sexta-feira, 8 de novembro de 2019

O ESCOPO DA MÚSICA “GOSPEL”


A música tem a idade da raça humana e, desde o princípio, foi empregada a serviço da religião. Os israelitas a consideravam como o principal meio de expressar a gratidão e a devoção a Deus. Talvez seja por isso que, para muitos religiosos até hoje, a música é sinônimo de adoração. A origem da música vocal não é conhecida, mas, de acordo com o Pentateuco, a instrumental teve sua origem com Jubal, um dos três filhos de Lameque (Gn 4.21).
Desde então, os instrumentos foram aperfeiçoados e outros surgiram, e a qualidade do som não parou de evoluir, apesar da imutabilidade das notas musicais. Assim como no secular, no meio cristão surgem diariamente centenas de novas composições, arranjos, melodias, ritmos, harmonias, etc. Não há nada de errado com esta pluralidade musical desde que alguns princípios sejam observados com muita seriedade e temor. Para uma música ser considerada uma expressão de adoração, ela precisa passar por alguns fundamentos.
O primeiro princípio é não perder de vista para quem está sendo direcionada tal música, ou seja, ela precisa ser teocêntrica. Infelizmente, não é coisa rara de se ver, letras que colocam o homem no topo, como se ele fosse o centro do universo, o que se define por antropocentrismo. Existe uma linha tênue entre valorizar o homem assim como o próprio Cristo fez e colocá-lo num lugar de destaque, como se fosse uma estrela.
O segundo princípio a ser observado é se tal composição musical não fere os princípios pautados nas Sagradas Escrituras. A liberdade do poeta ou do compositor termina quando ele resolve ultrapassar os parâmetros bíblicos. Isto também não é nada impossível de acontecer, inclusive, poderia citar aqui várias músicas “gospel” que deveriam ser retiradas definitivamente da ordem de culto. Adorar a Deus é algo muito sério, prova disso são as experiências de vários personagens bíblicos que, ao serem confrontados com a sua glória, não conseguiram sequer ficar de pé. Aí, percebe-se letras em que se referem a Deus como se Ele fosse o seu “amiguinho” da escola. Ele é Senhor e deve receber toda a nossa reverência; o simples fato de Jesus ter afirmado que somos mais do que servos, que somos seus amigos, não dá o direito de nos dirigirmos a Ele banalmente (Ez 3.23, 44.4; Dn 8.18; Jo 15.15; At 22.7; Ap 1.17).
O terceiro princípio a ser aplicado é utilizar sons que levem as pessoas a refletirem sobre a grandeza de Deus, seus atributos, seus feitos e a sua essência. Mesmo que haja nos homens a conscientização de que a música “gospel” deve ter como objetivo agradar, prioritariamente, a Deus e não a eles, o seu ritmo, harmonia e melodia poderão retirar deles o foco. Existem sons que induzem as pessoas a simplesmente moverem o corpo, enquanto outros levam suas almas a refletirem sobre quem é Deus e o quanto devem depender dEle. Este é o poder que a música consegue operar sobre os mortais. Talvez seja por isso que o diabo investe tanto contra o ministério da música nas igrejas. Assim como a música tida como “romântica” pode fazer com que uma pessoa pense exaustivamente na outra amada, a litúrgica conduzirá o homem a refletir sobre a grandeza do triuno Deus.
Desta forma, considerando-se que a música é apenas uma forma do homem adorar a Deus, pode-se afirmar que ela somente poderia ser classificada como “gospel” se cumprisse os parâmetros supramencionados. Senão, é apenas mais uma música; uma canção que agrade a alguém tão somente pelo seu estilo e não terá nada a ver com adoração verdadeira. Sendo assim, também não deveria ser cantada durante os cultos congregacionais. Soli Deo Glória!!!

Juvenal Oliveira

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

DIA DE FINADOS: MOMENTO DE TRISTEZA OU DE ALEGRIA?


