O Brasil é um país maravilhoso, mas nele
acontecem situações tão inusitadas que deixam o restante do mundo atônito. Um
exemplo claro disso é o aglomerado de reportagens, ao longo dos anos, sobre
fraudes em postos de combustíveis. Ainda assim, tais práticas persistem. O
combustível é uma fonte de energia capaz de levar um veículo a dar centenas de
voltas ao redor do planeta; contudo, quando adulterado, pode causar sérios
danos ao motor, chegando até a inutilizá-lo por completo.
Da mesma
forma, os seres humanos, independentemente de sexo, raça ou nível
sociocultural, necessitam de algum tipo de “combustível” para seguir adiante.
Todos precisam de motivação para sair do ponto inicial e alcançar o objetivo
final. Isso não é errado, pois faz parte da própria natureza humana. O que
precisa ser avaliado, porém, é a qualidade dessa motivação: ela é legítima? É
saudável? Exige que alguém seja pisado para que se chegue ao topo? Produzirá
arrependimento, mesmo que leve à linha de chegada?
Há um tipo
de combustível que tem perturbado a mente de muitos, transformando pessoas
simples em competidores vorazes e impiedosos. Ele tem roubado a nossa
humanidade e arrancado aquilo que temos de mais belo: o amor sincero e
desinteressado, a humildade e o altruísmo. A sede pelo poder tem destruído a
vida de milhares de pessoas, inclusive no meio “cristão”.
Certa vez,
Jesus estava com os seus discípulos e os advertia acerca da proximidade de sua
partida para o reino celestial. Logo em seguida, porém, eles passaram a
discutir entre si sobre quem seria o maior nesse reino. Estavam preocupados com
a posição e o poder que exerceriam sobre os outros. Aqueles homens já
caminhavam havia algum tempo com o Mestre, mas ainda não tinham compreendido o
verdadeiro sentido de sua mensagem. Com suas atitudes, demonstravam que o céu
não lhes parecia suficiente. Desejavam algo além. Que realidade triste e, ao
mesmo tempo, reveladora da natureza humana! O desejo pelo holofote, pelos
aplausos, pela reverência alheia; a necessidade de autoafirmação e de provar
superioridade. Jesus, então, rompe com aquela embriaguez de prepotência que
cegava os seus seguidores. Tomou uma criança, colocou-a no meio deles e
declarou:
“Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes
como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que
se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus.” (Mateus
18.3–4)
Portanto, amados irmãos, a sede pelo
poder funciona como uma gasolina adulterada em nossa vida. Pode até nos
impulsionar por algum tempo, mas causará sérios danos à saúde da nossa alma no
futuro. Jesus, nosso Mestre, seguiu na contramão dos valores deste mundo e nos
deixou o exemplo. O apóstolo Paulo, escrevendo aos filipenses, afirma que Ele
não considerou o ser igual a Deus como algo a que devia se apegar; antes,
humilhou-se, assumindo a forma de servo (Fp 2.1–11). No verdadeiro
cristianismo, não há espaço para a busca por grandeza, domínio ou influência
baseada no poder. Há lugar apenas para servos humildes, cujo combustível se
resume ao ardente desejo de, um dia, habitar no céu.


Amém. Solus Christus.
ResponderExcluirRealmente precisamos nos limpar sempre, para sobrar espaço para receber os ensinamentos de Cristo.
ResponderExcluirUm forte abraço meu amigo.
Belas e sábias palavras...Jesus é a nossa real motivação para sair do ponto inicial(pecado) e chegar o nosso objetivo final(as mansões celestiais) Maranata, ora vem Senhor Jesus!
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