrentarmos lutas, desafios, sofrimentos e tempestades. Ser seu seguidor não é receber um atestado de imunidade ao sofrimento, mas a garantia de morar com Ele em seu Reino eterno, tendo o nome escrito no Livro da Vida.

Não pretendo, de forma alguma, fazer apologia ao sofrimento, às lutas ou à dor, mas apresentar uma visão realista e bíblica acerca da cruz e de seus simbolismos.

No evangelho de João, capítulo 16, versículo 33, Jesus afirma: “Tenho-vos dito isto para que em mim tenhais paz…” Pela forma como muitos anunciam o evangelho hoje, parece que a continuação do texto seria algo como: “no mundo, ser meu seguidor lhes garantirá uma vida sem sofrimento, com prosperidade e plena saúde.” Porém, quem conhece as Escrituras sabe que não é assim. A continuação correta é: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”

Ele enfrentou a cruz, não fugiu dela e, nela, foi exaltado, tornando-se invencível e assentando-se à direita do trono do Altíssimo.

Portanto, é impossível ser um seguidor de Cristo sem compreender profundamente o significado da cruz. Não como um objeto místico, mas como um símbolo cheio de sentido. A cruz nos mostra que o nosso Reino não é deste mundo e que, nele, muitas vezes enfrentaremos sofrimentos. A garantia que Jesus nos dá é que, assim como Ele venceu, nós também venceremos, se perseverarmos nele. Assim como Ele sofreu, morreu e ressuscitou, nós, seus seguidores, também sofreremos. Não sabemos em que intensidade, pois isso pertence a Deus, mas ressuscitaremos com Ele para uma eternidade de glória. Valerá a pena carregarmos diariamente a nossa cruz. Não há possibilidade de desprezá-la, se realmente desejamos morar no céu.

Soli Deo Gloria

Juvenal Oliveira

 

 

quinta-feira, 4 de junho de 2015

UM CONVITE QUASE IRRECUSÁVEL


É assustador o número de pessoas que engrossam diariamente as fileiras do grupo intitulado como os “Sem Igreja”. Pessoas que tiveram uma experiência com Deus; creram na pregação do evangelho; se filiaram a algum grupo religioso, mas no decorrer da caminhada se decepcionaram e não só se afastaram como também tomaram aversão a tudo que se relaciona à religião.

Não pretendo entrar no mérito da questão, por acreditar que são inúmeros os fatores geradores deste esfriamento. Desde a falta de um discipulado autêntico, passando pela falta de um conhecimento mais aprofundado da Bíblia, chegando até a falta de uma relação de mais intimidade para com Deus. Lógico que tudo orquestrado pelo inimigo de nossas almas. Ele faz de tudo para minar a fé das pessoas, pois este é o seu trabalho.

Quem é que, no transcurso da jornada da vida, não recebeu um convite que o considerasse como irrecusável? Poderíamos citar vários exemplos, tais como: o convite para o comparecimento a uma cerimônia de um familiar ou grande amigo; um convite para almoçar gratuitamente num momento em que se esteja com fome e sem recursos financeiros para comprar sequer uma quentinha; ou ainda, o convite de um conhecido oferecendo-lhe uma carona até a sua casa, estando você a pé e num local onde não haja a disponibilidade de transporte urbano.

Gostaria de compartilhar com você mais um convite, sendo este quase irrecusável. Ele se sobrepõe a todos os já citados anteriormente e talvez a todos os demais já vividos nas diversas experiências da vida humana. O ex-cobrador de impostos, chamado Mateus, relata acerca do seguinte convite: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” (Mt 11.28). Talvez me questionem o porquê de considerá-lo quase irrecusável. Explicarei melhor.

Em primeiro lugar, este convite não foi feito por qualquer pessoa. Seja ela um político de sucesso, um empresário bem-sucedido ou um homem de grande influência na sociedade. Ele foi feito por alguém que tem pleno poder no céu e na terra. Alguém que tem condições de oferecer tudo aquilo que os homens necessitam: paz, cura, libertação e salvação, Jesus de Nazaré (Mt 28.18).

