segunda-feira, 8 de agosto de 2022

O SOFRIMENTO É CAPAZ DE PRODUZIR SALVAÇÃO?

 


Como é fascinante a estrutura dos seres humanos e proporcionalmente complexa. Todos os esforços já realizados unindo ciência, religião e demais conhecimentos adquiridos até hoje pelos homens mais inteligentes da história não foram suficientes para trazer respostas conclusivas acerca dos inúmeros questionamentos que nos rodeiam, e um deles envolve os porquês do sofrimento humano.

Pela introdução utilizada aqui, querido leitor, você pode concluir antecipadamente que a ideia não é tratar o assunto de maneira simplista e prepotente, mas tentarmos dirimir dúvidas quanto a algumas interpretações equivocadas e sem qualquer fundamentação substancial, tendo como base para isto as Sagradas Escrituras.

O livro de Gênesis relata como tudo começou na terra e como era a vida do primeiro casal, Adão e Eva. O criador deu-lhes plena liberdade para usufruírem de todas as maravilhas existentes no Jardim do Éden, exceto comer do fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal (Gn 1 e 2). Eles desobedeceram e o pecado entrou em suas vidas, trazendo consigo uma série de consequências danosas, dentre elas, a realidade quanto ao sofrimento, o qual passou a fazer parte da natureza humana (Gn 3; Rm 5.12). Pode-se, então, deduzir a partir da narrativa bíblica que ele teve uma origem e uma causa.

Muitos segmentos religiosos acreditam que o propósito para o sofrimento seria uma espécie de purificação para a alma, no sentido de a pessoa estar se redimindo e, assim, conseguir alguma recompensa no futuro. Outros veem o sofrimento como resultado da quitação de uma dívida sua ou de seus ancestrais. Foi essa a interpretação dos discípulos quando se depararam com um homem cego de nascença e perguntaram para Jesus sobre quem teria pecado, o próprio ou seus pais? Jesus lhes responde que nem um, nem outro, mas, para que se manifestassem nele as obras de Deus (Jo 9.1-11).

Mesmo reconhecendo que o sofrimento teve uma origem e uma causa que contaminou toda a humanidade, é muito difícil e arriscado tentarmos obter respostas sobre os níveis de sofrimento que atingem as multidões peculiarmente. Quem assim o fizer arriscará cometer sérias injustiças. Os três amigos de Jó agiram dessa forma ao tentarem justificar tamanho sofrimento que o assolava, pois em dado momento de sua vida, perdeu todos os seus bens; logo em seguida, os seus dez filhos de uma só vez e foi finalmente acometido por uma doença que transformou seu corpo em uma enorme chaga purulenta. Eles deduziram de imediato: tanto sofrimento só pode ser fruto de pecado e Deus o está punindo severamente por isso. Se vocês lerem o livro de Jó, verão que a causa não era essa e nem passava perto, ou seja, aqueles homens estavam totalmente equivocados. Se precipitaram e agiram não como amigos, e sim como verdadeiros algozes.

O consenso que se pode chegar quanto a esse assunto é que o sofrimento atinge pessoas indistintamente e independe de classe social, raça, idade, sexo, nacionalidade, credo religioso, etc. (Ec 9.2). Em alguns casos específicos, pode ser fruto de escolhas ou decisões erradas (Pv 14.12, 16.17). À luz da Bíblia, podemos concluir que, de uma forma generalizada, ele sempre exercerá um papel pedagógico na vida das pessoas (Hb 12.6). Entretanto, só Deus sabe as razões pelas quais está permitindo que passemos por ele e quais as doses a serem aplicadas individualmente.

Infelizmente, existe um grupo formado por algumas ramificações religiosas que ensina de forma irresponsável que as pessoas, ao se tornarem cristãs, estariam imunizadas ao sofrimento e à dor. Uma propaganda enganosa (“pare de sofrer”) que tem levado muita gente a abandonar a fé. Muito pelo contrário, Jesus advertiu inúmeras vezes que segui-lo não seria nada fácil e prova de seus ensinamentos é a quantidade de cristãos perseguidos, torturados e mortos já no primeiro século da era cristã (Jo 16.33; Hb 11). Entretanto, em nenhum momento ele condiciona a salvação ao sofrimento como se ele fosse uma via obrigatória para alguém adentrar ao céu. Essa linha de raciocínio não é bíblica e é extremamente perigosa, ao levar as pessoas a acreditar que quanto mais sofrerem aqui na terra, maior a certeza de estarem um dia no céu. A via obrigatória para alguém possuir seu passaporte para lá não é o sofrimento, ainda que ele faça parte da trajetória do cristão, mas um verdadeiro arrependimento com relação ao pecado e a confissão com seus próprios lábios a Jesus como seu Senhor e Salvador (Rm 10.9; At 2.38, 3.19).

