Mais um ano está se findando, para uns é um momento
de pura nostalgia onde as lembranças borbulham no cérebro; os bons momentos são
lembrados com a triste sensação de saber que nunca mais serão experimentados
novamente, já os ruins trazem o fel da dor que teima em incomodar novamente,
momentos que deveriam ser deletados da memória para sempre, mas insistem em
assombrar, principalmente nestas horas. Para outros, é um momento de pura
expectativa e euforia, onde a ansiedade é tanta com os sonhos projetados para o
novo ano que o passado já está arquivado e zipado e só será acessado em caso de
extrema necessidade. Já para alguns é indiferente, onde não há planos, sonhos,
metas, planejamentos ou sequer expectativa alguma. Apenas mais um ano e só. A
mesma rotina de sempre.
Não devemos perder tempo relembrando as
dificuldades ou momentos de triunfo vividos em 2017 apenas por um saudosismo
barato. Se tivermos que relembrar algo, deve ser com uma motivação escusável
para rever os planos, corrigir erros ou até mesmo para nos manter no caminho
certo, senão, não vale a pena.
Não devemos supervalorizar este momento, por ser
apenas uma transição imposta por um calendário. Devemos encará-lo como um
simples “pit stop” a ser utilizado para reabastecimento de ânimos, fé e esperança;
recalcular as metas e focar no objetivo. Não existe magia alguma no réveillon,
como alguns acreditam. Deixemos a superstição de lado e avancemos determinados
a vencer os desafios do porvir. Se quisermos buscar as soluções e ajuda no
mundo espiritual, então, temos que buscar algo mais confiável. Que tal na
Bíblia, e, jamais nos eximirmos da responsabilidade que temos em dar o melhor
de nós mesmos e não ficarmos achando que tudo irá cair do céu sem esforço
algum, como num passe de mágica.
Tenhamos uma visão realista/otimista, ou seja, a
noção da realidade em que vivemos com todas as implicações conjunturais,
econômicas e sociológicas, no entanto, sem perdermos a confiança de que a
tempestade que surge tende a passar com a mesma rapidez e que dias melhores
poderão surgir brevemente.
Não queiramos tentar fazer tudo sozinhos, incluamos
em nossos planos sempre a possibilidade de obtermos a ajuda de alguém. Somos
seres sociáveis e precisamos disto para a nossa sobrevivência. Jamais deixemos
Deus de fora, pois isto seria uma tolice, o prenúncio da nossa derrocada. Ele
precisa ter a primazia, pois nada acontece sem o seu aval.
Vamos aproveitar melhor o tempo que temos,
tratando-o como relíquia. Amemos mais, beijemos mais, abracemos mais, nos
doemos mais, perdoemos mais, sorriamos mais. Sejamos pessoas melhores para
construirmos um mundo melhor.
Que Deus nos abençoe neste novo ano, concedendo-nos
a sua proteção, provisão e direção a fim de cumprirmos os seus desígnios e que
a graça superabundante de Cristo Jesus permaneça para sempre, tornando-nos por
seu intermédio, mais que vencedores.
Feliz 2018!
São os sinceros votos de Juvenal e família a todos
os nossos amigos.