Segundo alguns estudiosos, o grande responsável pela popularização do costume de rezar pelos mortos foi o monge católico beneditino Odilo de Cluny, no ano de 998. Nascida na França, a tradição acabou se propagando por toda a Europa, até que o Dia foi oficializado durante o século XI, por meio dos papas Silvestre II, João XVIII e Leão IX. Já a data (dia 2 de novembro) foi estabelecida mais tarde, no século XIII.
No Brasil, esta data é celebrada pelos cristãos católicos que aproveitam para visitar os túmulos de seus entes queridos. Com raras exceções, este dia costuma ser de muita melancolia para este grupo de fiéis.
Os cristãos reformados não têm por hábito comemorar este dia, apesar de ser um feriado nacional. Mas, a ideia aqui não é entrar no mérito da questão quanto ao ponto de vista teológico que divide católicos e evangélicos. Deixaremos este assunto para outro momento mais oportuno. Fato é que todo o país para durante este dia por termos uma rotina diferenciada, e, mesmo aqueles que não concordam, seja por incredulidade ou por divergências doutrinárias, são obrigados a refletir sobre o tema “morte” e isto acaba sendo bom. O grande sábio Salomão afirmou ser melhor ir à casa onde há luto do que ir a uma onde há banquete (Ec 7.2). Por que será que Ele disse isto?  
Ninguém gosta de falar sobre este assunto, no entanto, ela é uma das verdades mais absolutas na existência humana. A grande questão não é morrer, mas se estamos preparados ou não para recebê-la quando vier bater à nossa porta. O Apóstolo João, na ilha de Patmos, prestes a morrer, tem uma visão e ele faz a seguinte narrativa quando vê a Cristo:
“E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último; E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno.” (Ap 1.17-18).
Jesus Cristo é o único que possui a chave; o único que tem o antídoto para este terrível veneno. Ele veio ao mundo com um propósito muito bem definido: libertar e salvar todo aquele que havia se perdido, desde Adão, o primeiro homem (Lc 19.10; Rm 5.19-21; I Co 15.22). 
Sendo assim, certamente, nós também um dia estaremos do outro lado por ocasião do Dia de Finados, isto é, se Jesus ainda não tiver retornado, e qual será o sentimento daqueles que estiverem ainda vivos em relação a nós? Se partirmos tendo professado a nossa fé genuína em Cristo, certamente deixaremos muita saudade, sim, não obstante, o sentimento jamais será de tristeza, mas, de alegria pela certeza de que a morte não fora capaz de nos deter. A certeza dos que também creem no evangelho e, por isto, lá então, terão a convicção de que estamos mais vivos do que nunca em um lugar extraordinário que a Bíblia vai chamar de céu.
“Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” (Jo 3.17-18).

Juvenal Oliveira

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

A INSENSIBILIDADE PODE SER FATAL!


A pele é o maior órgão do corpo humano e possui inúmeras funções como proteção, reserva de nutrientes, regulação da temperatura, conter terminações nervosas sensitivas, etc. São as estimulações que admitem captar, de imediato, o que sentimos no ambiente onde estivermos inseridos, como dor, tato, pressão e muitos outros; esta sensibilidade é um mecanismo de defesa do corpo humano e sem ela, ou seja, o oposto disto que seria a insensibilidade, ficaríamos expostos a uma série de riscos que poderiam nos levar a morte.
Existe outro tipo de insensibilidade ainda mais perigosa do que a do corpo: a da alma, esta pode produzir um efeito ainda mais danoso que a Bíblia vai denominar de segunda morte (Ap 20.14). Davi, o segundo rei do povo de Israel, viveu uma experiência marcante neste sentido. Ele fora escolhido pelo próprio Deus para reinar sobre o seu povo. Esta seleção não foi por acaso, pois este homem se destacava dentre os seus pares e possuía tantas qualidades que chegou a ser considerado “um homem segundo o coração de Deus”; era valente e confiava inteiramente no Eterno (1Sm 13.14). Provou isto quando se voluntariou para representar o seu povo lutando contra um homem filisteu de quase três metros de altura, que fazia os maiores guerreiros de Israel tremerem na base (1Sm 17.26). Ao se assentar no trono, demonstrou o temor que tinha ao seu Deus, priorizando empreender todos os esforços para trazer de volta para Jerusalém a arca da aliança, que para os hebreus simbolizava a presença de Deus (1Cr 13). Foi um rei muito abençoado e conquistou inúmeras vitórias. Davi possuía um profundo conhecimento sobre as leis de Deus, não obstante, parece que em um dado momento de sua vida ele se torna “insensível” a estes mandamentos, sendo dominado pelo pecado (2Sm 11). Apesar de todas as mulheres que possuía, ele resolveu se relacionar com a mulher de Urias, um de seus leais soldados. Como um abismo chama outro abismo, ele piora ainda mais o seu estado de degradação espiritual, ao mandar Urias de volta para o combate levando em suas mãos uma carta para o seu comandante que seria a sua sentença de morte. — Coloque este soldado na frente do campo de batalha. Aquele homem escolhido justamente pela sua sensibilidade ao seu Deus agora está totalmente “insensível”, agindo como alguém que nunca conhecera a Deus.
O Senhor mandou o profeta Natã para falar com Davi. Ele nos ama tanto que sempre enviará um “Natã” para falar conosco. O profeta conta uma história para o rei que era similar à situação em que ele vivia. Por incrível que pareça, quando ele termina, Davi dá o seu parecer a respeito, demonstrando que, para a vida do outro, ele ainda conseguia discernir entre o certo e o errado. Às vezes, agimos exatamente assim, cegos acerca dos nossos próprios atos, mas, em relação ao outro, implacáveis e extremamente “justos”. Agora, Natã, então, percebeu que Davi estava muito enfermo. Ele estava sofrendo de uma doença que vou apelidar de “insensibilidade ao pecado”. — Este homem da história és tu, ó, rei. Disse o profeta. Parece que aquela poderosa frase pôde tirar Davi do seu transe. Ele caiu em si, se arrependeu de seus gravíssimos erros, sendo perdoado por Deus, mas pagou um alto preço pela sua dormência espiritual.
Deste modo, existem muitas pessoas “boas” como Davi que também estão entorpecidas pelo pecado; este estágio na vida do homem é ainda mais perigoso do que simplesmente viver em sua prática, pois, nele, o Espírito Santo não o incomoda mais. Quem sabe também já não chegou a hora de fazermos um autoexame a fim de identificarmos como anda a nossa sensibilidade em relação ao pecado que tão de perto nos assedia. “Porquanto está escrito: Sede santos, porque Eu sou santo.” (1Pe 1.16-25). Assim diz o Senhor!!!

