sexta-feira, 16 de outubro de 2015

ALGUMAS RAZÕES PELAS QUAIS DEVEMOS NOS RENDER A CRISTO




Para nós, brasileiros, é praticamente impossível encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar a respeito de Jesus Cristo, com exceção de algumas tribos indígenas. Muitas pessoas já ouviram falar acerca Dele e do plano de Deus para salvar a humanidade. Entretanto, a reação de grande parte destas pessoas ao serem arguidas sobre se querem entregar-se a Cristo é não. As pessoas têm uma ideia muito equivocada em relação ao cristianismo, por verem como algo muito laborioso. Pensam sempre no que terão de deixar e nunca no que conquistarão. Apresentarei alguns motivos, entre os milhares existentes, pelos quais devemos nos render a Cristo.

1º — Toda a raça humana possui no seu DNA a necessidade de uma divindade, de um ser superior para se relacionar. O grande problema é que muitos buscam um deus errado, inexistente.  O apóstolo João começa a falar sobre Jesus em seu livro, dando ênfase de que Ele não é um ser comum, afirmando o seguinte: “No princípio (Ele) era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (Jo 1.1). Jesus é o único Deus digno de ser adorado, reverenciado, aclamado, exaltado e magnificado. João, ao utilizar a palavra “Verbo”, estava querendo mostrar para toda a humanidade que Jesus tinha, tem e sempre terá o poder da “Palavra”. Quando ele fala, tudo acontece, todas as coisas terão que se submeter à sua autoridade e somente um Deus com “D” maiúsculo possui tal atributo (Mt 8.27; 28.18).

2º — Só ele pode oferecer ao homem a verdadeira paz (Is 9.6; Jo 14.27). A paz que o mundo oferece é momentânea e baseada em eventualidades, não obstante, a paz que Ele oferece independe de circunstâncias, ou seja, poderei dizer como Davi: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, pois tu estás comigo…” (Sl 23.4).

3º — Só Ele pode, definitivamente, oferecer o amor perfeito. O seu amor é incondicional. Prova disto é o relato feito por Lucas de um ladrão que estava sendo crucificado com Ele. Que se arrependeu nos últimos momentos de vida e Jesus o amou, perdoou os seus pecados e concedeu-lhe o direito de estar com Ele no paraíso (Lc 23.39-43). O apóstolo Paulo diz que Jesus provou o seu amor para com toda a humanidade, quando se ofereceu para morrer na cruz em resgate de todos os pecadores (Rm 5.8).

4º — Ele jamais nos deixará sozinhos, garantiu que estaria conosco todos os dias até a consumação dos séculos. Estará sempre presente em toda e qualquer situação (Mt 28.20).

5º — Prometeu que não permitiria que fôssemos tentados além daquilo que pudermos suportar, ou seja, a vitória, com Ele, estaria sempre garantida (1Co 10.13).

6º — Prometeu que sempre renovaria as nossas forças e o nosso ânimo a fim de podermos cumprir com a nossa missão (Mt 11.28-30).

7º — Afirmou que transformaria toda a nossa tristeza em alegria. Quis dizer com isto que, apesar dos momentos de pranto e de dor que, porventura, tenhamos que passar neste mundo, no final de tudo, Ele enxugará de nossos olhos toda a lágrima para sempre (Jo 16.20; Ap 21.4).

8º — Garantiu fidelidade a todos nós, ainda que em algum momento nos tornemos infiéis para com Ele (2 Tm 2.13). Com isto, Ele está afirmando que as suas mãos sempre estarão estendidas para nos reerguer quando tropeçarmos e cairmos. Estará sempre disposto a nos conceder uma segunda chance.

9º — Empenhou a sua palavra em que todo aquele que lhe buscasse, jamais o desprezaria ou o lançaria fora (Jo 6.37).

