Pense numa pista de atletismo em que um grupo de
corredores, ao ouvir o disparo, todos começam a correr; onde a intenção de cada
um deles é vencer. Mas, se você diminui o ritmo ou para, certamente, ficará
para trás, correndo o risco de não conseguir mais se recuperar e nem mesmo
concluir a prova. Quem paralisa, está sentenciado ao fracasso, pois não
terminou a sua missão. Esta regra é válida para todas as áreas de nossa vida,
inclusive a espiritual. Cristãos que perderam o primeiro amor; que não são mais
capazes de chorar por uma alma que está indo para o inferno; que estagnaram num
sistema religioso e perverso; líderes que não conseguem mais entusiasmar os
seus liderados, pois, eles mesmos se acostumaram a lidar com o seu Ministério
igual a um trabalho como outro qualquer; crentes paralisados apesar de todo o
potencial que o Pai lhes concedeu a fim de multiplicarem os seus talentos;
ministérios que já foram frutíferos, mas que hoje se encontram exauridos, como
uma terra árida ou como um vale de ossos secos (Mt 25.14-30).
O Apóstolo Paulo nos dá uma grande lição sobre
viver sempre em novidade de vida (Rm 6.4). Mesmo preso e sem qualquer
perspectiva de futuro, não se entregou à mesmice da rotina da cadeia; mesmo
preso, ele continua frutificando ao escrever suas cartas para as Igrejas das
quais ajudara a começar (Fl 3.12). Nem o cárcere pôde estagná-lo. Ele é um
entusiasta. O que o impulsionava a ir sempre adiante? Creio que a sua convicção
de que, por mais que se doasse e tentasse realizar o seu melhor, ainda não era
o bastante (Fl 1.21-24). Entendia que a hora em que não pudesse mais impactar a
vida de alguém, este seria o seu momento de chegar à sepultura; de partir para
o reino celestial. Estagnação, paralisia têm cheiro de morte; morte de sonhos;
morte de metas; morte de alvos; morte de ministérios; morte de talentos; morte de
essência; morte do belo; morte da criatividade; morte do sobrenatural; morte de
tudo que esteja à sua volta. Morte, neste sentido, não tem nada a ver com o
nosso Mestre, que sempre propagou a vida e uma vida abundante, contagiante (Jo
10.10; I Co 15.58). Que se renova a cada dia. Que nunca paralisa (Pv 4.18).
Que tal a gente sair um pouco do local onde estamos
agora? Treinar a nossa mente para o novo, ainda que você tenha que retornar,
verás tudo de outra forma. Sempre que permanecemos muito tempo no mesmo lugar,
acabamos nos acostumando com tudo que está ali, até mesmo àquelas coisas que
nos incomodavam no início e que reconhecíamos precisarem ser modificadas.
Precisamos sair da inércia; experimentar coisas novas; ir um pouco além; voltar
a sonhar; respirar novos ares; voltar a marchar, pois ainda há muito que
fazer.


Bela inspiração do Pai e do Espírito Santo. Sabiá escolhas de comparações. Deus continue te abençoando na arte da Pregação.
ResponderExcluirAmém. Eu me incluo nesta, pois todos corremos este risco, afinal de contas o nome já diz tudo "zona de conforto". E quem não é tentado 24h por dia a andar no conforto? É uma luta diária contra a nossa própria natureza. O que não pode acontecer é não reconhecermos que precisamos lutar contra este estágio que apenas parece ser bom. Soli Deo Glória!!!
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