Normalmente, condiciona-se a felicidade plena ao
montante de riquezas que alguém possui. Mas, será isto verdade? Teria o
dinheiro este poder de satisfazer todas as necessidades dos seres humanos ao
ponto de torná-los realizados? É óbvio que ele é indispensável numa sociedade
capitalista e realiza realmente os sonhos de muita gente, entretanto, não se
pode lhe atribuir, exclusivamente, a receita para a felicidade. Existem pessoas
que parecem ricas, sem nada possuírem, e outras que parecem pobres, apesar de
terem muitas riquezas, disse o grande sábio Salomão, que foi um rei muito rico,
ou seja, era alguém que falava com muita propriedade (Pv 13.7).
Contra fatos não há o que se argumentar. Será
citado aqui o testemunho de um homem chamado Zaqueu (Lc 19 1-10). Ele exercia a
função de chefe dos cobradores de impostos e fazia parte da grande elite
judaica da sua época. Aparentemente tinha tudo, entretanto, apesar de toda a
sua riqueza, aquele homem era pobre de espírito. Possuía algumas lacunas na
alma que todo o seu dinheiro não podia preencher. Quando soube que Jesus estava
na cidade, correu imediatamente na esperança de ter a sua vida transformada,
pois chegara aos seus ouvidos a sua fama: os paralíticos andam; os cegos voltam
a enxergar; os mortos ressuscitam; os aprisionados são libertos, enfim, uma
multidão é impactada e transformada por este Homem-Deus (Mt 4.24, 11.5, 15.30).
Zaqueu estava tão desesperado, talvez pelo grande
vazio existencial, fruto de uma vida sem Deus, que o impulsionou a vencer a
barreira da multidão que cercava o Mestre, subindo numa árvore a fim de atrair
a sua atenção. Jesus contrariou todos os críticos de plantão, afinal de contas,
Zaqueu não tinha uma boa reputação por ser um homem corrupto e poderia “queimar
o seu filme”. Mais uma vez, Jesus prova para todos que não faz acepção de
pessoas; que não está interessado em nos acusar pelos erros cometidos no
passado; que os seus olhos focam não na aparência, mas no coração e que estará
sempre disposto a nos dar uma segunda oportunidade. Jesus conseguiu ver em
Zaqueu aquilo que ninguém jamais enxergou. Ele viu um coração contrito,
sedento, arrependido, disposto a mudar de atitudes e a rever os seus conceitos.
Portanto, assim como Zaqueu, existem milhares de
pessoas que depositaram toda a sua expectativa de felicidade nos bens
materiais. Elas acabaram se frustrando, pois o dinheiro pode até saciar-lhe o
corpo físico pelo conforto, segurança, entretenimentos diversos, etc., não
obstante, é impotente diante das necessidades mais profundas da alma. Essas
necessidades só serão supridas plenamente por aquele que tem todo o poder nos
céus e na terra, Jesus Cristo de Nazaré (Mt 11.28-30; Ap 3.20; Jo 7.38; Ap
7.16-17).
Juvenal Oliveira


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