10º — Curou muitos enfermos e fez muitos milagres, sempre dando ênfase de que a fé e a perseverança destas pessoas teriam sido cruciais para Ele atender às suas súplicas (Jo 11.40; Hb 11.6; Mt 9.22; Lc 18.42).

11º — Somente através Dele poderemos ser reconciliados com Deus (Jo 3.18, 14.6; 1 Tm 2.5; 2Co 5.18-19). Teremos todos os nossos pecados cancelados (Cl 2.13-14) e a oportunidade de termos os nossos nomes escritos no Livro da Vida, sendo a garantia de estarmos com Ele nos céus (Ap 22.14). Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, afirma que nenhum sofrimento do mundo presente poderia ser comparado com a glória que haveria de ser revelada a cada um de nós (Rm 8.18).

É bem verdade que nunca receberemos um atestado de imunidade ao sofrimento, à dor ou receberemos um tratamento diferenciado das demais pessoas por estar com Ele. Mas temos a garantia de que, assim como Ele sofreu, morreu, e ao terceiro dia ressuscitou, nós também ressuscitaremos juntamente com Ele no último dia (1Co. 15). Portanto, quero afirmar com toda a convicção do mundo: “Vale a pena ser um seguidor de Cristo.”

Soli Deo Glória!

Juvenal Oliveira

 

sábado, 10 de outubro de 2015

PROMOTORES DE ESCÂNDALOS



Nunca na história deste país se viu tanta corrupção. Diante de fatos tão contundentes, ainda há pessoas que argumentam que a corrupção sempre existiu. Isto é uma meia verdade, pois ela sempre existiu, sim, entretanto, não de forma institucionalizada como ocorre atualmente.

O Poder Judiciário, responsável pelos julgamentos de quem transgride as leis, composto por juízes que deveriam julgar com imparcialidade, infelizmente não é mais confiável. Exemplo disso é a realidade da mais alta corte deste país, o STF, que possui hoje, em sua maioria, juízes a serviço de partidos políticos, pautando suas decisões não no cumprimento da lei, mas para atender aos anseios desses políticos insaciáveis por poder e dinheiro.

Nos últimos dias, o tema “corrupção” domina as principais manchetes dos telejornais, mas quero me deter apenas ao caso de um grande político que vem sendo acusado de possuir contas na Suíça, com valores exorbitantes e de origem duvidosa. Esse político vem sendo massacrado pela mídia, em razão da importância do cargo que ocupa, podendo, inclusive, ser decisivo em um possível processo de impeachment. Contudo, creio que há um fator que o torna ainda mais exposto: ele faz parte da chamada “bancada evangélica”.

A sociedade sempre espera que pessoas tidas como “religiosas”, independentemente de sua vertente, deem o exemplo, pelo fato de afirmarem ser praticantes dos ensinamentos contidos na Bíblia.

Esse político ainda não foi julgado, mas há fortes indícios de sua culpabilidade. Por isso, vemos jornalistas, políticos de oposição, críticos da igreja e até mesmo religiosos virem com todo o ímpeto contra ele. A pergunta que faço é a seguinte: sem querer, de forma alguma, defendê-lo, pois também acredito que ele esteja envolvido nesse lamaçal, quem tem moral para massacrá-lo, falar de seu caráter ou julgá-lo?

A corrupção independe de valores. Talvez existam pessoas que não se corromperam por quantias elevadas, mas será que já não o fizeram por valores muito menores? (Mateus 25.21). O que nos preocupa não é o fato de o nome desse político aparecer na Operação Lava Jato, mas sim a associação feita entre ele e o evangelho de Cristo Jesus, denegrindo a imagem de todos os cristãos.

É preciso esclarecer, para aqueles que não pertencem a nenhuma igreja e que também não conhecem as Escrituras, que há diferença entre ser cristão e ser um mero frequentador de igreja. Jesus disse que nem todos os que o chamam de Senhor entrarão no Reino dos céus (Mateus 7.21-23; Lucas 6.46-47). Ele também contou a parábola intitulada “O Joio e o Trigo”, na qual explica que nem todos os que estão na igreja pertencem, de fato, a ela (Mateus 13.24–30).

