sexta-feira, 26 de agosto de 2016

JESUS, O NOSSO MODELO DE PASTOR

Realmente o Senhor Jesus Cristo é o nosso modelo de Pastor. Ele deu a Sua vida por nós na cruz (João 15.13,14). Andou por toda a parte fazendo sempre o bem. Ele era manso e humilde de coração (Mt 11.29). Andava entre os párias, alijados da sociedade, e entre os religiosos para lhes pregar o Reino de Deus, a soberania de Deus no coração do homem. O Mestre chamou homens comuns para um trabalho extraordinário. Deu-lhes uma formação continuada. Treinou-os para reproduzirem vidas. Jesus não só os chamou, como também teve uma rica convivência com eles. Não é possível ter um ministério bem-sucedido sem conviver com as ovelhas de Jesus. Sem ser sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13-16). É necessário andar entre as pessoas, abraça-las com o amor, a pureza e a ternura de Cristo.
O Senhor era possuído de compaixão pelos pecadores perdidos. Realizou milagres debaixo da soberania do Pai. Curou a todos os que precisavam ser curados. Sempre foi um excelente ouvinte e expositor das Escrituras. A Sua Palavra era proferida na hora certa. No curto tempo de vida aqui na terra e no limitado espaço geográfico, o Mestre fez uma revolução. Ele nos deu a Grande Comissão (Mt 28.18-20). Multiplicou pães e peixes. Deu-nos ordem para que alimentarmos as pessoas com a Palavra e com o pão. Fez o maior de todos os convites: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei” (Mt 11.28-30). Ele nos conferiu uma missão integral, isto é, atender com amor as necessidades de todo o homem, do homem todo e em todo o lugar.
O Mestre não fez promessas enganosas. Ele deixou claro que segui-lo e servi-lo implica em renúncia, em estar com Ele às raias da morte (Mt 16.24-27). Não é possível ser discípulo de Jesus sem tomar a cruz e segui-lo. O Senhor Jesus, o nosso modelo de pastor, sempre foi coerente. Na verdade, Ele morreu de coerência. Na perspectiva da Trindade, Jesus era obediente ao Pai. O Cordeiro manso e que foi para a cruz com o objetivo de nos substituir, derramando o Seu sangue para nos salvar plenamente.
O Senhor nunca se acomodou diante dos desafios do Seu ministério. Ele sempre aproveitou cada oportunidade para cumprir a missão que lhe foi confiada pelo Pai. Levou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores (Is 53.4,5). O Seu compromisso com o Pai era buscar e salvar o perdido (Lc 19.10). Ele estava focado nessa missão estupenda. O Mestre tem nos tem chamado para um compromisso com Ele. Não podemos olhar para trás, mas devemos avançar, olhando para Jesus, o Autor e o Consumador da fé (Hb 12.2). Como 100 % homem perfeito, sem pecado, no poder do Espírito Santo, Jesus enfrentou e venceu o maligno (Mt 4.1-11). Nele somos mais que vencedores (Rm 8.37).
Nós, pastores, devemos sempre olhar para Jesus como o nosso modelo de obediência, consciência de missão, compromisso com o Reino, compaixão, amor, justiça, verdade, santidade, humildade, simplicidade, mansidão, renuncia, visão, empatia, graça, aceitação, perdão, celebração, disciplina e compromisso com a formação de pessoas. Ele é o nosso modelo de líder-servo. Ele deixou claro o seguinte: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate de muitos” (Mt 20.28).
Pastor arrogante, frio, profissional, ciumento, invejoso, politicamente correto, ganancioso, brigão, nervoso, destemperado, violento, acomodado, preguiçoso, ávido por cargos, apreciador de pódio, não tem nada a ver com o Pastor Jesus Cristo. Está na contramão do Mestre. O líder, cujo modelo é o Senhor Jesus, está comprometido com a excelência em tudo o que faz. Ele não se contenta com o bom, porque sabe que este é inimigo do ótimo. A maior aspiração do pastor autêntico, chamado por Deus, é parecer-se com o Supremo Pastor.
Jesus é o modelo do pastor autêntico, comprometido com a pregação do evangelho da cruz. Que ama a igreja de Jesus. Que ora, contribui e trabalha fortemente para a expansão do Reino de Deus em toda a terra. O pastor deve olhar para o zelo de Jesus. A agenda do Mestre era marcada pela vontade do Pai. A nossa agenda deve ser determinada pelo Senhor Jesus, pelos Seus ensinos e pelo Seu exemplo. Sigamos os passos de Jesus Cristo, nosso Supremo Pastor, até que Ele volte. Maranata, Senhor Jesus!

Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob
Pastor da Segunda Igreja Batista em Barra Mansa – RJ

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O EVANGELHO NÃO É UM FIM EM SI MESMO



Quando se fala em religião, logo pensamos em um templo, um líder espiritual, reuniões regulares, música e outras atividades voltadas para os seus frequentadores. Nada contra nada disto, por ser muito bom estar com pessoas espirituosas, ouvir belas canções e sermões com injeção de fé. Diria que é bom até demais, ao ponto de levar muita gente ao comodismo e a viver uma espiritualidade antagônica à ensinada por Cristo.