Juvenal Oliveira

domingo, 13 de outubro de 2019

ESTÁ ESCRITO


A escrita é uma das formas de comunicação mais eficientes que existem. É por meio dela que conhecimentos milenares chegaram até os nossos dias. Mas, nem tudo o que foi registrado desde os primórdios até aqui é confiável ou transmite fatos fidedignos. Por outro lado, há aqueles que, após terem sido passados por profundas análises, tiveram a sua autenticidade devidamente comprovada, como, por exemplo, os manuscritos que deram forma à Bíblia Sagrada. Um livro que na verdade é um compêndio com um vasto material que fora escrito por homens, entretanto, sob a inspiração divina. Deus, sendo um ser infinito, pode nos dias atuais falar aos corações das pessoas através de várias maneiras, não obstante, a forma mais tradicional, confiável, completa e clara é através das Escrituras.
Quando o apóstolo Mateus narra o momento em que Jesus é levado ao deserto para ser tentado por Satanás, ele expõe os fatos com detalhes (Mt 4). 1-11). O Filho do Homem vence as inúmeras investidas do inimigo utilizando simplesmente trechos da Bíblia. Por três vezes, Ele utiliza a expressão “está escrito”, como se fizesse menção a um documento registrado em cartório que lhe oferecesse total garantia de tudo quanto ali estava escrito. Os nossos maiores dilemas também terão uma grande probabilidade de serem solucionados à medida que nos apropriarmos de tudo aquilo que “está escrito” neste livro, assim como fez Jesus.
A história conta que Martinho Lutero fora atormentado por muito tempo, pois não conseguia vencer os seus pecados. Muitos de nós também vivemos este mesmo dilema de Lutero. Mas chegou o momento em que ele conseguiu compreender o poder da Palavra diante das acusações constantes do diabo sobre a sua vida cheia de imperfeições. Ele tomou posse de tudo que “está escrito” acerca do poder do pecado na vida do homem. Eis alguns deles, por existirem muito mais sobre este assunto específico:
“Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça”.  “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça”. “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo”. (Rm 5.20;  Rm 6.14; 1Jo 2.1)
Por detrás das coisas mais horripilantes que acontecem no cotidiano da vida dos homens está um ser terrível, cruel e poderoso que a Bíblia chama de Satanás; um ser espiritual com poderes que transcendem ao de qualquer pessoa existente neste mundo físico. Este ser, junto ao seu exército de demônios, inferniza milhares de pessoas diuturnamente e deixa muita gente em verdadeiro pânico. Como vencê-los? A resposta é simples. Da mesma forma que o nosso Mestre o venceu. Utilizando com autoridade tudo quanto “está escrito”:
“Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo”. “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”. “Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor”. (1 Jo 4.4; Tg 4.7; Rm 8.36-39)
Por fim, como vencer as lutas e o sofrimento que nos acompanham por muitos momentos de nossas vidas e que nos deixam sem rumo e sem direção. A Bíblia pode responder aos nossos maiores questionamentos e, diante do sofrimento, ela traz um verdadeiro bálsamo para a nossa alma; ainda que naquele momento ele não seja resolvido, entretanto, ela nos dá todo o suporte físico e emocional que necessitamos para superarmos todas as coisas e prevalecermos. Se “está escrito”, eu creio e tomo posse:
“O choro pode durar uma noite, mas a alegria virá ao amanhecer”.  
“Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”.
 “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar”. (Sl 30.5b; Jo 16.33; 1Co 10.13)