Muitos afirmam: “Eu sou religioso”, “eu pertenço à igreja tal” ou ainda “eu sou evangélico”. À luz da Bíblia, essas afirmações não têm valor algum. O que realmente importa é ser uma nova criatura: aquele que roubava não roube mais; aquele que adulterava não adultere mais; aquele que fornicava não fornique mais; aquele que era um pecador contumaz não viva mais dominado pelo pecado (2 Coríntios 5.17; 1 João 3.1-10).

Jesus faz uma séria advertência àqueles que afirmam ser seus seguidores e se envolvem em escândalos, pois, além de si mesmos, podem arrastar muitos para o abismo (Mateus 18.6-9).

As pessoas ainda testemunharão muitos integrantes da chamada “bancada evangélica”, bem como de outras vertentes cristãs, corrompendo-se das mais variadas maneiras. Todavia, desafio esse mesmo grupo a encontrar corruptos entre aqueles que verdadeiramente seguem a Cristo.

É evidente que nenhum homem na terra conseguirá imitá-lo em sua totalidade ou alcançar a perfeição. No entanto, aqueles que o buscam com sinceridade e inteireza de coração tornar-se-ão cada vez mais semelhantes a Ele, a ponto de se tornarem exemplos para esta sociedade afundada no pecado.

O apóstolo Paulo era um homem com defeitos, como qualquer um de nós; ainda assim, teve a coragem de dizer: “Sede meus imitadores, como eu também sou de Cristo.” (1 Coríntios 11.1).

Portanto, não sejamos promotores de escândalos, principalmente se fazemos parte de uma comunidade eclesiástica. Antes, tornemo-nos verdadeiros discípulos de Cristo, ou seja, aqueles que procuram imitá-lo em sua maneira de viver.

Quero concluir com uma ilustre frase do Pr. Ralph Waldo Emerson: “O que você é fala tão alto, que não consigo ouvir o que você diz”.

Soli Deo Gloria!

Juvenal Oliveira

 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

SENTENÇAS QUE SÃO CANCELADAS POR ATITUDES CORRETAS


Milhões de pessoas, diariamente, recebem sentenças que acabam frustrando os seus sonhos, lhes roubando a paz e a possibilidade de serem felizes. As sentenças vêm das mais variadas formas possíveis: é um diagnóstico médico afirmando que a doença não tem mais cura; uma audiência com o chefe da empresa, em que diz não haver mais como mantê-lo no emprego, mesmo tendo muita experiência na função e já ter trabalhado por anos a fio naquele local; um terapeuta na área da família que diz que o seu casamento chegou ao fim; um advogado que lhe afirma: “A sua causa está perdida”; a própria sociedade que, pela sua indiferença e o seu olhar preconceituoso, diz para uma grande multidão de viciados, prostitutas, homossexuais e outros grupos que estão à sua margem que não há mais jeito; enfim, alguém que chega e lhe afirma não haver mais solução para o seu problema.

A definição da palavra “sentença”, fornecida pelos grandes dicionários, é bastante severa, tais como: “1. Julgamento ou decisão final proferida por juiz, tribunal ou árbitro. 2. Parecer, voto. 3. Frase que traz uma resolução inquestionável.” Não obstante, existe a possibilidade de essa condenação ser anulada, dependendo da postura a ser tomada pelo sentenciado.

Ezequias, filho de Acaz, foi considerado um dos maiores reis de Judá e, em dado momento de sua vida, ele adoeceu e recebeu uma dura sentença, proferida não por um médico conceituado, por um juiz ou por um grande chefe de Estado. A sentença partira do próprio Deus, através de Isaías, seu profeta, dizendo que ele morreria muito em breve (2 Reis 20.1-6). Ezequias teve todos os motivos do mundo para entrar em depressão, ficar revoltado com tudo e com todos ou simplesmente desistir de lutar e esperar passivamente a morte chegar. Afinal de contas, quem decretara a sua sentença fora o grande Juiz de todo o universo.

