Um blog com publicações apologéticas, relacionadas a religião e a fé cristã. Todos os temas fundamentados na Bíblia Sagrada. O propósito principal é trazer edificação para a sua vida espiritual através da propagação das boas novas do evangelho de Cristo Jesus.
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
JESUS, O NOSSO MODELO DE PASTOR
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
O EVANGELHO NÃO É UM FIM EM SI MESMO
Saulo foi criado aos pés de um grande sábio chamado
Gamaliel, judeu devoto à sua religião, o judaísmo. Vivia convicto de que estava
agradando a Deus, afinal de contas, levava muito a sério os preceitos que lhe
haviam ensinado. Um belo dia, teve a sua vida virada pelo avesso.
Partiu em perseguição de um grupo que estava
ensinando uma nova doutrina. Antes de chegar à cidade de Damasco,
uma forte luz brilhou dos céus. Jesus, o Nazareno, se aproximou dele para mudar
totalmente a sua história. Jesus usou um discípulo chamado Ananias para falar
com Saulo que Ele o havia chamado não para descansar no ar-condicionado de um
templo, mas para compartilhar com os demais povos acerca da sua obra redentora
e salvadora.
Saulo agora passaria a se chamar Paulo e seria
reconhecido como o apóstolo dos gentios e como o maior missionário de todos os
tempos. A sua experiência com Cristo não foi tão somente uma mudança de
religião ou de preceitos e jamais seria um fim em si mesmo. Paulo tinha uma
missão a cumprir, muito trabalho pela frente. Açoites, prisões, lutas, tudo por
amor a Cristo e certo de que havia uma recompensa, algo que valeria a pena
lutar. Paulo entendeu que Cristo é mais que uma simples religião; que
frequentar uma sinagoga; que estar no casulo do templo.
Muitas pessoas vivem devotas, inabaláveis, vivendo
uma religiosidade que se resume apenas ao interior dos templos. Tiago chama a
atenção dos cristãos de sua época dizendo que a verdadeira religião deveria
transcender os santuários. A autenticidade do encontro com Cristo redundará em
uma demonstração de amor ao próximo a ponto de você querer compartilhar com
outras pessoas desta extasiante experiência.
Quanta gente nos templos brigando por um espaço,
por um microfone, por posição, por uma religião que lhe satisfaça em tudo,
enquanto o mundo geme; pessoas agonizam querendo, não uma nova religião apenas,
mas alguém que possa mudar as suas vidas, libertá-las do jugo do pecado e da
morte. Nós sabemos que nenhuma religião é capaz disto, somente Jesus Cristo
pode fazê-lo. A missão do Apóstolo Paulo foi cumprida, pregando as boas novas
do evangelho para a sua geração. De igual modo, neste tempo presente, Jesus
outorgou à sua igreja para pregar às nações, vivendo um cristianismo que
sobrepuje a religião e as barreiras dos templos.
Soli Deo Glória!
Juvenal Oliveira
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
CUIDADO COM O HEMATÓFAGO PARTIDÁRIO
Durante muito tempo, fiquei impressionado com a
quantidade de pessoas que compareciam aos comícios e com o número de veículos
que acompanhavam os seus candidatos fielmente pelas ruas da cidade, fazendo
buzinaço e chamando a atenção de todos. Pensava: como podem gostar de algo tão
chato? Ouvir longos discursos hipócritas, com raríssimas exceções? Perderam o
seu tempo desta maneira, encarando até chuva e frio? Então, chegava à conclusão
de que estas pessoas estavam interessadas em ver o progresso do nosso
País/Estado/Município e acabava me sentindo um omisso por não me envolver com a
política.
Analisando este comportamento mais a fundo, cheguei
à conclusão de que a verdadeira motivação destes eleitorais é
outra, pelo menos nas últimas décadas. Eles não são altruístas; não estão
interessados no progresso da cidade ou do bairro; não se preocupam com o
bem-estar do próximo. A única coisa que os motiva é o seu bem-estar e o da sua família.
São verdadeiros sanguessugas! Se alimentam de cargos nos mais altos
escalões da administração pública e com onerosas portarias, de preferência, sem
precisar trabalhar, isso mesmo, são os funcionários fantasmas que estão
escondidos em grande parte dos municípios brasileiros.
Quero distinguir este grupo daquele que aproveita
este momento para ganhar alguns trocados panfletando, segurando faixas, enfim,
fazendo o serviço pesado. Estas pessoas são inocentes, muitas vezes não sabem
nada de política e também não estão interessadas, só querem ganhar “um por
fora”.
