Um blog com publicações apologéticas, relacionadas a religião e a fé cristã. Todos os temas fundamentados na Bíblia Sagrada. O propósito principal é trazer edificação para a sua vida espiritual através da propagação das boas novas do evangelho de Cristo Jesus.
sábado, 30 de abril de 2016
quinta-feira, 21 de abril de 2016
OS DEZ MANDAMENTOS NA ESCOLHA DO PREFEITO

Este ano é ano de eleições municipais e hoje
estarei falando sobre a figura do prefeito. Quais são os critérios a serem
observados na escolha do candidato, de modo a podermos contemplar o avanço, a
prosperidade e a melhoria do nosso município? Queremos um prefeito que possa
oferecer mais oportunidades de emprego, diminuindo a carga tributária sobre as
empresas que já atuam no município, assim como o incentivo à entrada de novas
outras.
Um líder do Executivo que mantenha uma Secretaria
de Saúde eficiente, buscando de todas as formas oferecer saúde de qualidade a
todos os munícipes, e isso implica em salários dignos a todos os profissionais
da área que arriscam suas vidas diuturnamente para salvar outras. Um prefeito
visionário que invista responsavelmente em educação, mantendo uma Secretaria de
Educação compromissada em oferecer escolas com alto padrão de qualidade e
isenta de doutrinação político-partidária; disponibilizando cursos técnicos e
profissionalizantes; manter os professores motivados através de salários justos
e em constante aperfeiçoamento, de modo a resgatar os valores que vem se
perdendo ao longo destes últimos anos, principalmente, quanto à importância da
família, o patriotismo e os princípios éticos e morais, alicerces de uma
sociedade próspera.
Um bom gestor público se empenhará por manter um
transporte público mais acessível a todos, acabando com o monopólio da empresa
que atua há séculos na região e que, além de cobrar preços exorbitantes,
oferece um transporte ineficiente e que não pode atender todos os bairros da
cidade. Enfim, o que se espera de um prefeito é uma gestão pública eficiente,
administrando com responsabilidade e evitando desperdícios e gastos
desnecessários, não destruindo o que já foi feito pelo administrador anterior,
como é o costume de muitos. Para tanto, precisa estabelecer prioridades no
emprego do orçamento, atendendo primeiramente às necessidades básicas de cada
cidadão, pois ninguém aguenta mais a estratégia ultrapassada do famoso “pão e
circo”, ou seja, enganação eleitoreira.
Quais são os critérios a serem observados na
escolha de um candidato a prefeito? Enumerarei alguns deles a seguir:
1º — Um candidato que tenha ficha limpa, ou seja,
que não tenha sido condenado por decisão de órgão colegiado (com mais de
um juiz), mesmo que ainda exista a possibilidade de recursos.
2º — Que possua um conhecimento mínimo sobre
administração pública, ainda que não possua formação acadêmica. Um candidato
ignorante (no sentido de desconhecer) será facilmente manipulado por aqueles
que conhecem a fundo como funciona administrar um município. Este candidato
será um mero fantoche nas mãos de lobistas e aproveitadores.
3º — Um candidato com princípios éticos e morais.
Um candidato ficha limpa não indicará necessariamente que seja íntegro, entretanto,
o risco será bem menor dele ceder aos “esquemas ilícitos e imorais”. O
candidato precisa deixar muito claro para a população, ainda durante a sua
campanha, que será intolerante com quaisquer sistemas de corrupção. Hoje
existem vários recursos disponíveis na ‘internet’ para se examinar um
candidato, basta obter o seu nome completo e o número do seu CPF. Se não
conhece nada sobre ele, procure se informar sobre sua vida pregressa, sempre
haverá alguém próximo a ele que poderá lhe fornecer alguma informação relevante
de modo a poder traçar o seu perfil.
4º — Observe qual o perfil do Partido Político que
ele representa e quais os seus posicionamentos ideológicos. Cuidado com aqueles
candidatos que saíram de determinado partido quando viram que ele estava em
ruínas. Será que este político não ficou contaminado pela forma de fazer
política daquele determinado partido?
5º — Procure saber a origem do dinheiro da sua
campanha, o Tribunal Superior Eleitoral disponibiliza na sua página na
‘internet’ estas contas detalhadamente. Esta informação é importantíssima para
sabermos quem o está apoiando e se sua campanha concorda com o declarado. Uma
campanha milionária e não declarada pode ser indício de dinheiro oriundo de
corrupção. Um candidato que começa assim, nós já podemos prever qual será o
desfecho disso.