Ao receber a trágica notícia de que iria morrer, Ezequias toma a atitude de virar-se para a parede, podendo significar que ele tinha a consciência de que somente aquele que o sentenciara poderia reverter a sua situação. Ele tinha noção de que nenhum homem na terra conseguiria resolver o seu problema. Há ainda outro significado nessa atitude daquele homem: ao voltar-se para a parede, ele estava fechando os seus olhos externos, descartando totalmente os conselhos dos homens, estava fazendo um autoexame a fim de identificar se havia nele algo que o impedisse de chegar com ousadia até o trono do Altíssimo. Ezequias confessou e se arrependeu de todos os seus pecados. Agora, o caminho estaria totalmente livre para ele solicitar o cancelamento daquele terrível veredito. Ele chorou muitíssimo, ou seja, sem reservas, entregou-se por inteiro. Crendo que a sua atitude poderia mover o coração do Pai. Ele estava certo. A sua postura mexeu com Deus de tal maneira que, imediatamente, Ele dá a ordem ao seu servo Isaías para que voltasse e dissesse àquele condenado que havia revogado a sua sentença e estava lhe acrescentando quinze anos de vida.

Desse modo, se você recebeu recentemente uma terrível sentença, não desista de lutar, não se entregue, faça como Ezequias: feche os seus olhos externos, entenda que a solução vem do alto. Examine-se a fim de que possa ter audácia em chegar até Jesus; humilhe-se diante dele, sem reservas, chore, se for preciso, “muitíssimo” e, assim, quem sabe, Ele também não mudará a sua sorte (Lucas 18.1-8).

Soli Deo Gloria!

Juvenal Oliveira

 

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

O CONHECIMENTO ADQUIRIDO SÓ TERÁ VALIDADE QUANDO PRATICADO



Um grande conferencista internacional veio ao Brasil há alguns anos e, em uma de suas ministrações, disse que um dos lugares mais ricos do planeta são os cemitérios. Segundo ele, nesse local existem livros nunca publicados; quadros nunca pintados; obras inacabadas; ideias geniais que nunca foram postas em prática; enfim, variados tipos de conhecimentos que nunca foram compartilhados e, por isso, ficaram presos com o seu dono no jazigo.

Adquirir conhecimento e almejar ampliá-lo gradualmente é algo que precisa ser buscado incessantemente por todos, por ser por meio dele que conseguimos alcançar níveis mais elevados, além de nos possibilitar experimentar melhorias na qualidade de vida. Não devem existir limites na busca por mais e mais conhecimento. Ele não ocupa espaço físico e, certamente, em algum momento, será de grande valia para aquele que o detém e, caso seja compartilhado, para muitas outras pessoas.

O verdadeiro conhecimento vai além dos certificados distribuídos após a conclusão de um curso. O diploma comprova apenas que o aluno cumpriu uma carga horária em uma sala de aula e alcançou índices mínimos para obter a sua aprovação. Entretanto, existem muitos que não conseguem desempenhar bem a sua profissão por faltar-lhes o domínio do conhecimento mesmo tendo concluído o curso com aproveitamento mínimo exigido.

Apesar de reconhecermos o valor e a importância do conhecimento na vida do homem, se este não conseguir colocá-lo em prática na sua própria vida e não puder compartilhá-lo, a fim de que sirva para a edificação de alguém, de nada servirá.

Existe um tipo de conhecimento que se sobressai sobre todos os demais, pelo fato de ser decisivo para a vida pós-morte: o conhecimento prático acerca de Deus e da sua Palavra, a Bíblia, que conseguirá conduzir o homem com segurança ao Reino dos céus, podendo vencer até a própria morte.

