sábado, 26 de setembro de 2020

ENCONTROS NOTÁVEIS – SÉRIE V

 


Na mesma proporção que a população mundial cresce, tal fenômeno acontece com relação ao esfriamento relacional entre os seus habitantes. Tem sido usual se levantarem grupos extremamente preocupados com o trato dos animais, não que essa atitude seja errada, mas, é paradoxal quando esse sentimento sobrepuja a importância a ser dada aos próprios humanos. Convido vocês a conhecerem melhor a história de um centurião, o qual se sensibiliza profundamente com o estado de saúde de um de seus criados (Mt 8.5-10; Lc 7.1-10).

Os evangelhos de Mateus e Lucas descrevem o encontro de um oficial romano, intitulado por centurião, pois, comandava uma centena de soldados, com Jesus. A Bíblia não fornece mais informações a seu respeito, nem sequer menciona o seu nome. Tudo o que os evangelistas afirmam é que dentre os seus inúmeros servos, um estava terrivelmente enfermo. Ele ouviu que Jesus estava entrando em Cafarnaum. Nessa época, toda a Palestina se encontrava alvoroçada pelos grandes sinais e prodígios realizados pelo Messias. Pense comigo, será que aquele cidadão não tinha outros problemas mais desafiadores a serem resolvidos? Dilemas envolvendo a sua própria vida, de parentes ou até mesmo de pessoas “mais importantes”, atinentes ao seu seleto ciclo de amizades, tendo em vista que exercia um cargo de destaque na cidade? Ter a oportunidade de um encontro com alguém, o qual possui plenos poderes não é algo que acontece todo dia, não é mesmo? Você “queimaria um cartucho” desses para interceder por um serviçal? O Dr. Lucas é mais acurado e conta que o centurião manda uma comitiva composta por anciãos judeus, de modo a suplicar a Jesus pela cura do seu servo. Quando o Mestre está se aproximando do seu endereço, chega outro grupo de amigos seus, com mais uma mensagem. Agora ele manda dizer que não era digno de recebê-lo em sua casa, mas, que bastaria uma palavra sua e o seu servo seria imediatamente curado. O que levou Jesus a atender o pedido daquele comandante romano? Veremos a seguir algumas virtudes, as quais impressionaram sobremaneira a Cristo, de modo a impulsioná-lo a atender aquela petição.

Um grupo de anciãos insiste com Jesus para ajudar o centurião, lhe dizendo que ele era amigo dos judeus, inclusive, teria ajudado a construir uma sinagoga. Jesus observou que ele possuía uma boa reputação, a qual não se caracteriza por aquilo que afirmamos ser e sim pelo que os outros testificam a nosso respeito. Melhor ainda do que ter uma boa reputação diante dos homens é obtê-la diante de Deus. Só para refletirmos, como anda a minha e a sua?

Mesmo sendo um alto representante do imperador romano, colocou-se como indigno de receber a Jesus em sua casa. Tinha autoridade, inclusive, para determinar o seu comparecimento, não obstante, se posicionou humildemente. Todo aquele que se humilhar, será exaltado! (Mt 23.12)

Foi capaz de sentir a dor do seu criado, algo que o Mestre conhece muito bem, pois, a compaixão é inerente a sua natureza. Como o mundo está carente de pessoas cheias de compaixão! Gente que sinta a dor do vizinho. (Mt 9.36; Lc 7.13; Mc 1.41)

Como comandante militar, afirmou que os seus soldados o obedeciam fielmente, sem questioná-lo, como um dos princípios intrínsecos a sua profissão que é o exercício da autoridade. Acreditou fielmente que Jesus também a possui diante de quaisquer circunstâncias, em especial daquela enfermidade que atingia o seu criado. — Basta uma palavra sua e ele será curado. Que fé era aquela minha gente! (Is 43.13; Mt 8.27)

Para o centurião, o seu criado não era apenas um executor de tarefas, mas, um ser humano digno de ser cuidado adequadamente. Jesus se identificou com ele, pois, sabe melhor do que ninguém o que significa amar o próximo, chegando ao ponto de dar a sua vida por ele. (1Jo 3.16)

A sua atitude altruísta deslumbrou o Senhor, tendo em vista que o centurião poderia ter agido de forma individualista, no entanto, priorizou a necessidade alheia. Deus se alegra quando nos importamos com o sofrimento dos outros, muito mais ainda quando nos mobilizamos para ajuda-los. (Lc 10.30-37)

Logo, o exemplo de vida daquele centurião ecoa pelos séculos e deve servir como inspiração para todos nós, principalmente, nos momentos em que estivermos passando por algum vendaval e necessitarmos do agir de Jesus.

 

Juvenal Netto

domingo, 20 de setembro de 2020

ENCONTROS NOTÁVEIS – SÉRIE IV

 


Grande parte dos problemas que nos afligem estão ligados não as nossas próprias vidas, mas, a de alguém bem próximo a nós. Para algumas pessoas a dor de um familiar chega a ser mais intensa e desconfortante do que se ocorresse nela. Quem nunca ouviu o pronunciar da seguinte frase: — Como eu gostaria que este problema estivesse acontecendo comigo e não com ele (a). Os evangelhos de Mateus e Marcos narram a história de uma mulher, a qual se encontrava desesperada pelo estado crítico em que se encontrava a sua filha (Mt 15.21-28; Mc 7.24-30).