 Juvenal Oliveira




domingo, 29 de setembro de 2019

PASTOR CHAMADO OU “CHAMADO PASTOR”


O ministério pastoral é um dos ofícios mais excelentes que existem na sociedade. O pastor é o médico da alma e, como tal, vive à disposição do seu rebanho vinte e quatro horas por dia, pois não sabe em que momento determinada pessoa irá suplicar-lhe por socorro. No exercício de seu chamado, ele acaba sendo psicólogo, terapeuta, conselheiro, pai, árbitro, etc. Quando sobe no púlpito, ele é um autêntico profeta; quando pede para as pessoas abrirem as suas Bíblias e aplica um texto com fidelidade, ele está dizendo “assim diz o Senhor”, ou seja, é o próprio Deus falando com a sua igreja. Por isso, o apóstolo Paulo, escrevendo ao jovem pastor Timóteo, antes de falar sobre as qualificações necessárias para quem também deseja ser um, ele vai dizer o seguinte: “… se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.” (1 Tm 3.1). Ser pastor é uma bênção divina!
Hoje, no Brasil, existem centenas de pastores, homens que em algum momento de suas vidas reconheceram o seu chamado, sendo consagrados ao ministério. Por mais que as igrejas sejam criteriosas no exame do obreiro, utilizando como parâmetro nada mais nada menos que a própria Bíblia, é impossível autenticar o chamado de alguém. Como não aceitar um testemunho contundente acerca do chamado ao ministério pastoral de um candidato que cumpre todos os pré-requisitos para a sua consagração? Na verdade, só Deus, que conhece o homem a fundo, poderá confirmar ou não este chamado. É por isto que dentre estes homens existem os “pastores chamados” e os “chamados pastores”. Como identificá-los, principalmente pelo fato de ambos serem humanos e, como tais, sujeitos a todo o tipo de falhas e imperfeições?
O pastor chamado estará sempre pronto a ir onde o seu Senhor mandar, mesmo que este lugar seja uma terra seca e árida. Ele utilizará sempre a Bíblia como única regra de fé e prática para conduzir o seu rebanho e jamais a substituirá por qualquer outro pensamento ou filosofia, ainda que estejam fazendo sucesso e dando resultados positivos em outros lugares. Jamais permitirá que o seu ministério se transforme em um mero emprego; trabalhando apenas pelo salário que receberá no final do mês ou supervalorizando o que faz a fim de receber um acima da média. Este pastor, mesmo entendendo que depende totalmente do Senhor, procura estar atualizado e medita dia e noite na Palavra do Senhor a fim de poder oferecer um alimento sólido para o seu rebanho. Este líder ensina dando o exemplo, assim como fez o Mestre. Ele tem cheiro de ovelha, por serem elas que dão sentido ao seu ministério. Este verdadeiro homem de Deus consegue chorar junto dos que choram e se alegrar com aqueles que estão felizes. Não faz acepção de pessoas, em hipótese alguma, tratando-as de igual modo, independentemente de suas condições socioeconômicas. Busca incansavelmente ser um imitador de Cristo, ainda que reconheça que jamais chegará à perfeição. Os pastores chamados também são aqueles que estão nas estatísticas como os que mais sofrem, mas adoecem física e emocionalmente, pois se doam por inteiro àquele que os convocou para toda a boa obra. Quanto aos “chamados pastores”, estes também hão de receber a sua recompensa, pois estão lidando com vidas que são a menina dos olhos de Deus.
À vista disso, afirmo enfaticamente que haverá uma recompensa para todos vocês, amados pastores chamados. Deus, o justo juiz, julgará a causa de cada um dos senhores. Ainda que não haja nenhum tipo de reconhecimento humano, saibam que Jesus está contemplando todo o esforço, dedicação, abnegação, empenho e amor que têm demonstrado em sua obra. Dentre tantas recompensas, assim cremos, quem sabe os seus nomes não sejam inseridos também naquela lista honrosa da carta aos Hebreus, capítulo onze: “… (Homens) dos quais o mundo não era digno” (Hb 11.38a). No final de tudo, ouviremos um coro em uníssono de todos vocês afirmando categoricamente que valeu a pena ter sofrido tanto por amor a Cristo. (1Co 15.58).

Juvenal Oliveira