A realidade sombria do nosso país, dominado pela corrupção ética, moral e espiritual, mostra a face de um grupo considerável de pessoas inconformadas. Desde que haja razoabilidade, o inconformismo pode ser um grande aliado do homem no sentido de tirá-lo da sua zona de conforto e motivá-lo a lutar por seus ideais. Sair da inércia deve ser o primeiro passo, não obstante, deve-se ter o cuidado de não caminhar na direção errada ou lutar contra inimigos imaginários.
A inconformidade parece algo latente na vida humana, pois sempre haverá alguém insatisfeito com alguma coisa. Agora, alguns princípios devem ser observados. Primeiro, é justificável este sentimento, ou seja, será que os motivos são autênticos? Em segundo lugar, é ter discernimento e inteligência para fazer algo que realmente contribua para a mudança acontecer. E, em terceiro lugar, cada um deve perguntar a si mesmo se estaria disposto a ir até as últimas consequências para mudar aquilo que tanto o incomoda. Sendo mais claro, conseguiria morrer combatendo mesmo tendo a percepção de que não poderia mudar tal realidade? Mudar todo um sistema opressor? Uma luta que transcende os limites do visível e do mundo físico ou até mesmo mudar a sua própria natureza?
O apóstolo Paulo, escrevendo à Igreja em Roma, os orienta a que sejam inconformados (Rm 12.2). Inconformados com o pecado, pois o pecado é a única coisa que pode nos separar de Deus. Nem mesmo os demônios, com todo o poder que possuem, conseguem por si só nos separar de Deus (Is 59.2; Rm 8.38-39). Alguém que se conforma com o pecado está propenso à morte (Rm. 6.23; Tg. 1.15).
Inconformados com este sistema, chamado “mundo”, orquestrado por satanás, que vem ceifando a vida de milhares de pessoas através de suas ardilosas ciladas. Muitas vezes utilizando sempre as fraquezas humanas como isca, como, por exemplo, as drogas lícitas e ilícitas, que propiciam um prazer e uma alegria momentâneos, mas, o fim é a escravidão e a morte. A prostituição é outra arma predileta dele que age em conluio com a nossa natureza adâmica, banalizando o valor do corpo que a Bíblia chama de templo do Espírito Santo, tornando-o apenas um objeto de consumo totalmente descartável. O Diabo age sutilmente até encontrar uma brecha para atingir os homens com toda a espécie de corrupção, tornando-os amantes de si mesmos e totalmente insensíveis à dor alheia. A violência, para ele, tem um valor superestimado por ver as pessoas, a imagem e semelhança de Deus, se destruindo umas às outras e a vida vai perdendo gradativamente o seu valor.
Inconformados com o número de pessoas que carimbam diariamente o seu passaporte para o inferno, por ignorarem a voz de Deus que sussurra em seus ouvidos até o último suspiro, dizendo: Filho, eu te amo e quero te salvar da condenação eterna, basta se arrepender de seus pecados e crer em mim (Rm. 10.9).
Portanto, é este inconformismo que fará de cada cristão um pregador incansável até a volta de seu Senhor, pois o seu desejo é ver o máximo de pessoas experimentando a mesma graça, o mesmo perdão, o mesmo amor e a mesma salvação.
Soli Deo Glória
Juvenal Oliveira


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