Em segundo lugar, o convite é direcionado a todos: brancos ou negros; pobres ou ricos; cultos ou indoutos, idosos ou em idade infantil; homens ou mulheres; enfim, de todos os povos, tribos e raças. Isto quer dizer que este convite não está limitado ao tempo ou ao espaço. É para mim hoje e para você também.

Em terceiro lugar, o convite é para todos os que estão cansados, cansados de tanto sofrer. Pessoas cansadas de promessas vazias, de peregrinar atrás de uma resolução para o seu problema. Cansadas não no corpo apenas, mas na alma. Cansaço este que não se recupera com uma noite de sono bem dormida. O convite se estende ainda a outra classe de pessoas, os sobrecarregados. Existe um grande equívoco na compreensão exata da pessoa de Jesus. Muitos o confundem como sendo apenas uma “religião”, ou melhor dizendo, uma denominação religiosa. Ele está muito acima de qualquer que seja a denominação ou grupo religioso. Jesus faz questão de se colocar numa posição acima da “religião”. Os religiosos da época lançavam um jugo muito pesado sobre as pessoas através dos seus dogmas. Muitas vezes a história se repete e talvez esta seja uma das causas atuais de tantos “sem igreja”. Jesus faz questão de frisar: “… o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11.30).

Portanto, não devemos transferir para Jesus a nossa decepção com pessoas, líderes, grupos religiosos, etc. Devemos sim aceitar o seu convite e, como Ele mesmo nos prometeu, encontraremos descanso para as nossas almas (Mt 11.29).  


Soli Deo Glória

         Juvenal Oliveira

 

terça-feira, 2 de junho de 2015

A VOZ DO CORAÇÃO


Existe um som que nenhum ouvido humano é capaz de captar. Nem mesmo os músicos mais brilhantes ou os ouvidos mais bem treinados da história poderiam detectá-lo. O seu alcance, porém, transcende todos os demais sons conhecidos: ele ultrapassa o primeiro céu e transpõe as galáxias do segundo, chegando até o terceiro céu, a morada do Altíssimo, o Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis.

Em um dia glorioso, o Eterno estava assentado sobre o Seu alto e sublime trono. Ao Seu redor, um coro magnífico de anjos, querubins e serafins entoava a mais bela canção: “Santo, Santo, Santo é o Deus Todo-Poderoso...” De repente, algo diferente alcançou os ouvidos do Pai.

Ele ordenou que a orquestra parasse por um instante. Queria ouvir melhor aquela melodia que acabava de chegar. O som não Lhe era estranho. Ele já o ouvira antes, mas raramente com tamanha intensidade. Era a voz do coração de uma mulher com o espírito atribulado; alguém exausta de ser humilhada por uma sociedade que a discriminava por não poder gerar filhos. Ela já havia tentado de tudo, recorrido a todos os chás e conselhos dos melhores curandeiros da época, até compreender que o que precisava, na verdade, era de um milagre.

Nessa luta incessante pela cura, suas forças se esgotaram. Seus lábios já não conseguiam produzir som algum. Foi nesse instante de fraqueza extrema que Ana se lembrou dos ensinamentos da infância sobre um Deus sensível a um clamor específico: aquele que não nasce apenas nas pregas vocais, mas no íntimo de um coração sincero e contrito.

Disposta a usar sua última estratégia, ela foi ao santuário. De joelhos, começou a orar com insistência. Inicialmente, de seus lábios saía um som incapaz de alcançar o destino, mas ela não se deu por vencida. Apesar da exaustão física e mental, ela persistiu em balbuciar sua dor. O sacerdote Eli, em um julgamento precipitado, chegou a classificá-la como embriagada, mas Ana não se deixou abater. Estava focada.

