“Até quando,
Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não
salvarás? Por que razão me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão? Pois
que a destruição e a violência estão diante de mim, havendo também quem suscite
a contenda e o litígio. Por esta causa, a lei se afrouxa, e a justiça nunca se
manifesta; porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida.”
(Habacuque 1.2-4).
Muita coisa aconteceu neste mundo desde esta época
vivida por Habacuque até os dias de hoje, em especial neste solo que chamamos
de Brasil, entretanto, parece que vivemos as mesmas mazelas; os mesmos
conflitos; as mesmas inquietações, diante de uma realidade cruel em que nos
deparamos com tantas desvirtuações. Hoje existem centenas de pessoas que não se
renderam a este sistema imoral, blasfemo, que, assim como Habacuque, grita em
direção aos céus: Por Deus? Tanta frieza; tanto desdém com a vida humana; tanto
egoísmo; tanta luxúria; tanto relativismo, onde nada, absolutamente nada, é
absoluto, principalmente os valores.
A resposta ao clamor daquele homem de Deus vem
contundentemente:
“Mas o
Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra.” (Habacuque
2.20).
O aparente caos social não significa que Deus tenha
perdido o controle sobre os acontecimentos, muito pelo contrário, significa que
tudo está caminhando de acordo com o que Ele mesmo já preanunciara na sua
Palavra:
“E ouvireis
de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister
que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação
contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em
vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores. Então vos hão
de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas
as nações por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e
trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos
falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o
amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.”
(Mateus 24.6-13).
Diante da resposta de Deus, Habacuque teve duas
reações. A primeira foi em se alegrar em saber que Deus não estava surdo,
inerte, insensível a toda aquela realidade e mais, fazia questão de afirmar que
Ele não havia perdido o controle da situação. A segunda foi angustiante, saber
que o remédio seria amargo, que as consequências seriam desastrosas para
aqueles incrédulos, desobedientes, apóstatas, pois pagariam um alto preço, com
muita dor, sofrimento e, por conseguinte, a morte eterna, sendo chamada de
inferno.
Habacuque termina o seu diálogo com Deus
estupendamente, palavras que ecoam pelos séculos e que, para os fiéis
contemporâneos, são um bálsamo diante de tristes realidades em que somos
obrigados a testemunhar no dia a dia:
“Porque
ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione
o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as
ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu
me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a
minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as
minhas alturas.” (Habacuque 3.17-19).
Dessarte, meus amigos, é tempo de decidirmos. De
que lado nós queremos estar? Do lado daqueles que se corromperam e não se
arrependeram, recebendo como recompensa o castigo eterno. Ou do lado daqueles
que permanecem fiéis aos ensinamentos e mandamentos de Deus. Estes, que, mesmo
em meio ao martírio, ao sofrimento e à dor, sorrirão, como Habacuque, crendo
que Deus está no controle de tudo, e terão uma justa recompensa por se
submeterem inteiramente à sua vontade.
Soli Deo Glória!
Juvenal Oliveira


