segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

QUEM PODE ATENDER AO SEU “SOS”?





Milhares de pessoas pelo mundo afora estão constantemente emitindo um sinal de socorro. “SOS” é uma sigla universal utilizada como um sinal convencional em situações de extrema necessidade de ajuda em meio a um perigo eminente. Normalmente, quem manda este sinal é porque já se esgotaram todos os recursos disponíveis para solucionar o problema, como um navio isolado que está afundando e não há botes suficientes para toda a tripulação.

A grande questão de quem emite um “SOS” não é apenas ter alguém na fonia que identifique o seu sinal e a sua localização. Na maioria destes pedidos, até podem ser identificados, não obstante, o que há de se considerar é se haverá tempo suficiente para se prestar a devida assistência, e, mais, se quem estiver nas proximidades terá condições de reverter aquele quadro e não apenas “tentar lhe salvar”.

Quantas vezes testemunhamos pessoas expressando em um simples olhar o seu pedido desesperado por amparo. Pessoas querendo se libertar das drogas; se libertar de um sentimento de amargura profunda que fez o sol se por para sempre; se libertar de um estado de vida vegetativa, onde a única parte do seu corpo que funciona bem é a mente, gravando cada segundo de seu sofrimento, apenas esperando a morte chegar. Gente que geme pela ausência no atendimento de suas necessidades básicas, como vestimenta e alimento, diante do desprezo daqueles que tinham por obrigação lhes estenderem as mãos. Crianças que se perguntam o porquê de terem nascido naquele determinado lar e não sabem sequer a quem recorrer.

A Bíblia narra inúmeras experiências de homens e mulheres que, em meio à dor, clamaram por ajuda. “Elevo os meus olhos para os montes, de onde me virá o socorro?”, é a expressão de um coração encurralado pelo sofrimento. Mas, em poucos segundos, ele obtém a resposta de sua própria alma: “O meu socorro vem do Senhor que criou o céu e a terra.” (Sl 121.1-2). Que sábia conclusão!

Só o Senhor tem atributos suficientes para nos acudir em meio às tempestades que assolam o nosso pequenino barco no grande oceano da vida. Jesus curou os cegos, fez o paralítico andar, ressuscitou os mortos, deu ordens ao mar e ao vento, demonstrando autoridade sobre a natureza (Jo. 9, 11.35-44; Mt. 9.6; Mc 4.35). Venceu a morte e está à destra do Pai, pronto para ouvir o seu clamor (I Pe. 3.22). E, mesmo que ele não lhe tire da tempestade, garantirá que o seu barco não naufrague (Jo. 17.15).

Portanto, você que se encontra em um momento de aflição e tem consciência de que nenhum homem conseguirá socorrê-lo eficazmente. Emita hoje mesmo um “SOS”. É simples. Basta você acreditar e invocar o seu nome.

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Mt. 11.28-30).

 

Juvenal Oliveira.

 


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A DITADURA IMPOSTA PELA MÍDIA




A grande mídia brasileira, representada pelas grandes emissoras de rádio e televisão, não é considerada órgão governamental, o que impediria que a definíssemos como sendo uma “ditadura”. De acordo com os dicionários, esta palavra significa um regime governamental não democrático ou antidemocrático, ou seja, regido por uma pessoa ou política onde não há participação popular. Entretanto, pela influência impositiva que ela exerce hoje sobre as grandes lideranças dos três poderes constituídos e a grande população, podemos defini-la como uma ditadura no sentido de tentar impor a sua vontade na marra. Ela elege e destitui governantes; dita regras comportamentais; promove e rebaixa entidades; impõe padrões culturais; transforma culpados em inocentes e vice-versa; enfim, impõe a sua cosmovisão à sociedade, sem oferecer ao público a liberdade de fazer as suas próprias escolhas.

São indiscutíveis os benefícios que os jornalistas trazem para a comunidade, pois muitos fatos extremamente prejudiciais só vieram a público pelo papel que desempenham no exercício de suas funções. Entretanto, eles precisam compreender que o que lhes compete é simplesmente informar, trazer o conteúdo das matérias sem emitir opinião. Destaca-se que tal posicionamento é peculiar ao seu pensamento e não uma verdade absoluta, como muitos fazem, talvez até mesmo pela pressão que recebem da emissora que representam.

