sexta-feira, 11 de setembro de 2015

APRENDENDO COM UM ESTRANGEIRO SOBRE GRATIDÃO

Narra-se a história de dez homens que perambulavam pelos arredores de sua cidade sem destino (Lc 17.11-19). Possuíam uma doença incurável e altamente contagiosa. As regras eram bem claras: qualquer portador deste tipo de enfermidade não poderia ter qualquer contato com as outras pessoas.

A fonte não revela há quanto tempo aqueles moribundos estavam doentes. Entretanto, pelas características desta doença, pode-se imaginar que estes homens viviam sem nenhuma perspectiva de vida. Possuíam uma baixíssima autoestima, estavam tristes, isolados do convívio familiar, enfim, esperando, da pior maneira, a morte chegar.

Em um destes momentos inusitados da vida, aqueles homens se depararam com uma pessoa diferente. Mesmo à distância, reconheceram quem era; a sua fama havia percorrido toda a região. Então, se lembraram do que afirmavam a seu respeito: “Os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam…” (Mt 11.5). Aqueles pobres homens raciocinaram rapidamente:

— Este homem é a única saída para nós. Se Ele já pôde realizar tantos milagres, pode também nos curar. Ele pode mudar o rumo da nossa história.

Sem pestanejar, começaram a gritar: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós.”

O Mestre, compadecido daquelas pobres criaturas, resolveu curá-los, tirá-los daquela miséria ambulante. Decidiu dar-lhes uma nova oportunidade de serem felizes, de retornarem para junto de seus familiares e terem uma vida normal.

Nove deles estavam tão extasiados pela cura e pela possibilidade de terem suas vidas de volta que sequer conseguiram olhar para trás. Eles só pensavam em correr para a cidade e voltar ao convívio familiar. Não sabiam eles que havia algo ainda mais excelente do que a cura daquela doença física. A ingratidão lhes roubara o direito de poderem conhecer também a cura da alma através daquele Homem-Deus.

A gratidão sempre nos levará a experimentar patamares mais altos. Apenas o estrangeiro conseguiu retornar, dar meia-volta e se curvar diante daquele que começava a mudar a sua trajetória de vida. Não sabia ele que o seu pequeno gesto seria capaz de lhe proporcionar algo ainda melhor. Diante de sua singela atitude, ouviu a seguinte frase: “Levanta-te e vai, a tua fé te salvou.”

Portanto, sempre valerá a pena demonstrar gratidão diante de todos os homens, mas principalmente diante de Deus. Ele sempre tem o melhor para todos aqueles que procuram fazer a sua vontade (I Ts 5.18). Jesus, diante daquele coração cheio de fé e gratidão, não poderia dispensá-lo sem antes oferecer-lhe o que Ele tinha de melhor. Sua dádiva foi a vida eterna nos céus, oferecida também gratuitamente a todos que se arrependem de seus pecados e o confessam como Senhor de suas vidas.

Soli Deo Gloria


Juvenal Oliveira

 

4 comentários:

  1. A gratidão é fundamental na vida do cristão. Somos abençoados através dela e agradamos o coração de Deus. Excelente artigo.

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    1. E como é difícil agradecermos por àquelas que nos parecem ser ruins, aí nos lembramos do que disse Paulo: "todas as coisas contribuem juntamente para bem daqueles que amam a Deus" Em 8.28

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  2. A gratidão é fundamental na vida do cristão. Somos abençoados através dela e agradamos o coração de Deus. Excelente artigo.

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