Marcos, sem mencionar o seu nome, a chama de a mulher siro-fenícia, provavelmente se referindo a região onde ela habitava. O evangelista narra que ela ouviu falar a respeito de Jesus, se aproxima dEle e, se prostrando aos seus pés, lhe suplica que expulsasse um espírito imundo, o qual assolava a sua pequenina. Mateus nos oferece mais detalhes, afirmando que os seus discípulos chegaram a sugerir ao Mestre que a despedisse, pois, estaria se tornando inconveniente. Ela não desiste e vence a primeira obstrução, daqueles que deveriam incentivá-la a continuar buscando, mas, que ao invés disso, a desencorajavam. Talvez você também tenha que ultrapassar alguma barreira como essa, como, por exemplo, a de algum religioso que se acha muito íntimo de Jesus, lhe dizendo o mesmo: — Desista, suporte a sua dor. Você já fez tudo que podia. Se Ele não interviu até o momento é porque não é da sua vontade. Mateus diz que Jesus rompeu o silêncio e confrontou a cananéia, deixando bem claro que a sua missão seria buscar as ovelhas perdidas de Israel, ou seja, ela não tinha prioridade nesta grande lista de aflitos. Ninguém sabe ao certo o motivo pelo qual o Senhor teria agido de forma tão dura com aquela mulher, talvez, houvesse nEle a intenção de testar a sua fé. Diante de sua insistência, Ele foi ainda mais austero: “— Não é certo tirar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos". Ela continua insistindo: “— Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos". Diante de uma manifestação tão grande de fé, Jesus atendeu a sua petição. Imediatamente, a sua filha ficou livre daquele tormento. O que temos a aprender com o encontro dessa incansável mãe?

Mesmo que todas as circunstâncias sejam desfavoráveis, é preciso crer que Deus pode ser auspicioso. Se ela desistisse diante do primeiro revés, o resultado seria voltar pra casa e continuar sofrendo com a filha.  Tem muita gente almejando obter o favor divino, no entanto, não admitem ser confrontadas, questionadas. Se alguém pôr o dedo em suas feridas, fogem de imediato, mesmo que essa atitude seja no intuito de promover a cura.  Apesar do sofrimento ainda continuam com o nariz em pé, com dura serviz. Com a sua atitude aquela estrangeira deixou claro para Jesus que “as suas migalhas” eram muito mais valiosas do que qualquer banquete oferecido pelo homem mais rico desta terra, isto é, ela tocou no mais profundo do seu ser. Demonstrou-lhe o quanto era dependente da sua graça e misericórdia. O seu gesto humilde, determinado, mas, ao mesmo tempo, com um espírito demasiadamente adorador, o qual foi capaz de mover o coração de Jesus. Quem sabe você, assim como esta mulher, não se sinta como um estrangeiro diante de Deus, no sentido de não ter intimidade alguma com Ele? Não sabe sequer como fazer uma oração, entretanto, gostaria de lhe afirmar que você pode sim reproduzir integralmente o seu gesto e atrair do mesmo modo a atenção e a benevolência do Pai.

 Juvenal Netto

domingo, 13 de setembro de 2020

ENCONTROS NOTÁVEIS – SÉRIE III

 



Apesar de ser extraordinário ver um paralítico andar ou um cego enxergar, existe um milagre ainda mais surpreendente que esses, cujo poder para realiza-lo somente o Eterno possui. A transformação que acontece não de fora para dentro, mas, no sentido inverso. Vamos relembrar aqui a história de um homem chamado Zaqueu que foi uma testemunha ocular desse milagre (Lc 19.1-10).

A cultura brasileira chama a atenção do mundo inteiro, principalmente, pela habilidade que possuímos no futebol e pela alegria contagiante de um povo muito carismático. Todavia, nem tudo são flores, pois também somos conhecidos globalmente pelo jeito irresponsável, malandro e burlador de ser, comportamentos que parecem estar entranhados em nosso DNA. O chamado “jeitinho brasileiro”, onde se procura levar vantagem em tudo sempre. Muitos já se perguntaram, incomodados com essa imagem tão negativa: será que existe solução para esse desvio de caráter? Uma população que reclama exaustivamente de seus governantes pelos constantes envolvimentos com a corrupção, mas, que age da mesma forma. São fraudes na conta de água e luz (gato), invasão de terras, descumprimento de leis no trânsito, sonegação de impostos, licenças médicas por doenças simuladas e outras dezenas de irregularidades previstas em lei. O pior de tudo isso é que essas pessoas acham tudo isso muito normal. As suas consciências já estão cauterizadas.

