A definição da palavra
“sentença”, fornecida pelos grandes dicionários, é bastante severa, tais como:
“1. Julgamento ou decisão final proferida por juiz, tribunal ou árbitro. 2.
Parecer, voto. 3. Frase que traz uma resolução inquestionável.” Não obstante,
existe a possibilidade de essa condenação ser anulada, dependendo da postura a
ser tomada pelo sentenciado.
Ezequias, filho de Acaz, foi
considerado um dos maiores reis de Judá e, em dado momento de sua vida, ele
adoeceu e recebeu uma dura sentença, proferida não por um médico conceituado,
por um juiz ou por um grande chefe de Estado. A sentença partira do próprio
Deus, através de Isaías, seu profeta, dizendo que ele morreria muito em breve
(2 Reis 20.1-6). Ezequias teve todos os motivos do mundo para entrar em
depressão, ficar revoltado com tudo e com todos ou simplesmente desistir de
lutar e esperar passivamente a morte chegar. Afinal de contas, quem decretara a
sua sentença fora o grande Juiz de todo o universo.
Ao receber a trágica notícia de
que iria morrer, Ezequias toma a atitude de virar-se para a parede, podendo
significar que ele tinha a consciência de que somente aquele que o sentenciara
poderia reverter a sua situação. Ele tinha noção de que nenhum homem na terra
conseguiria resolver o seu problema. Há ainda outro significado nessa atitude
daquele homem: ao voltar-se para a parede, ele estava fechando os seus olhos
externos, descartando totalmente os conselhos dos homens, estava fazendo um
autoexame a fim de identificar se havia nele algo que o impedisse de chegar com
ousadia até o trono do Altíssimo. Ezequias confessou e se arrependeu de todos
os seus pecados. Agora, o caminho estaria totalmente livre para ele solicitar o
cancelamento daquele terrível veredito. Ele chorou muitíssimo, ou seja, sem reservas,
entregou-se por inteiro. Crendo que a sua atitude poderia mover o coração do
Pai. Ele estava certo. A sua postura mexeu com Deus de tal maneira que,
imediatamente, Ele dá a ordem ao seu servo Isaías para que voltasse e dissesse
àquele condenado que havia revogado a sua sentença e estava lhe acrescentando
quinze anos de vida.
Desse modo, se você recebeu
recentemente uma terrível sentença, não desista de lutar, não se entregue, faça
como Ezequias: feche os seus olhos externos, entenda que a solução vem do alto.
Examine-se a fim de que possa ter audácia em chegar até Jesus; humilhe-se
diante dele, sem reservas, chore, se for preciso, “muitíssimo” e, assim, quem
sabe, Ele também não mudará a sua sorte (Lucas 18.1-8).
Soli Deo Gloria!
Juvenal Oliveira


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