Naquele momento, seu coração emitiu uma nota diferente. O som produzido por ela rompeu as barreiras do universo, atravessou as dimensões e tocou o Trono da Graça. Seria impossível para o Criador permanecer inerte diante daquele espetáculo; ignorar tal apelo iria contra a Sua própria natureza fiel e contra as Suas promessas. Ele já havia garantido que todo aquele que O buscasse de todo o coração, O encontraria.

Ana O encontrou. Como resultado desse encontro, o milagre aconteceu: Deus abriu a sua madre e ela deu à luz Samuel, que se tornaria um dos maiores líderes, profetas e juízes de Israel.

Essa experiência de Ana não é um evento preso ao passado. Pelo contrário, ela se repete hoje. O Senhor permanece imutável, com os ouvidos sempre atentos para captar o som que vem do nosso coração.


Soli Deo Glória

Juvenal Oliveira

 

segunda-feira, 1 de junho de 2015

MUITO CUIDADO COM AS PERDAS DESPERCEBIDAS


Que transtorno sentimos quando perdemos algo! Muitas vezes, compromissos precisam ser adiados ou cancelados pela falta de um objeto essencial para o momento. O pior, entretanto, não é a perda em si, algo natural, pois perdemos coisas a todo instante. Mas sim a convicção de que o objeto está, o tempo todo, em casa. Diante dessa experiência, alguns afirmam categoricamente: “Eu não o perdi; ele está em algum lugar por aqui, tenho certeza de que o acharei.”

A verdade é que o objeto estar na residência não significa que ele não esteja perdido, até que se torne novamente alcançável e disponível. Enquanto não for encontrado, qual a diferença entre algo perdido no próprio lar ou em qualquer outro lugar? A realidade é que permanece perdido, e ponto. A pior perda não é a visível, óbvia ou aparente, mas aquela que não percebemos de imediato, cujos danos podem se tornar irreparáveis.

Utilizo a analogia da perda de um objeto apenas para facilitar o entendimento de um assunto muito mais valioso. Há alguns anos, o simples fato de mantermos nossa família nos muros de nossa propriedade era suficiente para sentirmos segurança. Com o advento da internet e das redes sociais, esse cenário mudou drasticamente: as pessoas agora acessam o mundo inteiro de dentro de seus quartos.

Confesso que ainda não sei o que é mais perigoso: o mundo físico ou o virtual, onde caráter e intenções permanecem ocultos. Muitos seguem desatentos à evolução do mundo, crendo que sua família está a salvo apenas por estar em casa. Ledo engano. Maridos, esposas e filhos vêm traçando caminhos perigosos que se originam no próprio lar através do acesso indevido às redes. O resultado é uma série de experiências amargas: divórcio, adultério, exposição moral, vícios e violência. A triste realidade é que existem famílias perdidas dentro de suas próprias casas.

Essa “perda despercebida" também se manifesta na vida espiritual individual. Existe uma palavra muito utilizada na atualidade da qual, particularmente, venho tentando me desvincular: “evangélico”. Infelizmente, o termo tornou-se, na prática, a banalização do cristianismo. Você pode questionar o que isso tem a ver com o assunto, e eu diria, sem medo de errar: existe uma multidão de “evangélicos” perdidos na casa do Pai. Para eles, a religiosidade traz uma falsa sensação de segurança.

Na parábola do Filho Pródigo (Lc 15.11-32), embora a ênfase costume recair no caçula que partiu, aprendemos muito com o filho mais velho. Seu comportamento revela nuances de alguém que, apesar de estar fisicamente em casa, não conhecia verdadeiramente o Pai. Há, inclusive, um fator agravante nos dias de hoje: enquanto o filho mais velho da parábola ao menos obedecia, muitos dos que hoje se dizem cristãos não conhecem o Pai e ainda vivem em desobediência à Sua Palavra.

Levantei aqui duas situações de perdas silenciosas, as mais perigosas justamente pela probabilidade de não haver tempo suficiente para o retorno. Todavia, a narrativa de Lucas nos diz que o filho mais novo, em certo momento, “caiu em si” (v. 17). Ele despertou do transe e retornou.