Zaqueu, assim como muitos brasileiros, possuía um caráter bastante duvidoso, a começar pela sua profissão. Ele exercia um cargo de liderança sobre os cobradores de impostos, os quais tinham uma péssima reputação pela maneira corrupta de proceder com a maioria da população judaica que vivia sobre o jugo opressor do Império Romano, o qual dominava toda aquela região. Este homem possuía um perfil que o tornava um daqueles que as pessoas faziam o seguinte comentário a seu respeito:  — Este nem Deus muda! Tudo indica que Zaqueu apesar de ser rico, o seu dinheiro não foi capaz de torna-lo feliz e realizado. A popularidade de Jesus chama a atenção daquele homem, afinal de contas quem é este que tem mudado a vida de tanta gente! O Mestre estava entrando na cidade de Jericó e uma grande multidão o acompanhava, por isso Zaqueu resolveu subir numa árvore de modo a conseguir atrair a sua atenção. Deu certo, o seu comportamento decidido e convicto atraiu o Nazareno que ordena para que descesse depressa, pois iria adentrar a sua casa. A resposta de Zaqueu foi convincente, pois além de receber a Jesus com alegria, ele tomou a iniciativa de confessar-lhe os seus pecados, afirmando que daria metade dos seus bens aos pobres e restituiria até quatro vezes mais a todos aqueles a quem ele tivesse defraudado. Jesus, como consegue penetrar as entranhas da alma, logo testificou que as palavras deste publicano estavam sendo sinceras, por isso, fez questão de afirmar diante daquelas inúmeras testemunhas que a salvação acabara de chegar naquele lar. Nascia ali um novo homem, totalmente restaurado. O que aprendemos com esse encontro de Zaqueu?

Tem muita gente iludida quanto a relevância do dinheiro. Alguns passam a vida inteira obcecados por adquirir mais e mais bens, na expectativa de que serão mais felizes e realizados, pura ilusão! Apesar de ele ser indispensável para a sobrevivência humana, jamais podemos atribuir-lhe tamanha importância. Zaqueu, assim como outras milhares de testemunhas são capazes de comprovar isso. O segundo aprendizado que absorvemos com esse episódio é que a maior evidência de quem teve um encontro com Jesus, não é tão somente frequentar assiduamente algum templo ou religião (IICo 5.17; Gl 6.15). Infelizmente, vemos muitas pessoas dentro das igrejas dando um péssimo testemunho de vida. O maior indicador daquele que se rendeu a Jesus, assim como Zaqueu, é o seu novo nascimento, ou seja, ele passa a ser uma nova pessoa, com um caráter transformado por inteiro.  Em terceiro lugar, Deus conhece o profundo do nosso coração. Diante dos homens, Zaqueu era somente um pecador asqueroso e abominável, mas, aos olhos de Jesus era alguém que estava disposto a abandonar o pecado e a recomeçar a sua vida. Diante de casas com pessoas muito melhores que Zaqueu, O Mestre decidiu justamente adentrar a sua, pois entendia a urgência em resgatar um perdido. Quem sabe ele também não decida entrar em sua casa hoje? “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” (Lc 19.10)

 

Juvenal Netto

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

ENCONTROS NOTÁVEIS – SÉRIE II

Nem toda enfermidade física é oriunda em consequência direta de pecados, entretanto, eles podem vir a causar alguma delas ocasionalmente. A própria ciência já admite que determinados sentimentos, como a ira, a mágoa e o ódio, por exemplo, são capazes de produzir um câncer, dentre outros males. Será retratado, nesta segunda série de encontros, a história de alguém que se encontrava muito enfermo, aparentemente, como fruto de uma vida de desobediência voluntária a Deus.

O apóstolo João narra a história de um paralítico, o qual permanecia desse modo havia trinta e oito anos (Jo 5.1-15). Ele ficava diariamente junto ao pórtico de um tanque, chamado betesda, na expectativa de que um anjo pudesse vir e curá-lo. Havia na época uma crença de que de tempos em tempos um ser celestial desceria naquele local e curava o primeiro enfermo que fosse lançado nas águas agitadas por ele (Jo 5.4). Por esse motivo o lugar se transformou num encontro de dezenas de enfermos. Não se sabe se esse fato é verídico ou apenas uma crendice pagã, tendo em vista que o versículo que fala estritamente sobre esse acontecimento não se encontra nas cópias mais antigas do Novo Testamento, todavia, ele é irrelevante. O mais importante nessa história é que Jesus foi ao tanque e curou uma pessoa paraplégica, devolvendo-lhe não apenas a sua mobilidade, mas, a sua alegria, autoestima e prazer de viver. 

Alguns dias depois Jesus encontrou o homem que fora liberto no templo e lhe diz o seguinte: “Eis que já estás são; não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior.” (Jo 5.14). Essa afirmativa do Mestre pode indicar que a sua enfermidade estava relacionada ao pecado. Que lições podemos tirar e aplicar as nossas vidas a partir desse encontro tão marcante?