6º — Observe se este candidato já exerceu algum
cargo na política e como foi o seu desempenho. São Pedro da Aldeia já teve a
infeliz experiência de fazer parte de uma estatística negativa divulgada pela
grande mídia. O seu prefeito, da época, foi considerado o pior prefeito do
estado do Rio de Janeiro e o segundo pior do Brasil. Quem insiste em reeleger
um candidato assim ou é ignorante (falta de conhecimento) ou tem a garantia de
receber algum privilégio dele, não pode haver outra explicação.
7º — Procure se informar acerca do seu plano de
governo, se existe coerência, confiabilidade, consistência e exequibilidade.
Procure se informar acerca do seu posicionamento em relação a pontos polêmicos,
entretanto, importantes para toda a sociedade, tais como: família, aborto,
liberdade religiosa, liberdade de expressão, etc.
8º — Não escolha o candidato por simpatia ou por
amizade apenas, saiba separar as coisas, pois é o futuro de milhares de pessoas
em jogo. O que adiantará toda a sua cortesia no trato para com as pessoas nas
ruas, sua simpatia, demonstração de humildade, algo que pode ser superficial,
se ele for um péssimo administrador.
9º — Não escolha o candidato por interesses
próprios em troca de promessas, seja por uma portaria, por exemplo, ou por
outro motivo de ordem particular, pois o preço pode ser muito alto a ser pago.
Hoje o nosso Estado está falido, por isso, repense se vale mesmo a pena votar
por interesses próprios, pois, se o município também falir, você acha mesmo que
continuará a ter os privilégios prometidos em campanha?
10º — Procure arrancar do candidato os motivos
pelos quais o levaram a se interessar pelo cargo. Quais são as suas verdadeiras
motivações? Se ele conhece profundamente os problemas da nossa cidade. Está
realmente disposto a servir ao povo Aldeense ou só quer apenas um bom salário e
todas as prerrogativas que o cargo irá lhe proporcionar?
Destarte, se você observar todos os pontos
supramencionados antes de escolher o seu candidato, terá uma grande
possibilidade de realizar uma melhor indicação. Existe também a possibilidade
de você não encontrar nenhum candidato que preencha os requisitos mínimos para
fazer jus ao seu voto. Então, o que deve fazer? Vote com responsabilidade,
discernimento, inteligência e de acordo com a sua consciência. Lembre-se de que
não decidir também é uma decisão, por isso, quem opta por não participar do
processo de eleição, depois também não terá o direito de reclamar. Pior do que
votar errado, é abrir mão do seu direito de eleger e é exatamente isso que
muitos querem. Uma população indiferente, submissa a tudo, apática, que não
reivindica os seus direitos e que aceita tudo por parte dos politiqueiros de
plantão, verdadeiras sanguessugas do erário.
Juvenal Oliveira
terça-feira, 19 de abril de 2016
terça-feira, 12 de abril de 2016
O GRANDE DESAFIO DE LUTAR CONTRA O “SISTEMA”
Todos estão inseridos em algum tipo de sistema ou
sistemas. Esta palavra tem uma definição muito ampla e até complexa. Por isso,
serão dadas a seguir algumas definições que serão o norte para o que se quer
abordar neste texto. Segundo os dicionários, dentre outras definições, um sistema é um
conjunto de elementos interdependentes de modo a formar um todo organizado; conjunto
das instituições econômicas, morais, políticas, religiosas e profissionais de
uma sociedade a que os indivíduos se subordinam. Estes sistemas não
seguem um padrão de comportamento preestabelecido, normalmente operam
paralelamente ou inseridos no padrão adotado por estas instituições através de
seus regimentos, isto é, não é identificado superficialmente.
Em praticamente todos os setores da sociedade
existem os sistemas formados não de um dia para o outro, mas no decorrer de
anos. Para que todos entendam aonde se quer chegar, serão dados alguns exemplos
de sistemas. Sistema político brasileiro, que engloba todos aqueles que fazem
parte direta ou indiretamente da política em todas as esferas; a Imprensa onde
estão inseridos todos os jornalistas, emissoras de rádio e TV e todos aqueles
que oferecem o suporte para o seu pleno funcionamento; um órgão administrativo
seja ele público ou privado; uma federação esportiva com todos os seus atletas,
dirigentes; uma determinada categoria trabalhista; uma instituição
eclesiástica, etc. Poderia aqui exemplificar muitos outros, mas esta não é a
finalidade. Por que é tão difícil combater os sistemas ou aniquilá-los, nos
casos de sistemas perniciosos? Existem algumas especificidades nestes sistemas
que os tornam quase que indissolúveis.