Este é o tempo de todos nós: maridos, esposas, filhos e cristãos, sairmos do transe e voltarmos urgentemente à comunhão real. O Pai permanece de braços abertos para receber cada filho que se perdeu em casa. Tenhamos apenas o cuidado de não abusarmos do tempo, pois, como disse o profeta Isaías: “Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Is 55.6).

O tempo se chama “hoje”.

Soli Deo Gloria

Juvenal Oliveira

 

 

CRISTO EM CADA LIVRO DA BÍBLIA


  • Em Gênesis Jesus é o Cordeiro no altar de Abraão;
  • Em Êxodo é o cordeiro da Páscoa;
  • Em Levítico ele é o sumo sacerdote;
  • Em Números ele é a nuvem durante o dia e a coluna de fogo durante a noite;
  • Em Deuteronômio ele é a cidade de nosso refúgio;
  • Em Josué, ele é o tecido vermelho na janela de Raabe;
  • Em Juízes ele é o nosso Juiz;
  • Em Ruth ele é o nosso parente redentor;
  • Em I e II Samuel ele é o nosso profeta confiável;
  • Nos livros de Reis e Crônicas é o nosso soberano;
  • Em Esdras ele é o nosso escriba fiel;
  • Em Neemias é o reconstrutor de tudo que está destruído;
  • Em Ester ele é Mordecai assentado fielmente no portão;
  • Em Jó ele é o nosso redentor que vive para sempre;
  • Em Salmos ele é o meu pastor e nada me faltará;
  • Em Provérbios e Eclesiastes ele é nossa sabedoria; 
  • Em Cantares ele é o belo noivo;
  • Em Isaias ele é o servo sofredor;
  • Em Jeremias e Lamentações Jesus é o profeta que chora;
  • Em Ezequiel ele é o maravilhoso homem de quatro faces;
  • Em Daniel ele é o quarto homem na fornalha;
  • Em Oséias ele é o amor sempre fiel;
  • Em Joel ele nos batiza com o Espírito Santo;
  • Em Amós ele leva nossos fardos; 
  • Em Obadias nosso salvador;
  • Em Jonas ele é o grande missionário que leva ao mundo a palavra de Deus; 
  • Em Miquéias ele é o mensageiro dos pés formosos;
  • Em Naum ele é o vingador; 
  • Em Habacuque ele é a sentinela orando sempre pelo reavivamento;
  • Em Sofonias ele é o Senhor poderoso para salvar;
  • Em Ageu ele é o restaurador de nossa herança perdida;
  • Em Zacarias é a nossa fonte;
  • Em Malaquias ele é o filho da justiça com a cura em suas asas;
  • Em Mateus ele é o Cristo o filho do Deus vivo;
  • Em Marcos ele é o operador de milagres;
  • Em Lucas ele é o filho do homem;
  • Em João ele é a porta pela qual todos devem passar;
  • Em Atos é a luz brilhante que aparece a Saulo no caminho de Damasco;
  • Em Romanos é a nossa justificação;
  • Em Coríntios é nossa ressurreição e o que leva os nossos pecados;
  • Em Gálatas ele nos redime da lei;
  • Em Efésios ele é nossa riqueza insondável;
  • Em Filipenses ele supre todas as nossas necessidades ;
  • Em Colossenses ele é a plenitude do Deus encarnado;
  • Em Tessalonicenses ele é o nosso Rei que virá;
  • Em Timóteo ele é o nosso mediador entre Deus e os homens;
  • Em Tito ele é nossa bendita esperança;
  • Em Filemon ele é o amigo mais chegado que um irmão;
  • Em Hebreus ele é o sangue do pacto eterno;
  • Em Tiago ele é o Senhor que cura o doente;
  • Em Pedro ele é o pastor principal;
  • Nos livros de João é Jesus que tem a ternura do amor;
  • Em Judas ele é o Senhor que vem com milhares de santos; e
  • E em Apocalipse, a igreja é conclamada a levantar os olhos, pois é chegada sua redenção.
  • (EXTRAÍDO - AUTOR DESCONHECIDO)