Um dos efeitos do pecado sobre os seres humanos é torna-los escravos, dependentes, aprisionados, doentes, como era o caso daquele inválido. Entretanto, a Bíblia diz que se o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres (Jo 8.36). Quantas pessoas, assim como aquele homem, não estão buscando a cura no lugar e pessoa errados? Gente com muita fé e confiança, não obstante, depositadas num deus limitado, ilusório, fantasioso, impostor. Quando Jesus chega diante do paralítico, ele faz uma pergunta, a qual parece redundante: “queres ficar são?” Isto significa que Deus não força as pessoas a tomarem qualquer que seja a decisão, ou seja, ele quer uma obediência voluntária e não simplesmente imposta, seja por um dogma, uma religião ou por qualquer outro motivo. Quase quatro décadas foi o tempo do seu cativeiro, entretanto, aprendemos duas lições aqui. Não existe tempo longo demais, pelo qual Jesus seja impedido de intervir. Segundo, a sua graça pode alcançar até mesmo os mais terríveis pecadores, assim como eu e você.

À vista disso, gostaria de incitá-lo a decidir, ainda hoje, se arrepender de seus pecados e entregar o leme da sua vida a Cristo Jesus. Depois que foi curado da paralisia aquele indivíduo correu em direção ao templo para adorar a Deus. Esse proceder tem um simbolismo tremendo, pois ele demonstrou que a sua cura foi além da fisiológica, alcançou a sua alma. Ele fora totalmente transformado e agora serviria ao Senhor, tendo como resultância dessa conduta voluntária, a oportunidade de passar a eternidade ao seu lado. Que encontro libertador!

Juvenal Netto

terça-feira, 1 de setembro de 2020

ENCONTROS NOTÁVEIS - SÉRIE I

 


Daremos início a narrativa de uma série de testemunhos sobre pessoas, as quais num dado momento foram impactadas a partir de um encontro reparador. Essas experiências individuais servirão para comprovar que sempre há esperança para os diversificados desafios, os quais a humanidade precisa enfrentar no seu cotidiano, ainda que pareçam intransponíveis. 

Todos nós somos agraciados com o dom da fé, mas, assim como um músculo que precisa ser exercitado para poder se fortalecer e crescer, assim, também acontece com ela. Neste caso, para a estimularmos, será necessário ouvir os relatos, repetidas vezes até que a Palavra rompa as barreiras do intelecto e atinja as profundezas da nossa alma (Rm 10.17).

Os evangelhos sinóticos narram a história de uma mulher que estava acometida por uma enfermidade havia doze anos (Mt 9.20-22; Mc 5.24-34; Lc 8.43-47). Ela gastou todas as suas economias buscando o auxílio de médicos, nos quais pudessem resolver o seu dilema, contudo, sem obter nenhum êxito. Permanecia da mesma forma e para piorar a sua situação, agora além de doente, estava falida. Uma hemorragia incessante, desconfortável que a obrigava a viver isoladamente. Ela não perdeu apenas a sua saúde, mas, a esperança, a dignidade e a sua autoestima. O que lhe restou foi apenas a sua fé. Quem sabe você não esteja atravessando uma fase parecida?

Um belo dia Jesus visitou a sua cidade e ela decidiu ir ao seu encontro, entretanto, havia um tremendo entrave a ser vencido. Uma multidão cercava o Nazareno e formava uma verdadeira muralha humana, a qual a impedia de se aproximar dele. Ela conseguiu furar aquele bloqueio, toca nas suas vestes e é curada instantaneamente.  

A experiência vivida por essa mulher tem muito a nos ensinar. A resposta para o seu dilema estava em Jesus e ela reconheceu que precisava tomar a iniciativa. Sair de sua zona de conforto, que, nesse caso, seria a sua própria casa, talvez a sua cama. Assim como ela, nós também, na hora da aflição, precisamos muitas vezes ir ao encontro do Senhor. Buscar a sua face. O poder está nEle, totalmente disponível ao alcance de todos. Em alguns momentos, decidir busca-lo não será o bastante. Ela se levantou e foi para a rua, mas, ainda havia um obstáculo entre ela e o seu objetivo, a multidão. Mais do que buscar, para quem deseja ser impactado pelo poder de Deus, precisa perseverar e não deixar que as “multidões” o façam desistir. Em meio a dezenas de pessoas, naquele momento, apenas ela foi curada, mesmo chegando depois. Não existe fila de espera para aquele que decide buscar a Deus de todo o seu coração (Jr 29.13).

Portanto, quero encorajá-lo a imitar a atitude nobre dessa mulher. Você não precisa de fórmulas mágicas ou de recursos relevantes, mas, apenas colocar a sua fé em ação. Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente, por isto, lhe afirmo, categoricamente, que há poder nEle para transformar a sua vida. Disse Jesus: “Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz” (Lc 8.48).


Juvenal Netto

sábado, 22 de agosto de 2020

O MILAGRE É O MEIO, NÃO O FIM

 


É impressionante o número de pessoas espalhadas por esse imenso planeta que está nesse exato momento passando por alguma tempestade. Os problemas são os mais variados possíveis, não obstante, eles se repetem na vida de milhares. São enfermidades de ordem física, emocional e até mesmo espiritual; decepções amorosas; vícios; falta de emprego que gera uma série de outros problemas, etc. Para a maioria deles existe solução, ainda que haja a necessidade da aplicação de grandes energias, entretanto, há alguns que nenhum ser no planeta Terra conseguirá resolver. A esses, nós o condicionamos a necessidade de um milagre.

