Em toda a Bíblia, de Gênesis a Apocalipse, é nítido
o amor de Deus pelos homens e o seu interesse em preservar a sua vida. É
possível ver a manifestação deste amor desde os primórdios, a partir do início
da criação, descrita no livro de Gênesis. Mas nem todos estão dispostos a dar
ouvidos ao seu chamado. Este é o caso de dois jovens anônimos que tiveram a
grande oportunidade de serem salvos da destruição, não obstante, decidiram duvidar
e, consequentemente, pagar o preço pelas suas incredulidades (Gn 19).
Eles moravam na cidade de Sodoma, que estava
sentenciada à destruição, juntamente com Gomorra, devido aos altos índices de
promiscuidade, devassidão e todo o tipo de atrocidades abomináveis aos olhos do
Eterno. Devido à insistente intercessão do seu amigo Abraão por seu sobrinho
Ló, Deus manda dois anjos até aquela cidade a fim de retirá-lo de lá com toda a
sua família (Tg 2.23). Os Anjos cumprem o mandado do Senhor e comparecem à sua
casa para lhe alertar sobre o que estava para acontecer. Ló vai
pessoalmente ao encontro dos seus futuros genros para convidá-los a lhe
acompanhar, relatando tudo o que os Anjos lhe disseram. A Bíblia diz que eles
não acreditaram nas palavras de Ló, tendo-o como um brincalhão. Deus não mente
e o que havia dito que faria, aconteceu. Choveu naquele dia enxofre e fogo e
aquelas cidades se transformaram em um monturo de cinzas. Somente Ló e suas
duas filhas sobreviveram. Aqueles dois jovens perderam a grande chance de
escaparem ilesos da destruição pré-anunciada.
Depois deste episódio, Deus continua a enviar
mensageiros à terra com o intuito de alertar os homens sobre o que precisam
fazer para serem poupados da condenação eterna. Um deles, chamado Isaías, faz o
seguinte lamento: “Quem deu crédito à nossa pregação e a quem se manifestou o
braço do Senhor?” (Is 53.1). Por derradeiro, Deus enviou o seu próprio filho,
Jesus Cristo, para resgatar a humanidade sentenciada à destruição, assim como
Sodoma e Gomorra, e salvá-la da morte eterna (Mt 20.28; Gl 4.4-5; Cl 1.13).
Os judeus também não creram em Jesus, apesar de
todas as profecias apontarem para Ele e de todos os seus sinais e prodígios
realizados (Jo 1.11-12). Hoje, a sua Igreja continua a exercer o mesmo papel
daqueles dois Anjos de Sodoma, anunciando a todos que é necessário também sair…
Do pecado, da incredulidade, da mornidão, da indiferença e a cidade do refúgio
é única e se chama “Jesus Cristo” (Jo 3.16, 8.32-36, 14.6; Rm 6.23, 10.9; At
4.12; Ap 3.20).
Juvenal Oliveira