Isto posto, concluímos que, apesar de não possuirmos respostas para todos os dilemas que envolvem o sofrimento, em alguns aspectos é possível, sim, chegarmos a respostas conclusivas e possuidoras de um alicerce sólido pautado na Bíblia. Um deles é que o sofrimento não é o meio principal e fundamental para garantir a salvação de uma pessoa. Só Jesus Cristo salva!

Juvenal Netto

sexta-feira, 15 de julho de 2022

O ESTABLISHMENT E O SI$TEMA ELEITOR@L BRASILEIRO

 


Sociedades muito mais antigas que a nossa já compreendiam o poder que exerce a informação num contexto geopolítico, seja ele global ou regional. Com o advento do avanço tecnológico, principalmente a internet, um sistema que evolui a velocidades que superam a da luz, a informação passou a exercer um papel ainda mais expressivo e preeminente.

Desde a sua invenção no início do século passado, a televisão sempre foi um poderoso instrumento de informação. Lógico que suas finalidades eram muito amplas e atingiam inúmeros objetivos. Entretanto, o establishment percebeu rapidamente que ela poderia ajudá-lo a conquistar com mais rapidez as suas metas sempre muito ambiciosas. Ela começou a ser utilizada como um grande poder não apenas para o entretenimento ou a informação, mas, principalmente, para a manipulação das grandes massas. Filmes, telenovelas, comerciais e demais atividades começaram a influenciar o modo de pensar e agir das comunidades. Como um boiadeiro que conduz sua manada na direção desejada e a coloca presa num enorme curral pelo tempo que julgar necessário; com um detalhe, sem machucar nenhum deles, ou seja, transmite confiança a ponto de não esboçarem nenhuma reação contrária.

No final do século passado, a internet começou a evoluir rapidamente e mudou o cenário global. A televisão perdeu o seu reinado e as informações começaram a circular de forma mais independente. Essa realidade se torna muito nítida quando comparamos pessoas que recebem informações exclusiva ou predominantemente dos canais televisivos, daquelas que, além destes meios, acessam as redes sociais e acompanham jornalistas independentes, como, por exemplo, Alexandre Garcia, um dos profissionais da área mais inteligentes que conheço.

A grande mídia hoje é patrocinada não apenas pelos seus anunciantes, mas por bilionários, isto é, perdeu sua personalidade, autenticidade e passou a ser um instrumento extremamente manipulador e sem limites. Transformam fatos em fake, distorcem, enfim, mentem descaradamente sem constrangimento algum. Em relação à confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras, ela está em sintonia com o que é dito pela nossa Suprema Corte. Ministros que têm agido como políticos, profissionais da área de saúde, etc., menos como guardiões da nossa Constituição. Comportamentos que nos levam a acreditar que também foram recrutados pelo establishment, talvez, a peso de toneladas de ouro.  Por que não querem aperfeiçoar o Sistema Eleitoral e torná-lo mais eficiente, transparente e confiável? Todo equipamento eletrônico precisa ser atualizado e aperfeiçoado constantemente. Os bancos gastam bilhões em segurança por ano para mitigar os riscos de invasões e diminuir perdas. Se a versão de nossas urnas é tão evoluída, por que apenas mais dois países, Bangladesh e Butão, além do Brasil, a utilizam no mundo inteiro? Por que fogem dos debates e ainda mentem, tentando manipular a população ao fazerem crer que a ideia seria abandonar as urnas eletrônicas e voltarmos às cédulas em papel? A proposta não é esta, e sim aperfeiçoar as existentes de modo a torná-las auditáveis, algo que é impossível nas atuais. Por que querem esconder o fato de um ‘hacker’ ter acessado os computadores do TSE e lá permanecido por meses durante um período de eleições? São perguntas cruciais que até agora nenhum ministro palestrante tentou responder convincentemente à população brasileira. Esse comportamento acaba deixando o povo ainda mais desconfiado com o que estaria por trás de tudo isso. Seria apenas expor um erro cometido e abalar suas reputações e tocar em seus superegos? Ou há algo de mais grave e podre por detrás de tudo isso?

