segunda-feira, 5 de outubro de 2015

SENTENÇAS QUE SÃO CANCELADAS POR ATITUDES CORRETAS


Milhões de pessoas, diariamente, recebem sentenças que acabam frustrando os seus sonhos, lhes roubando a paz e a possibilidade de serem felizes. As sentenças vêm das mais variadas formas possíveis: é um diagnóstico médico afirmando que a doença não tem mais cura; uma audiência com o chefe da empresa, em que diz não haver mais como mantê-lo no emprego, mesmo tendo muita experiência na função e já ter trabalhado por anos a fio naquele local; um terapeuta na área da família que diz que o seu casamento chegou ao fim; um advogado que lhe afirma: “A sua causa está perdida”; a própria sociedade que, pela sua indiferença e o seu olhar preconceituoso, diz para uma grande multidão de viciados, prostitutas, homossexuais e outros grupos que estão à sua margem que não há mais jeito; enfim, alguém que chega e lhe afirma não haver mais solução para o seu problema.

A definição da palavra “sentença”, fornecida pelos grandes dicionários, é bastante severa, tais como: “1. Julgamento ou decisão final proferida por juiz, tribunal ou árbitro. 2. Parecer, voto. 3. Frase que traz uma resolução inquestionável.” Não obstante, existe a possibilidade de essa condenação ser anulada, dependendo da postura a ser tomada pelo sentenciado.

Ezequias, filho de Acaz, foi considerado um dos maiores reis de Judá e, em dado momento de sua vida, ele adoeceu e recebeu uma dura sentença, proferida não por um médico conceituado, por um juiz ou por um grande chefe de Estado. A sentença partira do próprio Deus, através de Isaías, seu profeta, dizendo que ele morreria muito em breve (2 Reis 20.1-6). Ezequias teve todos os motivos do mundo para entrar em depressão, ficar revoltado com tudo e com todos ou simplesmente desistir de lutar e esperar passivamente a morte chegar. Afinal de contas, quem decretara a sua sentença fora o grande Juiz de todo o universo.

Ao receber a trágica notícia de que iria morrer, Ezequias toma a atitude de virar-se para a parede, podendo significar que ele tinha a consciência de que somente aquele que o sentenciara poderia reverter a sua situação. Ele tinha noção de que nenhum homem na terra conseguiria resolver o seu problema. Há ainda outro significado nessa atitude daquele homem: ao voltar-se para a parede, ele estava fechando os seus olhos externos, descartando totalmente os conselhos dos homens, estava fazendo um autoexame a fim de identificar se havia nele algo que o impedisse de chegar com ousadia até o trono do Altíssimo. Ezequias confessou e se arrependeu de todos os seus pecados. Agora, o caminho estaria totalmente livre para ele solicitar o cancelamento daquele terrível veredito. Ele chorou muitíssimo, ou seja, sem reservas, entregou-se por inteiro. Crendo que a sua atitude poderia mover o coração do Pai. Ele estava certo. A sua postura mexeu com Deus de tal maneira que, imediatamente, Ele dá a ordem ao seu servo Isaías para que voltasse e dissesse àquele condenado que havia revogado a sua sentença e estava lhe acrescentando quinze anos de vida.

Desse modo, se você recebeu recentemente uma terrível sentença, não desista de lutar, não se entregue, faça como Ezequias: feche os seus olhos externos, entenda que a solução vem do alto. Examine-se a fim de que possa ter audácia em chegar até Jesus; humilhe-se diante dele, sem reservas, chore, se for preciso, “muitíssimo” e, assim, quem sabe, Ele também não mudará a sua sorte (Lucas 18.1-8).

Soli Deo Gloria!

Juvenal Oliveira

 

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