Saulo foi criado aos pés de um grande sábio chamado Gamaliel, judeu devoto à sua religião, o judaísmo. Vivia convicto de que estava agradando a Deus, afinal de contas, levava muito a sério os preceitos que lhe haviam ensinado. Um belo dia, teve a sua vida virada pelo avesso.

Partiu em perseguição de um grupo que estava ensinando uma nova doutrina.  Antes de chegar à cidade de Damasco, uma forte luz brilhou dos céus. Jesus, o Nazareno, se aproximou dele para mudar totalmente a sua história. Jesus usou um discípulo chamado Ananias para falar com Saulo que Ele o havia chamado não para descansar no ar-condicionado de um templo, mas para compartilhar com os demais povos acerca da sua obra redentora e salvadora.

Saulo agora passaria a se chamar Paulo e seria reconhecido como o apóstolo dos gentios e como o maior missionário de todos os tempos. A sua experiência com Cristo não foi tão somente uma mudança de religião ou de preceitos e jamais seria um fim em si mesmo. Paulo tinha uma missão a cumprir, muito trabalho pela frente. Açoites, prisões, lutas, tudo por amor a Cristo e certo de que havia uma recompensa, algo que valeria a pena lutar. Paulo entendeu que Cristo é mais que uma simples religião; que frequentar uma sinagoga; que estar no casulo do templo.

Muitas pessoas vivem devotas, inabaláveis, vivendo uma religiosidade que se resume apenas ao interior dos templos. Tiago chama a atenção dos cristãos de sua época dizendo que a verdadeira religião deveria transcender os santuários. A autenticidade do encontro com Cristo redundará em uma demonstração de amor ao próximo a ponto de você querer compartilhar com outras pessoas desta extasiante experiência.

Quanta gente nos templos brigando por um espaço, por um microfone, por posição, por uma religião que lhe satisfaça em tudo, enquanto o mundo geme; pessoas agonizam querendo, não uma nova religião apenas, mas alguém que possa mudar as suas vidas, libertá-las do jugo do pecado e da morte. Nós sabemos que nenhuma religião é capaz disto, somente Jesus Cristo pode fazê-lo. A missão do Apóstolo Paulo foi cumprida, pregando as boas novas do evangelho para a sua geração. De igual modo, neste tempo presente, Jesus outorgou à sua igreja para pregar às nações, vivendo um cristianismo que sobrepuje a religião e as barreiras dos templos.

 

Soli Deo Glória!

Juvenal Oliveira

 

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

CUIDADO COM O HEMATÓFAGO PARTIDÁRIO




Vivem escondidos a maior parte do tempo, não gostam muito de trabalho, têm um grande poder de persuasão, procuram ser muito carismáticos e só aparecem de quatro em quatro anos. Você deve estar pensando que o único grupo que se enquadra nestes quesitos são os políticos, não é mesmo? Vou argumentar que eles não são os únicos.

Durante muito tempo, fiquei impressionado com a quantidade de pessoas que compareciam aos comícios e com o número de veículos que acompanhavam os seus candidatos fielmente pelas ruas da cidade, fazendo buzinaço e chamando a atenção de todos. Pensava: como podem gostar de algo tão chato? Ouvir longos discursos hipócritas, com raríssimas exceções? Perderam o seu tempo desta maneira, encarando até chuva e frio? Então, chegava à conclusão de que estas pessoas estavam interessadas em ver o progresso do nosso País/Estado/Município e acabava me sentindo um omisso por não me envolver com a política.

Analisando este comportamento mais a fundo, cheguei à conclusão de que a verdadeira motivação destes eleitorais é outra, pelo menos nas últimas décadas. Eles não são altruístas; não estão interessados no progresso da cidade ou do bairro; não se preocupam com o bem-estar do próximo. A única coisa que os motiva é o seu bem-estar e o da sua família. São verdadeiros sanguessugas! Se alimentam de cargos nos mais altos escalões da administração pública e com onerosas portarias, de preferência, sem precisar trabalhar, isso mesmo, são os funcionários fantasmas que estão escondidos em grande parte dos municípios brasileiros.

Quero distinguir este grupo daquele que aproveita este momento para ganhar alguns trocados panfletando, segurando faixas, enfim, fazendo o serviço pesado. Estas pessoas são inocentes, muitas vezes não sabem nada de política e também não estão interessadas, só querem ganhar “um por fora”.