Manipular as urnas em relação à eleição presidencial seria pouco provável. O homem é um fenômeno nas ruas. Retirá-lo do jogo dessa maneira poderia incendiar o país. Onde ele chega, é ovacionado pelas multidões de norte a sul, contradizendo a maioria das pesquisas, enquanto seu maior oponente, um “descondenado”, não consegue nem descer para almoçar no restaurante dos hotéis em que se hospeda. Essas pesquisas fraudulentas são mais um presságio de que algo muito errado pode estar prestes a acontecer. A única forma do sistema impedir sua reeleição seria o impedindo de concorrer, algo que não é tão difícil assim de acontecer, tendo em vista o poder que esses caras têm. Depois que os vimos colocarem o “Bidê” no trono, não podemos subestimá-los jamais.  O povo brasileiro precisa estar muito atento e não se deixar manipular ou ser conduzido como manada. Olhemos para a triste realidade em que vivem nossos “hermanos” argentinos e venezuelanos. Será que foram enganados? Nossa liberdade há muito tempo não era tão ameaçada como nesse momento. Na verdade, infelizmente, não podemos afirmar que vivemos numa democracia.

Outra hipótese que não pode ser descartada seria a intenção de alterar os resultados não em relação à eleição presidencial, mas referentes à dos senadores e deputados federais. Os “iluministros” têm consciência da rejeição que sofrem nas ruas e do quanto foram longe demais ao descumprirem a Constituição. Estão convictos de que o único remédio constitucional a ser aplicado para serem retirados de lá sem desestabilizar o país só poderá vir por iniciativa do Senado. Entretanto, um candidato à presidência com tamanha influência e popularidade pode eleger muitos senadores e deputados, mudando a configuração do Congresso Nacional. Um novo colegiado de senadores Fichas Limpas, ou seja, livres das ameaças dos togados e alinhados com o futuro Presidente, colocaria um fim a essa ditadura imposta por alguns Ministros do STF. Mais do que isto, poderia ainda destituí-los dos seus cargos e colocá-los nos seus devidos lugares, que é uma Instituição Penitenciária, adequada para todos aqueles que cometeram crimes. O dono do Brasil é Deus, que outorgou seus cuidados ao seu povo e não a um determinado grupo, por mais influente e poderoso que possa ser.

“O preço da liberdade é a eterna vigilância.” (Thomas Jefferson)

Juvenal Netto

quarta-feira, 6 de julho de 2022

ISENÇÃO É MESMO A SOLUÇÃO?

 


Um dos mecanismos de defesa do nosso organismo contra a possibilidade de entrarmos em lutas que poderão nos trazer desgastes físicos e emocionais é a de adotarmos a estratégia da fuga ou de uma suposta neutralidade. Primeiramente, a ideia aqui não é julgar as pessoas que adotam essa conduta, seja frequente ou ocasionalmente, tendo em vista o pressuposto de que cada um conhece os seus limites, bem como as circunstâncias do momento em que está passando. Entretanto, quando nos deparamos com perigos iminentes, é aconselhável avaliar suas consequências a curto, médio e longo prazos e, ainda, quais são os seus alvos em potencial. Uma avaliação displicente pode levar o indivíduo a subestimar o perigo e acreditar que ele não será objeto desse arqui-inimigo, muitas vezes por realizar uma análise considerando apenas o tempo presente.