Existem dois grupos de pessoas que, infelizmente, apesar de possuírem um grande conhecimento da Bíblia, não usufruirão de seus benefícios. O primeiro grupo é formado por aqueles que estudam as Escrituras como se elas fossem apenas um livro de história. Essas pessoas ainda não possuem fé, e o seu conhecimento é apenas intelectual. Incapaz de lhes promover melhorias na sua maneira de viver. Inapto para transformar a sua postura diante do pecado, único empecilho para o homem chegar até Deus (Isaías 59:2). O segundo grupo é formado por pessoas que também detêm o conhecimento, mas, diferentemente do primeiro grupo, creem profundamente na Bíblia, na sua veracidade e inerrância. No entanto, não permitem que essa Palavra mude a sua vida e se tornam meros ouvintes ou palestrantes vazios.

Tiago, orientando os cristãos de sua época, disse o seguinte: “Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.” (Tiago 1.22). Esse conhecimento acerca da Bíblia só será validado a partir do momento em que for experimentado, vivido e compartilhado por nós com todos. Se não for dessa forma, todo o conhecimento obtido sobre Deus não passará de mera intelectualidade ou religiosidade.

Portanto, conheçamos e prossigamos em conhecer a Cristo. Cada vez mais dispostos a demonstrar esse conhecimento por meio de um testemunho autêntico que leve o mundo a conhecê-lo também e, assim, ser salvo por Ele.

Soli Deo Gloria!

Juvenal Oliveira

 












segunda-feira, 21 de setembro de 2015

UM AMOR EQUIVOCADO E PERIGOSO



“Não ameis o mundo…” Esta frase parece contraditória pelo simples fato de ter sido escrita por um dos discípulos mais próximos a Jesus, e que fala com extrema propriedade sobre a natureza do verdadeiro amor. João, escrevendo as suas cartas, faz inúmeras referências à grande capacidade de Deus em amar o homem e também sobre a responsabilidade que este tem de aprender e de viver este amor.

Quando João utiliza a palavra “mundo”, ele não está se referindo às pessoas, sejam elas quais forem, independentemente de quaisquer fatores, sejam sociais, econômicos ou culturais. Ele estava se referindo a um sistema perverso, gerenciado por um ser que se rebelou contra Deus e levou consigo a terça parte dos anjos, tipificado por Satanás. Muitos têm subestimado a inteligência e a astúcia deste terrível ser, inclusive cristãos. A sua missão é levar o máximo de pessoas para o inferno e, para isto, fará de tudo para conseguir o seu intento. No intuito de enganar e persuadir a sua presa, ele oferece coisas extremamente atraentes. Ele nunca se apresentará com uma aparência feia, que cause medo e pavor, pelo contrário, oferecerá verdadeiros banquetes que trarão muita satisfação à nossa “carne”.

Esta advertência do apóstolo, apesar de ter sido escrita há tanto tempo, é atualíssima para o estilo de vida que a nossa geração resolveu adotar neste período de pós-modernidade. Amam e se deliciam com os encantos deste “mundo”. Ficam hipnotizadas pela sua magia, entretanto, deixam a desejar em relação ao amor ao próximo. Jesus amava as pessoas incondicionalmente, porém reprovava o sistema dominado pelo pecado. Ao mesmo tempo em que ele estende a sua mão perdoadora para uma mulher que era acusada de ter cometido adultério e que estava prestes a ser apedrejada, ele diz para ela: “… vai e não peques mais.” (João 8.11).

O grande problema é que existem muitos cristãos equivocados, achando que podem ser discípulos de Cristo e, ao mesmo tempo, participar dos banquetes oferecidos por este sistema corrompido. Quem pensa deste modo está enganando a si mesmo, e a sua religião é vã, inútil. Se não se arrepender de verdade, o seu fim será trágico.