Quero deixar bem claro que não quero generalizar, por existirem neste grupo pessoas bem-intencionadas, que possuem uma ideologia e realmente querem contribuir para o bem da comunidade. É uma pena que normalmente estas exceções passam despercebidas, pois normalmente são pessoas com poucos recursos financeiros e não conseguem a visibilidade capaz de levar seus candidatos à vitória. Nós precisamos rever os nossos conceitos. Não nos deixarmos influenciar pelas pesquisas. Elas podem ser compradas. Não ficarmos impressionados com as campanhas de grande vulto, regadas a grandes quantias de dinheiro, isto pode indicar que devemos fazer exatamente o contrário, não votar neste candidato. Quem gasta muito pode estar comprometido com o grupo que o financiou e vai ter que recuperar este capital com juros, correção monetária e muita corrupção. Adivinha quem vai pagar o pato? Isto mesmo, eu e você. Impostos altos, hospitais e prontos-socorros em péssimas condições, escolas funcionando precariamente, ruas esburacadas, falta de saneamento básico e muitas outras coisas que trarão muito prejuízo para todos nós. Por isso, fique atento e não negocie o seu voto.

Juvenal Oliveira

 

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

A PROSPERIDADE A LUZ DO EVANGELHO



Mais nefasta que uma mentira é uma meia verdade. A igreja cristã, desde a sua origem, tem lutado contra os falsos ensinos. Uma mentira é logo rechaçada, mas uma meia verdade pode enganar muita gente. O apóstolo Paulo, em suas cartas às igrejas, advertiu inúmeras vezes sobre o perigo dos ensinos fraudulentos em relação ao evangelho de Cristo. (Gl 1.8; Rm 16.17-18; Fl 3.17–21; 1 Tm 1.3-7, 6.3-10).

Dentre tantos ensinos perniciosos no meio cristão na atualidade, está a chamada “Teologia da Prosperidade”. Esta doutrina ensina que todo cristão deve prosperar, dando ênfase ao enriquecimento, ao acúmulo de bens e à busca por um estilo de vida com toda a abastança. Ensina ainda que aqueles que não conseguem ser bem-sucedidos é porque têm pouca fé ou porque “semeiam pouco”, uma expressão utilizada para aqueles que não contribuem com a sua igreja de maneira satisfatória, ou seja, quanto maior for a contribuição, segundo eles, maiores serão as bênçãos recebidas. Este conceito menospreza a salvação, deixando-a em segundo plano; pouco fala sobre a vida eterna nos céus, o seu evangelho é terreno. Cita como exemplo alguns personagens bíblicos que foram ricos para sustentar a sua tese. Os líderes deste movimento procuram ostentar, vivendo um padrão de vida acima da média, a fim de persuadir os seus fiéis.

Não existe fundamento algum para tal ensino. Toda a base para o Cristianismo está estabelecida nos ensinamentos do próprio Cristo e não em outros personagens, por mais importantes e significativos que tenham sido. O nosso mestre nasceu numa manjedoura, disse que não tinha onde reclinar a sua cabeça, inclusive, este foi um dos motivos que levaram os judeus a o rejeitarem, pois, eles esperavam um Messias cheio de pompa, assentado em um trono terreno (Lc 9.58). Ensinou que não deveríamos acumular riquezas neste mundo, onde a traça, a ferrugem e os ladrões as consomem, mas, nos céus (Mt 6.19-21). Contou uma parábola para os seus discípulos sobre um homem que vivera em função de acumular riquezas e a advertência para ele foi a seguinte: “Louco! Esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado para quem será?” Jesus sabe o perigo da busca desequilibrada por riquezas e a possibilidade do homem se tornar avarento e escravo da mesma (Lc 12.13–20). Disse para um grupo de publicanos que não deveriam pedir mais do que lhes estava ordenado, mas que deveriam se contentar com os seus soldos (Lc 3.13–14). Após o contato com um jovem rico que não quis abrir mão de suas riquezas para segui-lo, alertou os seus ouvintes do quanto é difícil um rico entrar no reino dos céus, pois a tendência humana é colocar o seu coração nas riquezas (Mt 19.16–30). Em nenhum momento Jesus prometeu para aqueles que o seguissem, obter enriquecimento milagroso, sem trabalhar honestamente e arduamente; não prometeu para os seus discípulos que usufruiriam “o melhor desta terra”, pelo contrário, reagiu a uma multidão interesseira dizendo: “trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo”.

Cristo veio a este mundo com único objetivo: saldar a nossa dívida, salvando a todos quanto o reconhecerem como Senhor e Salvador. Reconduzir o homem perdido novamente a Deus e não simplesmente lhe oferecer riquezas terrenas (Mt 18.11; Jo 3.17; Cl 2.13–14; 1 Tm 1.15; Hb 9.15).

Sendo assim, compreendemos que Cristo em nenhum momento faz apologia à pobreza ou inibe as pessoas de prosperarem financeiramente. Entretanto, faz questão de enfatizar a busca pelo Reino de Deus em primeiro lugar e, como consequência desta atitude, tudo o que for necessário para termos uma vida digna, Ele nos dará (Mt 6.33). A isto sim podemos chamar de uma verdadeira vida próspera.

 

Soli Deo Glória! 

Juvenal Oliveira