Havia um homem na cidade de Gadara que vivia atormentado diuturnamente por espíritos imundos. Ninguém conseguia contê-lo ou tratá-lo. Andava pelos sepulcros gritando dia e noite e se ferindo com pedras. Aos olhos dos moradores dessa comunidade aquele moribundo estava sentenciado a viver assim até a morte. Todavia, o que elas não sabiam é que chegaria ali um homem capaz de libertar os cativos, Jesus, o Nazareno (Mc 5.1-20).

Segundo a narrativa de Marcos, O gadareno vivia sob o domínio de uma “legião” de demônios. Uma legião equivalia a um exército de seis mil soldados romanos. Marcos relata ainda que Jesus deu ordem aos espíritos imundos para que se retirassem da vida daquele indefeso ser. Eles não ousaram desobedecer à voz do que tem todo o poder no céu e na terra (Mt 28.18). O gadareno agora era um novo homem, livre, curado, liberto, pronto para recomeçar a sua vida. Fica tão grato pelo milagre que acabara de obter, que decidiu ir atrás de Jesus. Quando o Mestre saía da cidade logo viu aquele ex-endemoniado lhe seguindo, Ele parou e disse: “Vai para a tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez e como teve misericórdia de ti.” (Mc 5.19). Ao tomar essa atitude, Jesus estava dizendo para o seu novo discípulo que sair da sua cidade para segui-lo fisicamente, significaria estar abandonando a sua missão. Afinal de contas, o milagre que acabara de receber não era um fim, mas, o início de muitos outros a serem realizados na vida de muitos, através da sua instrumentalidade e testemunho.

Isto posto, talvez você também já tenha passado por uma experiência parecida, ou seja, tenha experimentado um verdadeiro milagre e, assim como o gadareno, inocentemente, quis se aproximar de Jesus, se refugiando dentro de um templo. Quem sabe Jesus não está reafirmando também para você hoje: — Volta para sua cidade e anuncia com intrepidez o que eu lhe fiz. Entre no templo para adorar e saia disposto a servir e cumprir a sua missão.

Juvenal Netto

domingo, 19 de julho de 2020

A IGREJA ESTÁ SENDO O FIEL DA BALANÇA


Sempre houve na humanidade uma tendência a se inclinar para o mal, por isto a necessidade de haver tantas leis, a maioria delas, impondo regras e limites as ações instintivas dos humanos. Quando estudamos o comportamento das sociedades civilizadas desde o princípio, o que detectamos é a experiência delas vivendo em períodos cíclicos de caos e normalidade. Quantas guerras, onde milhares de pessoas tiveram as suas vidas ceifadas! Quando utilizo a palavra “caos”, estou me referindo a todas as consequências amargas oriundas muitas vezes de atitudes perversas das pessoas, como violência, morte, destruição, calamidades, pestes, depravações, corrupção, etc.

Um dos efeitos da globalização é o avanço rápido de determinadas ideias e comportamentos, os quais nem sempre são saudáveis. Em se tratando do Brasil, nas últimas décadas vem passando por inúmeras mudanças de ordem sociológica, em grande parte, por políticas ideológicas e a influência de movimentos externos.  As séries, filmes e programas televisivos incentivam o tempo inteiro a homossexualidade, a violência, o aborto, o uso indiscriminado de drogas lícitas e ilícitas e muitas outras coisas que nada agregam a sociedade. Diante desta triste realidade universal, qual seria o papel da igreja?

Tenho visto muitos cristãos tentando fatiar as suas vidas em diversas áreas, como, por exemplo, vida espiritual, profissional, sentimental e social, como se isso fosse possível. A vida é uma só e essas áreas estão entrelaçadas e são indivisíveis. Uma afeta ou beneficia a outra. Existe cristão que considera um erro se envolver com a política como se isso fosse até pecado. O cristão autêntico deve viver focado no alvo, que é o céu com Deus, não obstante, enquanto permanecer neste mundo, deverá viver em sociedade e participar das decisões comunitárias, as quais impactarão a vida de todos, inclusive a sua. Não quero afirmar com isto que o cristão, necessariamente, deva se candidatar a algum cargo público, mas, que precisa estar atento e participar dos debates, principalmente, por ser sal e luz deste mundo.  Ou vocês julgam que ser sal e luz implica apenas em pregar o evangelho para os perdidos?

Por fim, diante da atual conjuntura social e política em que vivemos no Brasil, pode-se afirmar que a igreja tem sido o fiel da balança. Diante dos grandes movimentos progressistas e liberais que incentivam o aborto, a ideologia de gênero, a liberação das drogas, a destruição da família tradicional e a banalização de tudo, inclusive da corrupção. A igreja vem sendo o grande obstáculo para os esquerdistas exercerem o domínio total sobre o nosso amado solo verde e amarelo pelos princípios que ela crê e dissemina. Portanto, não nos surpreendamos se em breve viermos a passar por grandes perseguições neste país.  O próximo alvo dos comunistas no Brasil será destruir a igreja. Jesus advertiu os seus discípulos e disse o seguinte:  

“Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas.” (Mt 10.16)

Que Deus abençoe o nosso amado Brasil!!