Nossa geração está passando por um período crítico de mudanças comportamentais que, dependendo da postura a ser adotada por cada cidadão, o resultado pode ser catastrófico. Em qualquer guerra, o tempo de reação deve andar junto às estratégias a serem empregadas. Uma tática excelente utilizada de forma precipitada ou tardia pode torná-la ineficiente. O que se percebe é que as pessoas não conseguem distinguir com clareza o básico de um conflito: quem são seus verdadeiros inimigos? Isto é extremamente estratégico para ambos os lados. Quando eles não se mostram claramente, induzem as pessoas a lutarem entre si, ou seja, o bem lutando contra ele mesmo. Um exemplo claro dessa realidade é o que acontece entre os cristãos. O embate vai muito além da política e de seus representantes e não está restrito à religião. Não se trata apenas de uma ideologia ou posicionamento, seja ele classificado como de “direita” ou de “esquerda”. Também não é exclusividade da sociologia, ainda que ela ocupe um papel preponderante nesse assunto. Tratá-lo como um comportamento conservador ou progressista é mascarar a questão.  

É notório que as civilizações experimentam constantes evoluções em abrangentes áreas. Não há nada de errado nisto, entretanto, alguns critérios, conceitos, padrões comportamentais, etc., evoluíram ao longo dos séculos e, após erros e acertos, chegou-se a definições muito claras, principalmente quanto ao conceito do que é “certo” e “errado” em se tratando da vida em comunidade. As mudanças que querem nos impor à força, a princípio, não parecem nada aperfeiçoadoras, evolutivas, muito pelo contrário, é retrógrado, diria, imbecil. Só pelo fato de ser forçado já seria o suficiente para ficarmos muito atentos.

Não podemos cair na armadilha de tratar o ser humano como uma espécie de subclasse, dividindo-os em hetero e ‘homo’, quanto à sexualidade; brancos e negros, quanto à raça; pobres e ricos, quanto à sua condição socioeconômica; homens e mulheres, quanto ao seu gênero, etc. As leis e regras que regem uma sociedade devem utilizar como pilar o princípio básico, lógico e imutável que é o valor de uma vida, independentemente de qualquer outro aspecto que tentem classificá-la para, posteriormente, inseri-la num determinado grupo. Não existe esse conceito equivocado de lutas pelas minorias. Numa sociedade civilizada e evoluída, as minorias sempre serão respeitadas, não obstante, onde houver divergências, o que prevalecerá será a vontade da maioria, ponto. Não se pode atender determinadas reivindicações dessas minorias em detrimento do prejuízo das maiorias, como, por exemplo, obrigar crianças e adultos de sexos distintos a utilizarem os mesmos banheiros públicos. Exceto se houvesse um consenso em que a maioria concordasse voluntariamente com tal postura. Outro fator polêmico, dentre muitos outros, é a tentativa de banalizar o valor da vida, tentando de todas as formas legalizar o aborto. Supervalorizam aqueles que cometeram crimes e causaram enormes prejuízos à população com o discurso hipócrita de que são vítimas da sociedade, por isso não podem ser penalizados, ou seja, dois pesos e duas medidas. Em todas essas polêmicas, por trás há sempre a tentativa de transformar o certo em errado e vice-versa.

Isto posto, pelos desdobramentos que acarretarão prejuízos incalculáveis à vida de todos nós se esse sistema pernicioso prevalecer, acredito que a isenção ou a neutralidade não são atitudes inteligentes a serem tomadas por nenhum de nós. No entanto, existem várias formas de lutarmos contra ele e você não precisa obrigatoriamente ocupar a linha de frente. O que eu posso fazer, talvez você me questione após ler este texto? Procure estar bem informado. Infelizmente, hoje isto não é possível apenas acompanhando a grande mídia. Procure ler bons livros. Acompanhe as notícias pelas redes sociais. Não acredite de imediato em tudo que vê, ouve e lê. Aprenda a avaliar os fatos e as fontes e compartilhe com seus amigos. Não negocie princípios e valores éticos e morais. Valorize mais o seu voto, principalmente em relação à eleição de senadores e deputados federais, lembrando que é do Congresso Nacional o local de onde saem todas as leis que regem nossa nação.

Que Deus abençoe todas as famílias desta amada pátria verde e amarela!