Em primeiro lugar, ele não costuma ser comandado
apenas por uma pessoa. Não existe um chefe ou líder bem definido, normalmente a
sua linha de comando segue enraizada, não necessariamente na vertical, seguindo
uma cadeia hierárquica. No entanto, ele pode estar sob o domínio de um grupo na
horizontal que tenha um relacionamento interdependente. Destruir um inimigo invisível
se torna bem mais difícil.
Em segundo lugar, ele não obrigatoriamente será
fiel às leis, normas, estatutos, regimentos, etc., pois o seu surgimento em
algumas instituições é exatamente para intrujar os regulamentos e encurtar o
trajeto para chegar aos seus objetivos, sejam eles lícitos ou ilícitos. Pode
ser que um determinado sistema tenha na sua origem boas intenções, para
facilitar a vida de seus componentes, entretanto, infelizmente, quando
utilizamos a palavra “sistema” neste contexto, é sempre depreciativamente.
Todos os sistemas têm como característica a aparência de ser pautados
exclusivamente na lei, mas ao se examinar alguns deles mais a fundo,
constatar-se-á que existem manobras para torná-los legítimos. Podem até estar
baseados nas leis, entretanto, poderão não passar no crivo da ética e da
moralidade.
Em terceiro lugar, ele já nasce grande, com os seus
tentáculos entranhados por toda a parte, ficando inclusive muito difícil de ser
identificado onde se delimita o seu começo e o seu fim. Como arrancar uma
planta com raízes tão profundas? Não adianta apenas cortar-lhe o tronco, se a
raiz permanecer, logo ela brotará e, ainda, crescerá com mais força. Muitos têm
falhado em lutar contra o sistema, ao pensarem que, ao cortarem o seu tronco, sem
arrancar-lhes a raiz, poderão derrotá-lo; substituem algumas pedras do
tabuleiro, no entanto, não conseguem vencer o jogo.
Em quarto lugar, apesar de muitos sistemas terem se
formado sem nenhuma orquestração, quando ele se instaura acaba trazendo consigo
muitos interesses para um grupo considerado de pessoas pertencentes à
instituição. Estes interesses não se resumem apenas a pecúlio, mas em poder,
posição, facilitações das mais variadas possíveis, influências não apenas no
sistema em si, como também em outros sistemas interligados a outras
instituições. Acabar com o sistema implica em mexer na vida de muita gente;
implica em retirá-las da zona de conforto; implica em fazê-las buscar o
crescimento através da competência e do profissionalismo em detrimento da
influência, do conchavo; implica em acabar com os nepotismos, que apesar deste
termo ser específico para o meio político, pode ser empregado também para
outras instituições, inclusive religiosas, pois o fim é o mesmo.
Em quinto lugar, para se formar um sistema, é
necessário que a sua cúpula se torne interdependente, cúmplices, a fim de
manter esta ligação quase que de maneira escrava. Trabalha de tal modo que, se
atingir apenas um de seus integrantes, irá trazer muitos outros juntos como
efeito dominó, por isto, a tendência em um sistema é sempre haver o
corporativismo protecionista; uma blindagem quase impenetrável.
Estes “sistemas” a que se refere são excessivamente
danosos à sociedade, ao favorecerem alguns e trazem prejuízos a maioria;
impedem o crescimento de toda uma sociedade pelo ciclo vicioso que adota,
impedindo que os mais capacitados criem asas, evoluam, cresçam até chegar ao
seu limite e, assim contribuam muito mais para a coletividade; adoece muita
gente bem intencionada pelo sentimento de impotência e que buscam tão somente
vislumbrar um futuro melhor e mais igualitário; gente que sabe do potencial que
tem e que poderia ir muito além; a competividade desleal e seletiva impostas
pelos sistemas impedem o crescimento e o progresso das instituições.
Muitos já lutaram incansavelmente contra os
sistemas ao ponto de perderem as suas próprias vidas, não obstante,
pouquíssimos conseguiram vencê-lo definitivamente. Um exemplo claro e bem
presente é o caso do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Benedito Barbosa Gomes.