Não precisamos, necessariamente, ter cursos na área teológica para compreendermos o que João está tentando mostrar para aqueles que realmente querem seguir a Cristo. Para ele, não há duas opções: ou se ama o “mundo” e repele a Cristo, ou se ama a Cristo e repele o “mundo” (1 João 2.15). Não há como servir a dois senhores. Muitos estão buscando um paliativo religioso, ao invés de buscarem verdadeiramente a Cristo, e acabam ficando em cima do muro. Mal sabem eles que o muro pertence ao “mundo”. O apóstolo Paulo diz que tudo nos é lícito, mas nem tudo nos convém (I Coríntios 6.12). Temos total liberdade para fazermos as nossas escolhas, tanto para pecar e viver dissolutamente como para viver uma vida de santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor (Hebreus 12.14).

João ainda se dá ao trabalho de nos explicar os resultados de nossas escolhas quando afirma que o “mundo” deve ser odiado, porque ele passa juntamente com os seus prazeres. Nele, tudo é temporário, todavia, aquele que opta por ignorá-lo e amar a Deus e ao próximo, esse viverá para sempre. Este vencerá o dano da segunda morte (1 João 2.16,17; Apocalipse 21.8).

Soli Deo Gloria!

Juvenal Oliveira

 

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

APRENDENDO COM UM ESTRANGEIRO SOBRE GRATIDÃO

Narra-se a história de dez homens que perambulavam pelos arredores de sua cidade sem destino (Lc 17.11-19). Possuíam uma doença incurável e altamente contagiosa. As regras eram bem claras: qualquer portador deste tipo de enfermidade não poderia ter qualquer contato com as outras pessoas.

A fonte não revela há quanto tempo aqueles moribundos estavam doentes. Entretanto, pelas características desta doença, pode-se imaginar que estes homens viviam sem nenhuma perspectiva de vida. Possuíam uma baixíssima autoestima, estavam tristes, isolados do convívio familiar, enfim, esperando, da pior maneira, a morte chegar.

Em um destes momentos inusitados da vida, aqueles homens se depararam com uma pessoa diferente. Mesmo à distância, reconheceram quem era; a sua fama havia percorrido toda a região. Então, se lembraram do que afirmavam a seu respeito: “Os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam…” (Mt 11.5). Aqueles pobres homens raciocinaram rapidamente:

— Este homem é a única saída para nós. Se Ele já pôde realizar tantos milagres, pode também nos curar. Ele pode mudar o rumo da nossa história.

Sem pestanejar, começaram a gritar: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós.”

O Mestre, compadecido daquelas pobres criaturas, resolveu curá-los, tirá-los daquela miséria ambulante. Decidiu dar-lhes uma nova oportunidade de serem felizes, de retornarem para junto de seus familiares e terem uma vida normal.

Nove deles estavam tão extasiados pela cura e pela possibilidade de terem suas vidas de volta que sequer conseguiram olhar para trás. Eles só pensavam em correr para a cidade e voltar ao convívio familiar. Não sabiam eles que havia algo ainda mais excelente do que a cura daquela doença física. A ingratidão lhes roubara o direito de poderem conhecer também a cura da alma através daquele Homem-Deus.

A gratidão sempre nos levará a experimentar patamares mais altos. Apenas o estrangeiro conseguiu retornar, dar meia-volta e se curvar diante daquele que começava a mudar a sua trajetória de vida. Não sabia ele que o seu pequeno gesto seria capaz de lhe proporcionar algo ainda melhor. Diante de sua singela atitude, ouviu a seguinte frase: “Levanta-te e vai, a tua fé te salvou.”

Portanto, sempre valerá a pena demonstrar gratidão diante de todos os homens, mas principalmente diante de Deus. Ele sempre tem o melhor para todos aqueles que procuram fazer a sua vontade (I Ts 5.18). Jesus, diante daquele coração cheio de fé e gratidão, não poderia dispensá-lo sem antes oferecer-lhe o que Ele tinha de melhor. Sua dádiva foi a vida eterna nos céus, oferecida também gratuitamente a todos que se arrependem de seus pecados e o confessam como Senhor de suas vidas.

Soli Deo Gloria


Juvenal Oliveira