terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A DITADURA IMPOSTA PELA MÍDIA




A grande mídia brasileira, representada pelas grandes emissoras de rádio e televisão, não é considerada órgão governamental, o que impediria que a definíssemos como sendo uma “ditadura”. De acordo com os dicionários, esta palavra significa um regime governamental não democrático ou antidemocrático, ou seja, regido por uma pessoa ou política onde não há participação popular. Entretanto, pela influência impositiva que ela exerce hoje sobre as grandes lideranças dos três poderes constituídos e a grande população, podemos defini-la como uma ditadura no sentido de tentar impor a sua vontade na marra. Ela elege e destitui governantes; dita regras comportamentais; promove e rebaixa entidades; impõe padrões culturais; transforma culpados em inocentes e vice-versa; enfim, impõe a sua cosmovisão à sociedade, sem oferecer ao público a liberdade de fazer as suas próprias escolhas.

São indiscutíveis os benefícios que os jornalistas trazem para a comunidade, pois muitos fatos extremamente prejudiciais só vieram a público pelo papel que desempenham no exercício de suas funções. Entretanto, eles precisam compreender que o que lhes compete é simplesmente informar, trazer o conteúdo das matérias sem emitir opinião. Destaca-se que tal posicionamento é peculiar ao seu pensamento e não uma verdade absoluta, como muitos fazem, talvez até mesmo pela pressão que recebem da emissora que representam.

A grande mídia se torna uma “ditadura” quando ignora a forma de pensar da maioria da população, principalmente em se tratando de assuntos polêmicos como homossexualidade, aborto, ideologia de gênero, educação familiar, legalização do uso de drogas, ideologias partidárias e muitos outros temas proeminentes. Quando tenta manipular perversamente a fim de impor a sua própria ideologia, que acaba por representar uma minoria insignificante da população.

Recentemente, um repórter conceituado de uma grande emissora disse ser inconcebível o presidente da república não se pronunciar sobre um massacre que ocorreu em um presídio em Manaus. No dia seguinte, o presidente falou sobre o assunto, como o tal repórter “sugeriu”, e isso tem se tornado uma rotina. O grande problema é que nem sempre o que a mídia quer significa o melhor para os brasileiros. A mídia se porta algumas vezes como o urubu, que se alimenta de “carniça”, ou seja, da desgraça alheia. O produto que ela negocia é a audiência sem medir as consequências.

 Em uma sociedade evoluída, não se admite mais a implantação de qualquer que seja a ditadura, inclusive a da mídia, pelo simples fato de ela impor algo que possa vir a não refletir o anseio do povo. Viva a democracia!

 

Juvenal Oliveira

 

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