segunda-feira, 23 de outubro de 2017

COMO SERIA A FACE DE JESUS?



Apesar de sua notoriedade, sendo o homem que mais influenciou pessoas em toda a história, ninguém conseguiu registrar com definição os traços de Jesus, o nazareno. Como seria então o formato do seu rosto? Muitas pinturas vêm sendo desenhadas por variados grupos tentando definir a sua fisionomia. E você, como o descreveria?

Se tentarem fazer isto se baseando apenas nos relatos e na visão dos soldados romanos durante a sua crucificação, pintarão o quadro de um Cristo com aparência de derrotado, morto, vencido pelo poder da cruz e de seus algozes. O seu rosto deveria estar pálido pela perda excessiva de sangue e desfigurado pela coroa de espinhos e os açoites.  Esta descrição de flagelo tem recebido a aceitação de uma classe considerável de pessoas ainda na atualidade. São relatos verídicos, no entanto, não é a imagem real e final deste Homem-Deus. A cruz não pôde detê-lo. Ao terceiro dia, Ele ressuscitou. (Lc 24.6).

Parece também que alguns teriam utilizado os relatos de Judas Iscariotes como fonte de inspiração. A imagem desta pintura era a de alguém com possibilidade de lhes proporcionar muitos lucros. Este tipo de retrato tem recebido a simpatia de muitos, transformando a fé em um verdadeiro negócio. Esta fotografia é de um impostor, pois o verdadeiro Cristo não veio com esta finalidade, pelo contrário, se opôs veementemente às ideias daqueles que o seguiam com algum tipo de interesse terreno. Fazia questão de afirmar que o seu “Reino” não era deste mundo. (Jo 18.36; 1 Co 15.19).

Um terceiro grupo age como se tivessem focado apenas nos relatos das inúmeras pessoas curadas fisicamente por Jesus. A sua expressão é a de um simples milagreiro ou uma espécie de curandeiro. Ele realmente tem poder para curar, entretanto, descrevê-lo desta forma seria um enorme equívoco, por vir com uma missão muito mais sublime: salvar os perdidos da condenação do inferno, curando corpo, alma e espírito, ou seja, realizando uma obra completa. (Jo 6.40-55).

Neste contexto, há ainda aqueles que se identificaram com o jovem rico narrado no evangelho de Marcos, que pintam um quadro de alguém que possa lhes mostrar um caminho mais fácil (Lc 10.17-22). Estes, assim como aquele jovem, querem chegar ao céu, não obstante, não querem abrir mão de determinadas coisas. O verdadeiro Cristo afirmou que a porta que nos conduzirá aos céus é estreita. (Mt 7.13-15).

Dentre tantas testemunhas oculares, quem poderia nos ajudar, e muito, a descrever os traços de Jesus seria um dos anônimos ladrões da cruz. Ele o viu de perfil no momento em que estavam pendurados na cruz, entretanto, conseguiu enxergar algo que poucos viram. Deparou-se com a figura de um ser que o amava incondicionalmente; que podia perdoar os seus pecados mais terríveis; que podia revogar a sua sentença de morte. Ele conseguiu enxergar a figura de UM GRANDE REI: “E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” (Lc 23. 42–43)

Por isso, a Bíblia o chama de “Rei dos reis e Senhor dos senhores”. (1 T m 6.15; Ap 17.14, 19.16). 

 Juvenal Oliveira

 

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