Juvenal Netto

quarta-feira, 17 de junho de 2020

O PASTOR QUE AGRADA A IGREJA


(ALUSIVO AO DIA DO PASTOR - 14JUN20)

Dificilmente encontraremos um pastor que nunca tenha se sentido pressionado pelo seu rebanho durante o exercício de seu ministério. Talvez esse seja um dos motivos pelos quais muitos deles já tenham adoecido e alguns até abandonado o seu chamado.  
Apesar de reconhecer que obter cem por cento de aceitação numa comunidade não passa de pura utopia, pois, nem mesmo Jesus conseguiu tal proeza, todavia, o homem chamado por Deus precisa estar atento aos anseios do seu rebanho. Ele precisa discernir as inúmeras vozes que se levantam no meio da multidão, principalmente aquelas que demonstrem oposição, mas, que nem sempre deixam de estar em consonância com os propósitos de Deus. Quais seriam as credenciais mínimas exigidas por uma igreja ao buscar um novo obreiro?
Cristãos maduros certamente compreendem que jamais encontrarão um líder perfeito, não obstante, a primeira característica que eles esperam dele é que seja temente a Deus e fiel à sua Palavra. A Bíblia afirma que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria. (Pv 9.10). Um líder temente a Deus jamais banalizará o pecado. Será um fiel portador da mensagem divina ainda que seja obrigado a confrontar grande parte de seus ouvintes. Andará diuturnamente na total dependência do Senhor, consciente de que sem Ele, nada, absolutamente nada, poderá fazer. O temor a Deus impedirá que o seu ministério se transforme em um emprego como outro qualquer ainda que seja submetido a desafios constantes.
Mesmo diante de suas limitações e imperfeições, a igreja não renunciará a um homem que primeiramente cumpra bem a missão de atender as demandas do seu lar. A Bíblia coloca como condicionante para aqueles que almejam desempenhar qualquer função de liderança no meio da congregação que sejam bons mordomos da sua própria casa. (ITm 3.4,5,12). A esposa do pastor não deve ser, necessariamente, uma pastora, mas, uma auxiliadora que compreenda, aceite e lhe dê todo o suporte para cumprir o seu chamado.
A terceira característica que toda igreja busca num pastor é que a sua motivação primária em cumprir o seu ministério seja o amor pelas almas. A preocupação com a administração eclesiástica, apesar de ser relevante, não pode se tornar mais importante que a propagação do evangelho e o cuidar das pessoas. Numa comunidade onde a maioria das pessoas foi regenerada através de uma experiência genuína com Cristo, buscará um pastor determinado em agradar exclusivamente a Deus. O Espírito Santo lhes concederá o discernimento para compreenderem que se esse líder estiver debaixo da direção do Senhor, simultaneamente, estará também agradando a sua Noiva.  
Assim sendo, para um pastor que teme a Deus, cuida bem da sua família e ama pregar a Palavra e zelar pelas ovelhas, mesmo diante de suas inúmeras fraquezas, não faltará igreja que o queira como seu líder. A Noiva de Cristo está a procura não de líderes perfeitos, mas, de homens segundo o coração de Deus.