Quantos sonhos devem ter invadido a sua mente quando foi nomeado para o STF?
Sonhos de poder realizar as mudanças necessárias na sua instituição que
refletiriam positivamente para todo o país. Estes sonhos foram frustrados
quando se viu isolado e vencido. Mesmo sendo o presidente da mais alta corte da
república, não lhe restou outra opção senão abrir mão do seu cargo para não
tornar-se cúmplice de um sistema, no mínimo, perverso.
O que dá esperança em lutar contra estes gigantes é
saber que os homens de bem não estão sós. Em todas as instituições por este
Brasil afora existem pessoas íntegras, que não se renderão aos sistemas. Elas
continuarão lutando, até a morte, se preciso for, para colocarem na lona estes
“Golias” que desafiam o povo constantemente. Quando Joaquim Barbosa “jogou a
toalha”, todos os brasileiros se abateram e ficaram cabisbaixos. Eles sabiam da
sua importância ao ocupar aquela cadeira e como era um exemplo a ser seguido
por todos os brasileiros. No entanto, dentro de pouquíssimo tempo, Deus levanta
um SÉRGIO MORO, mostrando para todos que não estão sozinhos nesta
luta, que no fim, o bem sempre prevalecerá contra o mal.
Juvenal Oliveira
segunda-feira, 4 de abril de 2016
PARE DE SOFRER...
Muitos já tentaram, ao longo de centenas de anos,
decifrar os códigos das possíveis causas para o sofrimento humano,
mas, até o momento, ninguém conseguiu chegar a um denominador comum. Acredito
que o que levou você a começar a ler este texto foi a curiosidade em saber a
fórmula para se evitar tamanha dor, os porquês de seus tantos sofrimentos. Quem
nunca sofreu? Quem já não viveu momentos tenebrosos? Uma coisa é certa, neste
exato momento, milhares e milhares de pessoas estão sofrendo por
uma infinidade de causas. O que poderia diferenciar uma das outras seria a
intensidade da sua dor. Dor esta que não está relacionada apenas ao corpo
físico, mas muitas vezes vai além, atingindo a sua alma e emoções.
Utopia de minha parte pensar que conseguiria
explicar as causas para o sofrimento, a dor, a angústia e, o
mais importante, imaginar que poderia oferecer a solução por tudo isto
vivenciado diuturnamente por grandes multidões. Entretanto, sem querer me
colocar em uma posição proeminente aos profissionais da área, tais como
médicos, terapeutas, líderes espirituais, filósofos, sociólogos e outros que
estudaram mais a fundo acerca do comportamento e fisiologia humanos. Gostaria
de compartilhar alguns pontos que possam ajudar àqueles que andam assolados
pelo sofrimento sem conseguirem enxergar uma saída.
Por que sofremos tanto? Seria algum tipo de carma?
Seria algo genético? Quem nunca se perguntou o porquê de estar passando por
tamanha dor? Recentemente, em um comercial de TV, foi dito que o que move o
mundo não são as respostas, mas as perguntas.
Sem querer espiritualizar tudo, como muitos fazem
ao tratar deste assunto, quero voltar no tempo até encontrar o início de tudo.
Você sabia que o primeiro casal que pisou neste planeta viveu imune ao
sofrimento por um grande período de tempo? Sabia também que foi por um ato de
desobediência deles ao Criador, que foi aberto o portal para a entrada do
sofrimento na vida humana, além de muitas outras terríveis implicações (Gênesis
3.16)?
Então já constatamos que o sofrimento não é
privilégio apenas de um grupo seleto. Toda a raça humana, sem exceção, foi
sentenciada a passar por estas amargas experiências a partir da entrada do
pecado no mundo. Alguns com mais intensidade e por um período de tempo maior.
Já outros nem tanto, certo é que se você não passou ainda por um momento
de sofrimento, algo que considero pouco provável, se
prepare, pois um dia ele baterá à sua porta de maneira inopinada, faz parte da
vida na terra.
Já vimos que todos têm que aprender a lidar com
esta aflição, mas também não gostaria de ser tão simplista ao ponto de colocar
toda a culpa pelo sofrimento no pecado, pois ele foi apenas a porta de entrada.
Por que sofremos então? Seria Deus um carrasco, insensível, desprovido de amor?
Muitas são as razões para as aflições, inclusive a de não haver razão alguma a
não ser a de que já nascemos pecadores (Romanos 5.17-20).