A grande mídia se torna uma “ditadura” quando ignora a forma de pensar da maioria da população, principalmente em se tratando de assuntos polêmicos como homossexualidade, aborto, ideologia de gênero, educação familiar, legalização do uso de drogas, ideologias partidárias e muitos outros temas proeminentes. Quando tenta manipular perversamente a fim de impor a sua própria ideologia, que acaba por representar uma minoria insignificante da população.

Recentemente, um repórter conceituado de uma grande emissora disse ser inconcebível o presidente da república não se pronunciar sobre um massacre que ocorreu em um presídio em Manaus. No dia seguinte, o presidente falou sobre o assunto, como o tal repórter “sugeriu”, e isso tem se tornado uma rotina. O grande problema é que nem sempre o que a mídia quer significa o melhor para os brasileiros. A mídia se porta algumas vezes como o urubu, que se alimenta de “carniça”, ou seja, da desgraça alheia. O produto que ela negocia é a audiência sem medir as consequências.

 Em uma sociedade evoluída, não se admite mais a implantação de qualquer que seja a ditadura, inclusive a da mídia, pelo simples fato de ela impor algo que possa vir a não refletir o anseio do povo. Viva a democracia!

 

Juvenal Oliveira

 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

“E NÃO NOS DEIXES CAIR EM TENTAÇÃO...”





A palavra tentação, no grego “peirasmos”, tem pelo menos dois significados: primeiro, induzir ao pecado e, segundo, testar o valor e o caráter dos homens. Na Bíblia, ela aparece inúmeras vezes. No caso desta frase empregada por Jesus ao ensinar os seus discípulos a orar, acredita-se que podemos utilizar os dois significados, entretanto, aqui será versado somente quanto ao sentido de “indução ao pecado”.

Existem pelo menos duas maneiras de sermos induzidos ao pecado: primeiro, pelos instintos internos e segundo, pelos ataques externos do inimigo de nossas almas. Tiago afirma que, ao sermos tentados pelos nossos próprios instintos, não podemos atribuir essa tentação a Deus.

Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebida, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.” (Tg. 1. 13–15).

Esta história de super-homem é coisa de cinema, pois na vida real, todos os humanos sempre estarão expostos à tentação. Muitas pessoas são vencidas por ela, por isso Jesus ressalta sobre o dever de orar sempre neste sentido. Não adianta negar, todos possuem algum tipo de fraqueza; o que pode mudar são as áreas de fragilidade de cada um. Para alguns, o ponto fraco é o apego exagerado ao dinheiro, que a Bíblia chama de idolatria (Cl 3.5); para outros, a lascívia; ou a soberba; a dificuldade em perdoar e a facilidade de guardar rancores e mágoas, etc. Lutas e conflitos internos que todos têm que vencer minuto a minuto. É o seu inimigo íntimo; a sua natureza terrena te empurrando para baixo; a luta da carne contra o espírito. Para vencer estas tentações habituais, todos precisam subjugá-las ao senhorio de Cristo rotineiramente. (Rm. 7.17-8.1; Mt 26.41).

Outro tipo de tentação que todas as pessoas sofrem são as investidas frequentes do Diabo, um ser muito astuto, que costuma agir nas vulnerabilidades de cada indivíduo. São os ataques externos que sobrevêm principalmente sobre aqueles que se predispõem a fazer a diferença nas mãos do seu Deus. Contra estes assédios, todas as armas humanas são ineficazes, desta forma, a única maneira de vencerem é se refugiar no Senhor, como orienta Tiago:

Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações. Senti as vossas misérias, e lamentai e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo em tristeza. Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará. (Tg. 4.7-10)

Desta forma, se todos seguirem as orientações do Mestre, orando em todo o tempo, as tentações, sejam elas internas ou externas, sempre serão vencidas (Mt. 4.1-10; Hb. 4.15).

 

Solus Christus

Juvenal Oliveira