Juvenal Netto

segunda-feira, 8 de junho de 2020

PIBSPA: 87 ANOS ANUNCIANDO AS BOAS NOVAS DO REINO


A nossa PIB da Aldeia neste onze de junho de 2020 completa oitenta e sete anos de organização na cidade de São Pedro da Aldeia. Milhares de pessoas têm passado por ela; muitos já dormem no Senhor, outros estão servindo ao bom Mestre em outros lugares e dezenas ainda estão congregando nela, dentre estes, eu e a minha família. Quero aproveitar esse momento tão sublime para contar um pouco sobre a minha história de amor por essa oitentona.
No ano de 1992, tive uma experiência transformadora com Cristo. Tudo aconteceu durante um culto realizado no local de trabalho por cristãos de várias denominações. Fui impactado pelo poder da Palavra e decidi confessar a Jesus como meu Senhor e Salvador. Comecei então a orar pedindo a Ele que me desse uma direção de onde deveria congregar.  Algumas semanas se passaram, até que caminhando pela calçada da rua Dr. Antônio Alves, pude perceber um templo pequeno, com letras desgastadas pelo tempo e uma construção logo atrás. Interessante, que apesar de ter nascido na cidade e estudado no Colégio Estadual Dr. Feliciano Sodré por oito anos consecutivos, nunca tinha percebido que havia um templo Batista naquele local. Deve ser por isso que sou determinado na ideia de se colocar letreiros, tamanho gigante nas fachadas dos templos. Quem sabe até com lâmpadas de neon de modo a chamar mesmo a atenção de todos aqueles que transitam pelas ruas. Percebi que tinha um jovem no pátio interno da igreja. Assim que ele me viu parado na calçada, se aproximou e me perguntou o que eu desejava. Nem imaginava naquele momento que aquele rapaz franzino, na verdade, era o Antônio Cláudio de Souza Rosas, Pastor-presidente da PIB da Aldeia. Ele foi muito gentil e atencioso comigo. Me convidou a participar das atividades da igreja e disse que havia ali um grupo de jovens que ficaria muito feliz em poder contar com a minha presença entre eles. Comecei a frequentar os cultos e a participar da classe preparatória para o batismo com a irmã Vilma Antunes de Mattos Pinheiro. Como fiquei feliz em dar o meu testemunho durante um culto para novos convertidos realizado pelo casal Walmir Nóbrega e Heidi, responsáveis pelo ministério de evangelismo. Meu batismo ocorreu no dia 11/06/1993, momento em que ela completava o seu sexagésimo aniversário. Fui escolhido naquele mesmo ano para ser vice-presidente da Unijovem, trabalhando sob a liderança do irmão André, filho dos irmãos Manoel José da silva e Nilza França. Quantos finais de semana estive na casa dessa família tão preciosa e aquele suco de graviola que somente a Nilza sabia fazer? Tínhamos uma juventude muito atuante e unida. Realizamos diversas programações voltadas para o público jovem, em especial quero destacar o “AME COM CRISTO”, onde eu, o César Augusto de Souza e o Olavo Pereira Pinheiro, resolvemos sair das quatro paredes e realizar cultos evangelísticos no Clube da Cidade (SPEC), com a participação de várias bandas da região. No início do ano de 1995, como líder dos jovens, decidi cumprir uma missão muito especial, que mudaria para sempre o meu futuro. A tarefa era reintegrar uma jovem chamada Nilcéia Coelho Cádimo, a qual havia sido criada na PIBSPA, mas, se desviara ainda na adolescência, e, estava retornando para os caminhos do Senhor.  Fazendo um parêntese aqui, o pai dela, o irmão Nercy Cádimo, hoje é o membro mais antigo dela. Confesso que inicialmente não havia nenhuma intenção por minha parte senão ajudar espiritualmente aquela moça, mas, como Deus tem os seus próprios planos, no dia 4 de dezembro de 1995, decidimos dar início a um relacionamento. Passamos por muitas lutas e provações, mas, o Senhor nos deu a vitória e no dia 24 de janeiro de 1998, no seu templo ainda inacabado, selamos diante de centenas de testemunhas a nossa aliança de amor eterno. Uma cerimônia realizada pelos pastores, Antônio Cláudio e Elson de Souza, primo de minha esposa. O pastor Elson, filho mais velho de um casal muito atuante, o Diácono Altir de Souza e Marta Cádimo, foi o responsável pelo projeto de arquitetura para a construção do nosso novo santuário, deixando um grande legado para todos nós. Um pouco antes de nos casarmos, por motivos particulares, a Nilcéia pediu o seu desligamento da PIB e passou a frequentar uma Congregação Presbiteriana próxima à sua casa. Tentei permanecer na PIBSPA, mas, depois de seis meses de casados, percebi que seria inviável estarmos congregando em lugares diferentes, por isso, em julho de 1998, decidi me desligar para acompanhar a minha esposa.  Congregamos em algumas comunidades de diferentes denominações, sempre muito envolvidos com a obra, as quais foram muito úteis para o nosso crescimento espiritual, pois tivemos a oportunidade de ampliarmos a nossa visão concernente ao cristianismo reformado. Nesse período Deus fez grandes coisas em nós e através de nós, dentre elas, quero destacar dois significativos presentes, os quais foram o nascimento de duas pérolas, a Débora e a Esther. A Débora começou a demonstrar interesse pela música muito cedo. Aos três anos ela já cantava na congregação. Depois que ela foi alfabetizada, começamos a procurar alguém que pudesse lhe dar aula de algum instrumento musical a escolher.
