Quanto mais se aproximam os dias da volta de Cristo
para buscar os seus, mais urgente se torna o papel a ser desempenhado pela sua
Igreja na terra. Para que ela possa cumprir a sua missão, é mister que ela
tenha uma visão diferenciada, ou melhor, ampliada.
Isaías é considerado o profeta messiânico pelas
inúmeras vezes que preanunciou a vinda de Cristo. A igreja contemporânea tem
muito a aprender ainda com este grande homem de Deus. No capítulo seis do seu
livro, ele narra uma experiência incrível que teve com o Senhor. Uma visão que
abrangia três distintas dimensões. São estas dimensões que a igreja precisa
alcançar nos últimos dias do fim.
Primeiro, a imagem da sua visão possuía altura. Ele
vê o esplendor de Deus. Teve a sua própria experiência com o Eterno. A igreja
precisa marchar em direção aos mais terríveis desafios que estão à frente, não
baseadas apenas no que está escrito ou em experiências vividas por outros no
passado ou presente. Quanto maior for a altura da imagem, maior será o seu
alcance, significa que quanto maior for o grau de intimidade desta igreja com o
seu Noivo, maiores serão as áreas a serem impactadas por ela e maior será a sua
eficácia. (Jó 42.5, 2 Tm 1.12).
Segundo, a imagem da sua visão tinha profundidade.
Ao ser confrontado pela santidade de Deus, ele fechou os olhos para o exterior.
Fez um autoexame. Sabia que, para ir adiante, precisava estar preparado.
Precisava passar pelo olhar misericordioso, porém puro, do Espírito Santo, dizendo-lhe:
sede santo assim como Eu o sou. A santidade para a Igreja não é algo opcional,
é condicional. Ela só conseguirá chegar neste estágio a partir do momento em
que olhar corajosamente para dentro de si mesma. Quanta sujeira, ciúmes,
inveja, sentimentos egoístas, mediocridade, maledicências, falta de compaixão e
amor podem ser detectados, coisas que se tornam obstáculos para o agir do
Senhor. Para ser tocada assim como Isaías foi, é necessário que esta Igreja
enxergue a si mesma corajosamente. Identifique onde precisa mudar e se
arrependa, deixando-se ser tocada também pela brasa viva do sublime altar do
Pai.
Terceiro, a imagem da visão do profeta tinha
largura, ele viu a humanidade perdida que precisava também experimentar desta
mesma graça. A Igreja não pode ficar acomodada nos templos esperando pelos
pecadores. Tendo apenas experiências, buscando alimento e cura para si mesma. A
sua visão não pode ter apenas altura (ver a Deus) e profundidade (ver a si
mesma). Estas duas primeiras partes da visão deverão levá-la a uma terceira
dimensão tão importante quanto as anteriores, o mundo perdido onde milhões de
pessoas estão sendo sentenciadas ao inferno a cada minuto num caminho sem
volta.
Portanto, a visão em 3D que a igreja precisa ter
não deve ser um fim em si mesmo, mas a oportunidade de, assim como Isaías,
responder afirmativamente e convictamente diante de um chamado imperativo:
Envia-nos, Senhor, a todas as nações para o teu Reino vir sobre nós.
Soli Deo Glória!
Juvenal Oliveira


Muito interessante esta analogia.
ResponderExcluirQue possamos despertar, pois muitos tem morrido sem Deus, sem salvação.
Muito interessante esta analogia.
ResponderExcluirQue possamos despertar, pois muitos tem morrido sem Deus, sem salvação.
Perfeito! A largura só será possível tendo profundidade e a profundidade quando tiver a altura.
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