Quero deixar bem claro que não quero generalizar,
por existirem neste grupo pessoas bem-intencionadas, que possuem uma ideologia
e realmente querem contribuir para o bem da comunidade. É uma pena que
normalmente estas exceções passam despercebidas, pois normalmente são pessoas
com poucos recursos financeiros e não conseguem a visibilidade capaz de levar
seus candidatos à vitória. Nós precisamos rever os nossos conceitos. Não nos
deixarmos influenciar pelas pesquisas. Elas podem ser compradas. Não ficarmos
impressionados com as campanhas de grande vulto, regadas a grandes quantias de
dinheiro, isto pode indicar que devemos fazer exatamente o contrário, não votar
neste candidato. Quem gasta muito pode estar comprometido com o grupo que o
financiou e vai ter que recuperar este capital com juros, correção monetária e
muita corrupção. Adivinha quem vai pagar o pato? Isto mesmo, eu e você.
Impostos altos, hospitais e prontos-socorros em péssimas condições, escolas
funcionando precariamente, ruas esburacadas, falta de saneamento básico e
muitas outras coisas que trarão muito prejuízo para todos nós. Por isso, fique
atento e não negocie o seu voto.
Juvenal Oliveira
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
A PROSPERIDADE A LUZ DO EVANGELHO
Dentre tantos ensinos perniciosos no meio cristão
na atualidade, está a chamada “Teologia da Prosperidade”.
Esta doutrina ensina que todo cristão deve prosperar, dando ênfase ao
enriquecimento, ao acúmulo de bens e à busca por um estilo de vida com toda a
abastança. Ensina ainda que aqueles que não conseguem ser bem-sucedidos é
porque têm pouca fé ou porque “semeiam pouco”, uma expressão utilizada para
aqueles que não contribuem com a sua igreja de maneira satisfatória, ou seja,
quanto maior for a contribuição, segundo eles, maiores serão as bênçãos
recebidas. Este conceito menospreza a salvação, deixando-a em segundo plano;
pouco fala sobre a vida eterna nos céus, o seu evangelho é terreno. Cita como
exemplo alguns personagens bíblicos que foram ricos para sustentar a sua tese.
Os líderes deste movimento procuram ostentar, vivendo um padrão de vida acima
da média, a fim de persuadir os seus fiéis.
Não existe fundamento algum para tal ensino. Toda a
base para o Cristianismo está estabelecida nos ensinamentos do próprio Cristo e
não em outros personagens, por mais importantes e significativos que tenham
sido. O nosso mestre nasceu numa manjedoura, disse que não tinha onde reclinar
a sua cabeça, inclusive, este foi um dos motivos que levaram os judeus a o
rejeitarem, pois, eles esperavam um Messias cheio de pompa, assentado em um
trono terreno (Lc 9.58). Ensinou que não deveríamos acumular riquezas neste
mundo, onde a traça, a ferrugem e os ladrões as consomem, mas, nos céus (Mt
6.19-21). Contou uma parábola para os seus discípulos sobre um homem que vivera
em função de acumular riquezas e a advertência para ele foi a seguinte: “Louco!
Esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado para quem será?” Jesus
sabe o perigo da busca desequilibrada por riquezas e a possibilidade do homem
se tornar avarento e escravo da mesma (Lc 12.13–20). Disse para um grupo de
publicanos que não deveriam pedir mais do que lhes estava ordenado, mas que
deveriam se contentar com os seus soldos (Lc 3.13–14). Após o contato com um
jovem rico que não quis abrir mão de suas riquezas para segui-lo, alertou os
seus ouvintes do quanto é difícil um rico entrar no reino dos céus, pois a
tendência humana é colocar o seu coração nas riquezas (Mt 19.16–30). Em nenhum
momento Jesus prometeu para aqueles que o seguissem, obter enriquecimento
milagroso, sem trabalhar honestamente e arduamente; não prometeu para os seus
discípulos que usufruiriam “o melhor desta terra”, pelo contrário, reagiu a uma
multidão interesseira dizendo: “trabalhai, não pela comida que perece, mas pela
que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus,
o Pai, o confirmou com o seu selo”.
Cristo veio a este mundo com único objetivo: saldar
a nossa dívida, salvando a todos quanto o reconhecerem como Senhor e Salvador.
Reconduzir o homem perdido novamente a Deus e não simplesmente lhe oferecer
riquezas terrenas (Mt 18.11; Jo 3.17; Cl 2.13–14; 1 Tm 1.15; Hb 9.15).
Sendo assim, compreendemos que Cristo em nenhum
momento faz apologia à pobreza ou inibe as pessoas de prosperarem
financeiramente. Entretanto, faz questão de enfatizar a busca pelo Reino de
Deus em primeiro lugar e, como consequência desta atitude, tudo o
que for necessário para termos uma vida digna, Ele nos dará (Mt
6.33). A isto sim podemos chamar de uma verdadeira vida próspera.
Soli Deo Glória!
Juvenal Oliveira