Juvenal Netto

terça-feira, 22 de março de 2022

MISSÕES MUNDIAIS E SUAS CONDICIONANTES

 



Louvamos ao Senhor pela liderança denominacional, representada por nossa Junta de Missões Mundiais (JMM), que tem sido incansável tanto em promover a manutenção da visão missionária junto ao nosso povo batista, bem como em oferecer todo suporte aos nossos irmãos enviados, dentre outras inúmeras atividades correlatas. As atividades missionárias acontecem ininterruptamente, no entanto, todos os anos, durante o mês de março, acontece uma verdadeira mobilização nacional com a finalidade de manter viva em nossos corações a chama da propagação do evangelho voltada para as demais nações. É um movimento contagiante onde cada cristão batista tem a oportunidade de participar ativamente dessa árdua missão, seja orando, ofertando, mobilizando ou até mesmo recebendo a confirmação de sua chamada para ir ao campo. Um momento muito apropriado para estreitar os laços entre a igreja e seus missionários; instante em que cada membro pode ser estimulado e ter sua fé renovada ao ouvir os testemunhos acerca de tudo quanto o Senhor tem feito através da vida de nossos heróis.

Normalmente utilizamos como ancoradouro o texto de Mateus intitulado de “a grande comissão”, onde Jesus comissiona sua noiva a cumprir o seu papel principal, isto é, o IDE (Mt 28.18-20). Ouvimos infinitas vezes que fazer missões é simplesmente um ato de obediência ao Senhor e uma demonstração de amor ao próximo, tendo em vista que, para ser salva, a pessoa precisa conhecer o plano da salvação. Ao pecador, então, é dada a oportunidade de se arrepender e reconhecer a Cristo como seu Senhor e Salvador. Não há o que se discutir quanto à legitimidade e à autossuficiência da motivação supramencionada. Entretanto, à medida que vamos nos aproximando dos últimos dias do fim, se faz necessário enxergar outra que pode servir de grande estímulo para a igreja se empenhar ainda mais nessa sublime missão.

Mateus registra exclusivamente uma fala de Jesus ao ser questionado pelos seus discípulos acerca de quais sinais haveriam de marcar o fim de todas as coisas (Mt 24.1-14). Em seu sermão profético, o Senhor menciona os diversos acontecimentos que precederiam a sua volta, tais como guerras, terremotos, perseguições à igreja, etc., contudo, há uma narrativa peculiar sua que deve ser encarada com muita atenção: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.” (Mt 24.14).

Sendo assim, nos empenharemos cada vez mais para realizar a obra missionária e alcançarmos todas as nações. Além de ser uma obrigação e um ato de amor, conforme as palavras de Jesus, será também uma condição para o seu retorno à terra. Fazer missões é dizer com propriedade: Maranata!

Juvenal Netto

terça-feira, 15 de março de 2022

É PRECISO TRANSCENDER A VISÃO DIANTE DAS CATÁSTROFES E GUERRAS

 


Os brasileiros ainda se recuperavam dos danos causados pela pandemia quando sofreram novos solavancos. Primeiro os baianos, depois os mineiros e, recentemente, os petropolitanos são atingidos por fortes chuvas, responsáveis por ceifar inúmeras vidas, destruir casas, deixando centenas de desabrigados. O país inteiro se solidarizou com essas famílias e chorou ao acompanhar as imagens dramáticas desses episódios. Ainda enterrávamos nossos mortos e vivíamos nosso luto quando fomos surpreendidos com mais uma notícia trágica, agora do outro lado do mundo. A Rússia declara guerra à Ucrânia. 

Com a dor e a tristeza em ver nossos semelhantes passando por tanto sofrimento, surgem os questionamentos e as tentativas de encontrar uma resposta que justifique os sucessivos eventos de natureza destrutiva que nos atingem neste período. O que não falta é gente arriscando algum palpite e procurando culpados, e, especificamente, os cristãos, o que têm a dizer sobre tais acontecimentos? Um grupo se levantará apressadamente, colocando toda a culpa no pecado e na desobediência do homem. Apesar de não estarem totalmente errados pensando desse modo, é preciso ser mais criterioso e não avaliar de forma tão simplista os percalços da vida. Será que, em meio às vítimas, não havia nenhum servo fiel a Deus? Por certo, muitos cristãos foram submetidos às mesmas dores que os ímpios e alguns não resistiram, partindo para a glória. Outro grupo, que os chamarei carinhosamente de “os escatológicos de plantão”, analisará cada detalhe dos acontecimentos, tentando encontrar relação com as profecias bíblicas. Alguns chegam à beira de uma “cartomancia evangélica”.

