Principalmente após a campanha eleitoral que elegeu
Donald Trump à presidência dos Estados Unidos em 2016, as chamadas “fake news”
têm assumido um papel decisivo no cenário global. Esta expressão é um termo
novo usado para se referir a notícias fabricadas, ou seja, falsas, com
interesses escusos que teve origem nos meios tradicionais de comunicação, mas
que se alastrou por toda a mídia online. No meio “evangélico” também é possível
nos depararmos com muita notícia falsa acerca do evangelho, apesar de toda a
clareza das narrativas bíblicas, ainda que não tenha os mesmos objetivos das
demais.
“Pare de sofrer” é uma expressão utilizada por
alguns segmentos com o intuito de atrair fiéis que não possuem nenhum
conhecimento sobre o evangelho. Dentre tantas outras, esta, com certeza, pode
ser classificada como uma fake, pois a proposta de Jesus para aqueles que o
seguem nunca foi isentá-los totalmente do sofrimento, mas garantir-lhes a vida
eterna mesmo que tenham que padecer neste mundo (Jo 16.33; Mt 16.24; At 14.22;
Fl 4.12; Ap 2.3; 2 Tm 2.3, 3.11).
“Não tem nada a ver”, outra expressão que vem
ganhando cada vez mais simpatizantes e traz uma ideia de um evangelho libertino
onde se pode fazer de tudo e acaba igualando os “cristãos” aos incrédulos. O
cristão não precisa ter em mãos uma relação de coisas e comportamentos que deve
ou não fazer, mesmo que não estejam claramente descritas na Bíblia. Se a pessoa
estiver em plena comunhão com Deus, o Espírito Santo irá constrangê-la a deixar
de lado tudo aquilo que desagrada ao Pai. Esta expressão é mais um “fake
gospel”, pois Jesus enfatizou que a porta que conduzirá alguém à salvação é
estreita e largo o caminho que conduzirá à perdição (Mt 7.13; 1 Co 6.12; 1 Jo
2.15).
“Os patriarcas foram homens muito ricos, por isso,
Deus quer que nós também sejamos”. Este é apenas um dos argumentos utilizados
para aqueles que defendem a chamada Teologia da Prosperidade, outra fake que
não tem nenhum fundamento bíblico. O personagem central da Bíblia é Jesus, que
nasceu de uma família pobre, numa manjedoura; combateu veementemente os judeus
que o viam como um Rei meramente terreno enquanto afirmava que o seu Reino não
era deste mundo; nunca ostentou nenhuma riqueza, pelo contrário, disse que não
tinha lugar onde reclinar a cabeça (Jo 18.36; Lc 2.7, 9.58, 12.18-21, 16; Mc
10.25; Mt 19.23-24).
Poderia aqui citar outras dezenas de “fake news
gospel”, mas o intuito aqui não é este e sim alertar a todos contra este veneno
que tem tirado muitos do Caminho. E, como se vacinar contra este vírus satânico?
Combater a “fake gospel” é muito mais fácil que combater as demais fake, pois
só temos uma fonte de consulta a fim de verificarmos a veracidade dos fatos e
ensinamentos, a Bíblia. Pode ser o homem com o maior currículo em termos de fé
e religião, se tentar ensinar algo que não tenha respaldo na Palavra, que seja
considerado anátema. Diga não à “fake gospel”, leia, medite, estude e viva as
Sagradas Escrituras, nossa única regra de fé e prática (Mt 22.29; At 17.11; Gl
1.8; Ap. 22.18-19; 2 Tm 2.15; 1 Jo 4.1).
Sola Scriptura!!!
Juvenal Oliveira


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