Muitas pessoas sofrem com um tipo de sofrimento denominado,
por mim mesmo, de “miragem do deserto”, ou seja, na verdade, não existe causa
alguma para a sua dor. São criações imaginárias da nossa mente que, mesmo sem
causa, levam milhares de pessoas aos consultórios terapêuticos, são as chamadas
doenças psicossomáticas.
É normal vermos pessoas diante da dor e
do sofrimento, de imediato tentando colocar a culpa em Deus
ou no Diabo. Às vezes, o sofrimento é simplesmente resultado de nossas más
escolhas, veio porque decidimos ir por um caminho errado, optamos por fazer
algo de maneira errada. O livro de Provérbios diz o seguinte: “Há um
caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte.”
(Provérbios 16.25).
Para alguns de nós, o sofrimento é
a única maneira que Deus tem para nos ensinar a vivermos melhor; para
reconhecermos quem somos verdadeiramente, pó; para arrancar de nós toda a
altivez, arrogância e presunção; para descermos as escadas da humildade. Todos
nós aprendemos algo após ter experimentado um grande momento de sofrimento;
a tendência é tornarmos mais humanos, altruístas e darmos mais valor à vida. É
o tipo de estágio de aprendizado que ninguém quer passar, mas se faz necessário
para o nosso crescimento.
Deus, ao criar o mundo, resolvera deixar por último
a sua verdadeira obra-prima, o homem. Desde a sua criação, este ser fantástico,
maravilhoso, misericordioso, amoroso, vem tentando a todo custo atrair a minha
e a sua atenção e, infelizmente, muitas vezes, sem sucesso. Só nos lembramos
Dele para pedir alguma coisa; quando alguma coisa ruim acontece, logo colocamos
a culpa Nele; quando somos agraciados com belas coisas, nem sequer lhe
agradecemos, afinal de contas, fizemos por merecer, não é mesmo? Pelo amor que
este Deus tem por cada um de nós e devido à dureza do nosso coração, Ele
resolve utilizar o último remédio, amargo, ruim, mas será a sua última
investida para nos trazer a sua presença. Ele permite que o sofrimento chegue
até nós. Como um pai que corrige rispidamente um filho por querer ver o seu bem
no futuro. (Hebreus 12.5-6).
Se você conseguiu chegar até aqui na leitura,
deve estar se perguntando: Cadê as soluções para o meu sofrimento? Qual é a
fórmula? Muita gente, de forma até irresponsável, tem feito promessas
infundadas para o homem se livrar do sofrimento. Utilizam um jargão atrativo e
convincente, pelo menos para os mais desesperados: “pare de sofrer”.
Apesar de não existir uma fórmula mágica para nos
livrarmos do sofrimento, existem mecanismos que certamente
nos ajudarão a conviver com ele de forma mais amena e suportável. Primeiro,
entender que o sofrimento é algo inerente aos seres humanos; segundo, ter a
consciência de que sempre haverá um aprendizado; e terceiro, crer que existe um
Deus nos céus que nos ama muito e não ficará surdo ao clamor de um coração
contrito.
Davi, um homem considerado segundo o coração de
Deus, escreveu um lindo texto baseado em suas experiências com o Altíssimo: “Ainda
que eu andasse pelo vale da sombra da morte (sofrimento intenso), não temeria
mal algum, pois Tu estás comigo, a tua vara e o teu cajado me consolam”
(Salmos 23.4). Deus não poupou Davi de passar por momentos de aflições, mas
esteve presente a todo momento com ele, oferecendo todo o suporte a fim de que
conseguisse vencer, assim como também faz com cada um de nós.
Destarte, quero concluir afirmando que no mundo
todos passaremos por aflições, mas devemos ter bom ânimo e enxergarmos, ainda
que na dor, que precisamos de Jesus bem pertinho de nós. Ele foi o único homem
que poderia ter optado por não experimentar o sofrimento,
entretanto, preferiu voluntariamente sofrer, e muito, ao ponto de ser
crucificado numa cruz, para nos libertar do sofrimento eterno,
o inferno. Ele padeceu horrores, morreu, mas ao terceiro dia ressuscitou e vive
para sempre, assim também todos aqueles que nele crerem poderão passar
por sofrimentos, mas terão a garantia de vida eterna. (João
16.33; I Coríntios 6.14; II Coríntios 4.14-18).
Soli Deo Glória!
Juvenal Oliveira


