A
grande dificuldade, creio que de todos, é conseguir colocar em prática estes
aprendizados, por parecer se formar um grande abismo entre o saber o que fazer,
como fazer e o fazer propriamente dito. Citarei um exemplo clássico desta
realidade: sabemos que a ansiedade é uma preocupação exagerada com algo que nem
ainda aconteceu e que é um sofrimento desnecessário, não obstante, andamos
ansiosos mesmo assim, ou seja, o nosso raciocínio funciona, mas a nossa mente
não lhe obedece. Os médicos e terapeutas dizem: Pratiquem esportes, procurem
relaxar, se ocupem com coisas prazerosas, evitem os excessos, procurem uma
alimentação saudável, etc. O nosso cérebro processa bem todas estas
informações, no entanto, na hora da prática, somos vencidos variadas vezes por
uma mente que teima em recalcitrar.
Dentre tantos desafios que enfrentamos nesta escola
de aprendizagem, estão as lembranças insistentes do passado e as preocupações
exorbitantes com o futuro que acabam prejudicando o nosso presente. O passado
se apresenta como um fantasma assustador, trazendo culpa, dor, frustrações,
mágoas e pesares, enquanto o futuro reproduz uma falsa imagem de gigantes
invencíveis, meras conjecturas.
Jesus, no sermão do monte, nos ensina a não
ficarmos inquietos pelo dia de amanhã, pois o dia de amanhã cuidará de si
mesmo. Ele diz ainda que basta a cada dia o seu mal, ou seja, não conseguiremos
mudar uma vírgula do nosso passado e não sabemos o que exatamente nos aguarda
no futuro (Mateus 6.34).
Contudo, não basta apenas sabermos racionalmente
como proceder, mas é preciso lutar insistentemente com a nossa teimosa mente a
fim de subjugá-la a fazer a coisa certa. Um homem que viveu centenas de anos
antes de Cristo compôs uma música onde havia um trecho que dizia assim: “Por
que estás abatida, ó, minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera
em Deus, pois ainda o louvarei…” (Salmos 42.11). Um homem que parece
falar consigo mesmo, lutando contra suas emoções, pensamentos, incertezas,
angústias, ansiedades e depressões, mas, apesar de tudo, no fim, obteve
vitória.
Portanto, este é um conflito milenar que todos
temos que passar e a boa notícia é que é possível vencer sim, com a ajuda de
Deus, como orientou o Apóstolo Paulo ministrando aos Coríntios: “Destruindo
os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e
levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo;” (2 Co. 10.5). Quando
se tornar impossível deter a nossa própria mente, então a submetamos àquele que
tudo pode, como fez o salmista.
Juvenal Oliveira


Amém!!
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