No dicionário, o sentido mais apropriado para
“misericórdia” é compaixão, piedade, entretanto, quando empregada para definir
uma atitude ou sentimento de Deus em relação aos homens, o seu sentido se torna
muito mais abrangente. No Novo Testamento, “misericórdia” é a tradução da
palavra grega “eleos” (Lucas 10.37, Hebreus 4.16) e “oiktirmos” (Filipenses
2.1, Colossenses 3.12), sendo que esta última significa companheirismo. Esta
palavra aparece na Bíblia cerca de 158 vezes.
Deus criou o homem para viver eternamente, sem
sofrimento ou dor. Era simples, ele somente precisava seguir as suas
orientações; podia fazer tudo, exceto se aproximar de uma determinada árvore e
comer do seu fruto. Pois foi exatamente o que o primeiro homem fez, desobedeceu
a Deus, trazendo consigo as consequências de seu ato. Agora ele teria que suar
muito para sobreviver e, pior, com dores, sofrimentos e, enfim, a morte eterna.
Misericórdia é termos a possibilidade de não
recebermos a condenação proferida pelo ato de desobediência de Adão, que foi
estendida a toda a humanidade. Portanto, misericórdia é não
recebermos a condenação eterna que todos, sem exceção,
tinham que receber pelo pecado herdado desde o Éden (Romanos 5.12). É Deus nos
dando uma nova chance para arrependimento a cada dia de nossas vidas.
Favor merecido, dádiva é a definição para “graça”
segundo alguns dicionários, já na Bíblia o seu significado é favor
imerecido e aparece 217 vezes. Ninguém é merecedor desta graça.
Não há nada que possamos fazer para nos tornar dignos de recebê-la. Todos
pecaram e se afastaram de Deus (Romanos 3.23). O preço pela nossa reconciliação
foi devidamente pago na cruz do calvário. A única coisa que o homem precisa
fazer para tomar posse deste favor imerecido é se arrepender de seus pecados e
reconhecer a Jesus como Senhor e Salvador de sua vida (Romanos 10.9).
Concluo, citando o seguinte texto: “Cheguemos,
pois, com confiança ao trono da graça, para podermos alcançar misericórdia e
achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.” (Hebreus 4.16).
Soli Deo
Glória!
Juvenal Oliveira


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