Em primeiro lugar, tragédias iguais ou até piores do que essas já vêm acontecendo há algum tempo. Elas apenas corroboram com as afirmativas do Mestre quanto aos sinais que precederiam a sua volta e se intensificariam à medida que nos aproximássemos desse grande dia. É preciso compreender que determinados eventos continuarão a acontecer se assim estiver previsto na agenda do Todo-Poderoso e nenhuma oração conseguirá impedir.

O cristão não pode interpretar tais fenômenos da mesma forma que o homem natural, como se a vida na terra fosse um ponto final. O palco principal da história da humanidade não é aqui, mas, às vezes, pensamos e agimos como se fosse. Sofrimentos, derrotas e perdas mexem com as pessoas e isto é normal, pois somos humanos, entretanto, nosso olhar precisa ser transcendente, afinal de contas, o corpo retornará ao pó, mas a alma seguirá para o juízo (Ec 12.7). A tragédia para muitas pessoas será o grito do Eterno pedindo que olhem para cima. Uma derradeira oportunidade para se arrependerem de seus pecados e assim possam experimentar a graça de Cristo.  Por esta ótica, se as multidões ouvirem a voz de Deus, redundando em salvação de almas, todo o sofrimento terá valido a pena, senão, será o prenúncio de que ele é apenas uma pequena amostra do que está por vir.

“Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” (Mt 16.26)


Juvenal Netto

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

A DESINFORMAÇÃO E A QUEDA DO HOMEM

 


A luta do bem contra o mal é milenar e, nesse embate, muitos estratagemas são empregados incansavelmente. O exército das trevas, liderado por Satanás, pretende destruir Yahweh, mas como sabem que isso é impossível, então, voltam o seu arsenal para a humanidade, a qual é a menina de seus olhos.

É muito fácil para uma mente saudável distinguir essas forças pelo antagonismo que as caracteriza, por isso, as trevas procuram usar estratégias que as deixem parecidas ao ponto de dificultar sua identificação e assim conseguir atrair e enganar suas presas.

Todas as palavras oriundas do Eterno são fiéis e verdadeiras. Nele, não há nenhuma possibilidade de erro ou engano. O que Ele diz se torna fatos, isto é, pode ser considerado verdade inquestionável. Um dos significados da palavra “verdade” é: tudo que está conforme os fatos ou com a realidade. Confrontar abertamente a verdade não é uma tarefa fácil e o inimigo sabe bem disso, tentando desconstruí-la sutilmente para ganhar terreno. A estratégia é pegar apenas algumas partes verídicas de um fato e inserir uma informação incorreta. Ou, ainda, descrever um acontecimento com entonação que dê um sentido dúbio com a intenção de confundir ou induzir ao erro. Técnica também conhecida como DESINFORMAÇÃO e utilizada pela primeira vez no Jardim do Éden. Como costuma dizer o reverendo Hernandes Dias Lopes: “Uma meia verdade é o mesmo que uma mentira inteira.”

Deus deu a seguinte ordem ao casal Adão e Eva: “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Gn 2.16-17)

O diabo, representado por uma serpente, chega para Eva e diz o seguinte: “É assim que Deus disse: não comereis de toda árvore do jardim?” (Gn 3.1). Ele começa o diálogo já lançando a semente da dúvida no coração do seu alvo. Usa uma linguagem que induz Eva a acreditar que tal ordem era desproporcional, ou seja, as demais árvores existentes no jardim eram insignificantes diante de apenas uma delas. Sutilmente, quis afirmar que Deus estava sendo injusto ou severo ao extremo. Logo em seguida, deu seu golpe final desmentindo o que o Senhor havia falado e, ainda, fazendo promessas falsas: “É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal.” (Gn 3.4-5). Eva caiu na armadilha, experimentando o fruto proibido; levou Adão consigo para o abismo e o pecado entrou pela primeira vez no mundo.

Milhares de anos já se passaram desde o acontecimento supramencionado e os principados e potestades continuam utilizando a arma da DESINFORMAÇÃO. A única coisa que mudou foi o seu instrumento de manipulação. Hoje, no lugar da serpente, utilizam a grande mídia, líderes políticos, religiosos (falsos profetas) e empresariais. Incentivam a liberação do aborto e do uso de drogas e muitas outras aberrações, sempre com o argumento sutil de que tudo isso é o melhor para a humanidade.

