sábado, 19 de março de 2016

IMPEACHMENT: SOLUÇÃO OU APENAS UM PALIATIVO?





Gostaria muito de acreditar que o impeachment da nossa Presidente da República, Dilma Rousseff, poderia resolver os nossos maiores problemas atuais, que envolvem principalmente a política e a economia. Já está mais do que na hora de nós amadurecermos, ampliarmos a mente; a nossa visão de país de terceiro mundo.

Mesmo estando certo de que não existe mais qualquer possibilidade de governabilidade por parte da atual presidente, somente retirá-la do poder não vai resolver os nossos problemas. Primeiro, porque todos os que se seguem na cadeia de comando, prevista em nossa Constituição, não oferecem credibilidade por estarem direta ou indiretamente envolvidos em casos de corrupção.

Partindo para uma segunda opção, que seria convocar novas eleições, também não resolveria o problema do Brasil, pois este sistema atual em que se encontra a política brasileira oferece todas as oportunidades para corromper quem quer que seja ao assumir o poder.

O Brasil precisa de uma reforma que envolva os três poderes constituintes. Reconheço que existem milhares de pessoas com quociente de inteligência maior que o meu. Entretanto, compartilharei as minhas ideias, para que, quem sabe, não corroborem com outras pessoas que pensam da mesma maneira. Assim, as nossas vozes juntas produzam um eco que alcançe a nossa nação por inteiro. Listarei a seguir alguns pontos:

— Um Judiciário totalmente independente, onde os cargos mais altos sejam ocupados não por indicação do Executivo, mas por critério de carreira e competência. Será que o ex-presidente Lula quer a todo custo sair das mãos do juiz Sérgio Moro apenas para ganhar tempo ou, no fundo, ele acredita que os oito Ministros do STF lhe serão gratos pelas suas indicações, transformando um processo jurídico em processo político? Todos nós sabemos que isto já aconteceu muitas vezes antes, ninguém mais é inocente hoje.

— Diminuir o número de partidos políticos. Por que será que os americanos têm apenas dois? Esta enorme quantidade de partidos dificulta a governabilidade, além de trazer enormes gastos para os cofres públicos. Vamos ser longânimes, cinco estariam de bom tamanho para começar.

— Diminuir o número de ministérios, senadores, deputados federais, deputados estaduais e vereadores. Além disto, diminuir os seus salários exorbitantes e as vantagens sem fim que eles têm. Todos já pararam para fazer as contas de quanto o Brasil gasta com cada deputado? Segundo levantamento da ONG Transparência Brasil sobre os orçamentos da União, na Câmara dos Deputados, a razão é de R$ 6,6 milhões para cada um dos 513 deputados federais por ano. Um absurdo total!

— Com menos partidos políticos, os gastos com as campanhas seriam menores, com isto, poderia-se estabelecer um valor para cada partido a receber oficialmente dos cofres públicos, evitando este toma lá dá cá. Quem acredita que uma empreiteira vai doar milhões para um candidato ou partido, sem a intenção de receber alguma vantagem em troca?

— Mudar as regras em relação às legendas, ou seja, vencerá aquele candidato que tiver a maior contagem de votos, independentemente do partido ao qual faça parte.

— Tempo de propaganda na TV e rádio, iguais para todos, independentemente de partidos, aí sim, será uma eleição justa, onde todos terão as mesmas oportunidades.

— Leis mais rígidas para os crimes de corrupção. No Brasil, os chamados crimes do colarinho branco compensam, pois as penas são leves demais. Assaltam os cofres públicos em bilhões e, na grande maioria das vezes, ficam soltos, ou cumprem penas em regimes semiabertos. Leis mais rígidas para aqueles que deveriam dar o exemplo, tais como: todos os políticos, juízes e advogados. Quem conhece mais a fundo as leis e mesmo assim as transgride, deveria ter uma punição mais exemplar.

Portanto, pelo exposto acima, acredito que somente retirar a Dilma do comando será apenas um paliativo. Retirá-la deve ser apenas o primeiro passo, o mundo precisa olhar para o Brasil com outros olhos e para isto precisaremos realizar uma série de mudanças. Estas mudanças só acontecerão se houver pressão por parte do povo, pois todas as medidas expostas acima não são de interesse algum para aqueles que estão no poder. Além de tudo que abordei acima, finalizo citando como exemplo a família, célula mater da sociedade. Assim como nos lares, o exemplo dos pais falará muito mais alto que seus ensinamentos, contribuindo para a formação dos novos cidadãos na nação. Aqueles que estão no topo devem dar o exemplo, para todos. Assim, teremos uma pátria menos corrompida e próspera em todos os aspectos.

 

Juvenal Oliveira

“Quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme.” Provérbios 29:2

 



4 comentários:

  1. Concordo que o impeachment está longe de ser a solução definitiva. Contudo, espero que seja o pontapé inicial de uma reconscientização nacional.

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  2. Concordo que o impeachment está longe de ser a solução definitiva. Contudo, espero que seja o pontapé inicial de uma reconscientização nacional.

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  3. Que seja dado então este passo inicial, senão poderá ser tarde demais.

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  4. Que seja dado então este passo inicial, senão poderá ser tarde demais.

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