Apesar de sua notoriedade, sendo o homem que mais
influenciou pessoas em toda a história, ninguém conseguiu registrar com
definição os traços de Jesus, o nazareno. Como seria então o formato do seu
rosto? Muitas pinturas vêm sendo desenhadas por variados grupos tentando
definir a sua fisionomia. E você, como o descreveria?
Se tentarem fazer isto se baseando apenas nos
relatos e na visão dos soldados romanos durante a sua crucificação, pintarão o
quadro de um Cristo com aparência de derrotado, morto, vencido pelo poder da
cruz e de seus algozes. O seu rosto deveria estar pálido pela perda excessiva
de sangue e desfigurado pela coroa de espinhos e os açoites. Esta
descrição de flagelo tem recebido a aceitação de uma classe considerável de
pessoas ainda na atualidade. São relatos verídicos, no entanto, não é a imagem
real e final deste Homem-Deus. A cruz não pôde detê-lo. Ao terceiro dia, Ele
ressuscitou. (Lc 24.6).
Parece também que alguns teriam utilizado os
relatos de Judas Iscariotes como fonte de inspiração. A imagem desta pintura
era a de alguém com possibilidade de lhes proporcionar muitos lucros. Este tipo
de retrato tem recebido a simpatia de muitos, transformando a fé em um
verdadeiro negócio. Esta fotografia é de um impostor, pois o verdadeiro Cristo
não veio com esta finalidade, pelo contrário, se opôs veementemente às ideias
daqueles que o seguiam com algum tipo de interesse terreno. Fazia questão de
afirmar que o seu “Reino” não era deste mundo. (Jo 18.36; 1 Co 15.19).
Um terceiro grupo age como se tivessem focado
apenas nos relatos das inúmeras pessoas curadas fisicamente por Jesus. A sua
expressão é a de um simples milagreiro ou uma espécie de curandeiro. Ele
realmente tem poder para curar, entretanto, descrevê-lo desta forma seria um
enorme equívoco, por vir com uma missão muito mais sublime: salvar os perdidos
da condenação do inferno, curando corpo, alma e espírito, ou seja, realizando
uma obra completa. (Jo 6.40-55).
Neste contexto, há ainda aqueles que se
identificaram com o jovem rico narrado no evangelho de Marcos, que pintam um
quadro de alguém que possa lhes mostrar um caminho mais fácil (Lc 10.17-22).
Estes, assim como aquele jovem, querem chegar ao céu, não obstante, não querem
abrir mão de determinadas coisas. O verdadeiro Cristo afirmou que a porta que
nos conduzirá aos céus é estreita. (Mt 7.13-15).
Dentre tantas testemunhas oculares, quem poderia
nos ajudar, e muito, a descrever os traços de Jesus seria um dos anônimos
ladrões da cruz. Ele o viu de perfil no momento em que estavam pendurados na
cruz, entretanto, conseguiu enxergar algo que poucos viram. Deparou-se com a
figura de um ser que o amava incondicionalmente; que podia perdoar os seus
pecados mais terríveis; que podia revogar a sua sentença de morte. Ele
conseguiu enxergar a figura de UM GRANDE REI: “E disse a
Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe
Jesus: em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” (Lc 23.
42–43)
Por isso, a Bíblia o chama de “Rei dos reis e
Senhor dos senhores”. (1 T m 6.15; Ap 17.14, 19.16).
Juvenal Oliveira


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