 No ano de 2007 fomos informados quanto à existência de um projeto de musicalização infantil, coordenado pelo Ministro de Música Josinei Silvério da Costa e sua auxiliar, a seminarista Josiane Gil da Costa. Matriculamos as duas e a Débora, além da musicalização, começou também a ter aulas de piano com o Josinei. Nessa época congregávamos na 2ª Igreja Batista em Iguaba Grande. Josinei e a sua irmã Josiane apesar de tecerem muitos elogios as duas meninas e demonstrarem interesse em tê-las mais por perto, sempre foram muito éticos, pois sabiam que éramos muito envolvidos na SIBIG. No início do ano de 2013 fui designado para trabalhar no Rio de Janeiro e como só estaria na região nos fins de semana, resolvi entregar todos os meus cargos. Nesse período as meninas estavam bastante envolvidas na música da PIBSPA e visando o crescimento delas, decidimos em família retornarmos para a nossa igreja de origem. Fora 15 anos distantes dela e agora ela tinha outra formatação. Mais da metade da membresia havia sido mudada, entretanto, fomos tão bem recebidos que nos sentimos em casa novamente. Como Deus sempre tem os seus desígnios, aprouve a ele que as nossas filhas, assim como nós, também fossem batizadas ali e no culto do dia 31 de dezembro de 2013 elas passaram pelas águas batismais. Nasciam ali mais dois frutos da PIB da Aldeia sob os olhares de inúmeras testemunhas, em especial, a de dois pais super emocionados em verem a concretização da sua casa sendo toda salva por Jesus. Deus é fiel!
Como o tempo passa rápido e já se passaram sete anos desde o nosso retorno para essa tão amada igreja. Tivemos várias experiências magníficas, como, por exemplo, as viagens missionárias, as Feiras Bíblicas, a confirmação do chamado da Débora e muitas outras. Também vivemos períodos muito difíceis, como a saída do Josinei, ainda no primeiro ano do nosso retorno. Problema de saúde, o qual me obrigou a recuar naquilo que sempre amei que foi fazer a obra do Senhor, todavia, Deus sempre manifestou o seu poder não apenas na minha casa, mas, na vida de toda essa grande família cristã.  
A fidelidade do Senhor tem sido expressiva e manifesta desde o lançamento da pedra fundamental há oitenta e sete anos quando um grupo de cristãos decidiu abrir nesta cidade uma porta para a entrada no reino dos céus. Desde então, quantas vidas foram salvas, curadas, libertas e encaminhadas para o seminário durante todos esses anos! Fazemos menção a todos aqueles que já partiram, como, a irmã Aurídea, incansável na tarefa de evangelizar; sempre com um bloco de folhetos em suas mãos a distribuir por onde quer que andasse. Em breve nos reencontraremos todos no lar celestial. Será uma grande festa! Agradecemos a todos aqueles que passaram pela PIBSPA e que hoje estão frutificando em outros lugares, glorificando o nome do Senhor e honrando o bom nome desta instituição. Alguns exercendo o ministério pastoral como o Pr. José Crisóstomo de Souza, na PIB em Jardim das Acácias; o Pr. Carleonel, na Ig. Batista Diante do Trono; o Pr. César Augusto de Souza, na Ig. Batista da Libertação; o Pr. Marcos Moret, na PIB em Jardim Peró, Cabo Frio; o Pr. Elson de Souza, na Ig. Batista no Garcia, na Bahia; o Pr. Pedro Crispim, na PIB em Porto do Carro; o Pr. Paulo Cosendey, na Ig. Batista em Jardim América, Itaguaí; o Pr. Walmir Nóbrega, na Ig. Batista em Samburá, Cabo Frio; o Pr. Alexandre Marques, na Ig. Batista Memorial em Iguaba Grande e muitos outros que não conheci. Clamamos a Deus pelas pessoas que foram evangelizadas ali, mas, que por algum motivo, se encontram desgarradas do rebanho. Que o Senhor use de misericórdia para com as vossas vidas. Honramos a todos os obreiros que serviram a Jesus nela desde a sua organização até os dias atuais, na pessoa dos Pastores, Elildes Junio Macharete Fonseca, o presidente, Alexandre Tavares Barreto, Alexandro Abrantes Santana e Raphael dos Santos Antero Pereira. Em especial, o meu profundo agradecimento a vida do pastor emérito Adelmo Coelho de Oliveira (in memoriam), o qual marcou a história dessa congregação pelo longo tempo em que a liderou. Não poderia deixar de mencionar também a vida do pastor Cléber Jotta Araújo Mendonça, que foi batizado, encaminhado para o seminário e consagrado ao ministério pela PIB da Aldeia, assumindo a sua liderança como Pastor-presidente e permanecendo nela por quase vinte anos. Seremos eternamente gratos ao Pr. Cléber por ter preparado e batizado as nossas filhas. O Pr. Cleber deixou um enorme legado, primeiro por ter sido membro exclusivo desta igreja desde a sua infância até o momento em que passou o seu cargo de liderança. Segundo, porque organizou a PIB em Jardim das Acácias e inaugurou a Congregação no Recanto do Sol e o Ponto de Pregação na Rua do Fogo, dentre muitos outros feitos, tudo para a glória do nosso bondoso Mestre. Outro nome que não poderia deixar de mencionar é o do Pr. Antônio Cláudio de Souza Rosas, o qual me recebeu com todo o carinho, batizou, doutrinou, realizou o nosso casamento e foi um instrumento relevante na construção do nosso templo atual. Independente de quaisquer circunstâncias, ele merece o nosso reconhecimento por tudo o que fez.
Por último, não menos importante, quero demonstrar a minha gratidão a Jesus pela vida de cada membro deste corpo. Que sejamos testemunhas fiéis do nosso Salvador, dando continuidade com excelência a obra iniciada em 11 de junho de 1933 pelos cristãos batistas da época. O maior presente de aniversário que essa quase centenária poderá receber, será a agregação de muitas almas transformadas e libertas pelo poder do evangelho de Cristo. Portanto, mãos à obra amados irmãos, pois somos todos PIB da Aldeia! Rumo ao centenário.

Juvenal Netto