Muitas vezes, Deus usa, através de sua Palavra, a
Bíblia, exemplos práticos e corriqueiros para nos trazer algum tipo de
ensinamento. No livro do profeta Jeremias, o homem é comparado a um vaso de
barro, com características frágeis, que foi formado exatamente como planejado
pelo oleiro; pelo manuseio de suas habilidosas e soberanas mãos. Este oleiro
genial, capaz de criar todo o universo, que alguns o chamam de Elohim, agora
resolve dar o seu toque final, o homem passa a ser a sua verdadeira obra-prima.
Infelizmente, esta magnífica criação também está
suscetível à deterioração. A única diferença está nos agentes causadores. São
inúmeras as pessoas que perderam a sua originalidade; não são mais as mesmas de
algum tempo atrás; perderam o seu brilho, o seu primeiro amor, a sua alegria e
já não “encantam” mais. Neste mundo que jaz no maligno, todos nós somos
expostos diuturnamente a influências danosas; ações violentas e homicídios o
tempo todo num verdadeiro culto ao ódio, muitas vezes sem causa alguma;
indiferença àqueles que estão vivendo na miséria; atritos nos relacionamentos,
onde as mágoas e os ressentimentos se enraízam nos corações ao ponto de
criar-lhe uma película de pedra; apatia, indiferença a tudo e a todos,
principalmente, em relação à espiritualidade, onde a religião se tornou tão atraente
que acabou tomando o lugar do próprio Deus, aí, quando a ficha cai, percebemos
o quanto estamos distantes dEle.
O profeta Jeremias narra que a Palavra do Senhor
veio a ele, mas com uma condicionante: “Dispõe-te e desce à casa do oleiro, e
lá ouvirás as minhas palavras.” (Jr 18.2). Quando percebemos que estamos como
um vaso quebrado ou apenas deteriorado pelas inúmeras ações deste mundo cruel,
a primeira atitude a ser tomada é a de se dispor e buscar a mudança, a
restauração ou até mesmo a cura. Devemos tomar a iniciativa, neste caso, em
direção àquele que pode realizar todas as coisas, o grande “Oleiro” do
universo. Outra atitude a ser tomada é a de “descer”, que significa se
humilhar; se colocar na posição de servo; reconhecer a sua insignificância; se
despir de toda a altivez e prepotência; se entregar por inteiro àquele que lhe
criou. Jeremias é levado a uma visão de um vaso sendo construído que, por algum
motivo, se quebra nas mãos do oleiro. O oleiro, em posse daquela matéria,
recomeça a sua obra e refaz aquele vaso, agora perfeito, bonito, atraente,
pronto para ser usado.
Desta forma, o Senhor ensina ao profeta: “Não
poderei Eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel?” (Jr 18.6a).
Quem sabe você, presentemente, não esteja se sentindo como um vaso quebrado,
inútil, imperceptível, abandonado, sem qualquer serventia. Os agentes, que
chamamos de problemas, lhe causaram males terríveis que você não sabe mais como
resolvê-los. Jesus, o Oleiro dos oleiros, tem a fórmula do seu DNA nas mãos e pode
lhe restaurar por inteiro. Creia nisso!
“Disse-lhe
Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto,
viverá;” (Jo 11.25).


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