 “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.” (Efésios 6.11)

Juvenal Netto

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

MENSAGEM DE FIM DE ANO 2021/2022

 

Estamos chegando ao término de mais um ciclo de vida. Este ano não foi bem o que esperávamos pelo fato de as coisas não terem retornado à normalidade, entretanto, temos muitos motivos para agradecer a Deus. Estar vivos, com certeza, é um deles.

Certamente, passamos por diversas situações e vivenciamos momentos bons e ruins. Tudo isso faz parte da vida, mas o relevante é pensarmos no aprendizado que ficou. Em tudo há um propósito, até mesmo nas piores catástrofes. No momento da crise, normalmente não conseguimos imaginar objetivo algum, no entanto, após algum tempo, as respostas começam a surgir no horizonte. A tendência humana é sempre ressaltar os acontecimentos negativos e esquecer com facilidade os momentos de vitória e triunfo. Por pior que tenha sido este tempo, quero lhe propor que procure focar apenas nos períodos agradáveis, e, pode ter certeza, foram muitos. Não vale a pena ficar pensando nos pesadelos, pois só trarão mais dor e sofrimento e não é isso que queremos. Evite empregar suas energias em algo que já passou porque não conseguirás mudar uma vírgula sequer. Se tiver que olhar para trás, seja sempre no intuito de rever posicionamentos e decisões de modo a não os repetir, senão, não fará sentido algum. Jamais cometa o erro de transformar a virada de ano em um muro de lamentações, muito menos em um momento místico sem qualquer fundamentação. A cor da roupa que vais usar não tem a menor importância, a não ser que seja para elevar sua autoestima. Não lhe dê tamanho poder porque ela não possui.  

Está chegando a hora de transformar 2021 em apenas uma lembrança e depositarmos todas as nossas energias no ano que está às portas. A atitude correta não é criar expectativas vazias ou apenas esperar, como se tudo dependesse da combinação dos planetas. É preciso sair da passividade e partir para a ação, utilizando como princípio a “FAP”.

Diante de tamanhos embates que estão por vir e uma natureza tão frágil como a nossa, a primeira atitude a ser tomada deve estar alicerçada na FÉ. Quando tudo extrapolar seus limites, Deus te impulsionará a ir em frente, ultrapassando todos os obstáculos através dela. A fé é a principal ferramenta para quem almeja mover o braço forte do Todo-Poderoso a seu favor. Faça uso dela quantas vezes forem necessárias!

Tem gente que permanece paralisada porque fica o tempo inteiro esperando que alguém faça tudo por ela. Os sonhos e projetos, por mais espetaculares que sejam, só se realizarão quando eu e você estivermos dispostos a transformar intenção em ação, isto é, tomar a atitude de AGIR. Se cada brasileiro adotasse este princípio, nossa nação seria bem diferente. Nosso povo é passivo demais e quem mais lucra com essa realidade são os desonestos, e eles são muitos. Existem mecanismos pacíficos para agirmos corretamente, basta cada um exercer com responsabilidade sua cidadania. Informe-se, participe e decida, pois quem se omite perde o direito de reclamar. Por falar em perder os direitos, talvez tenhamos que lutar com todas as nossas forças para não perdê-los.

Não basta apenas começar bem. O ritmo deve permanecer até o fim; aumentá-lo pode ser uma alternativa; diminui-lo ocasionalmente, e, parar, jamais. A atitude necessária para conquistar o objetivo estabelecido e não ficar no meio do caminho é manter a PERSEVERANÇA. Esteja preparado para as adversidades, que, por certo, surgirão, e nunca desista. Conforme a história, Thomas Edison, quando conseguiu êxito na criação da lâmpada elétrica, já havia tentado mais de 1000 vezes. Sua persistência mudou o percurso da humanidade. Se existe uma linha tênue entre vencedores e vencidos, podemos chamá-la de Perseverança.

Dito isto, quero desejar a todos os meus nobres amigos (inimigos também, apesar de não os conhecer) um 2022, regado de prosperidade, no sentido máximo da palavra, pois a financeira é apenas uma pequena parte de sua expressividade. Que a graça de Cristo Jesus superabunde em vossas vidas em cada dia deste novo tempo!

 

Juvenal Netto