sábado, 4 de abril de 2026

ALELUIA, NOSSA PÁSCOA É JESUS

 


A história da humanidade começa com a revelação do Deus autoexistente, o “EU SOU” (Êxodo 3.14), o Criador não criado que, ao formar o universo, fez do homem sua obra-prima, criado à sua imagem e semelhança (Gênesis 1.26-27). O projeto original do Eterno previa comunhão plena e vida eterna, mas a quebra da única cláusula estabelecida trouxe a depravação e a morte como sentença irrevogável (Gênesis 3.17-19). Diante de uma geração corrompida, a graça divina manifestou-se a Noé, estabelecendo uma aliança universal de preservação da vida (Gênesis 9.11).

Apesar disso, a humanidade continuou a trilhar caminhos opostos aos do Criador, que em sua soberania escolheu Abraão para dar início a uma segunda aliança, prometendo-lhe uma nação, uma terra e uma descendência que abençoaria todas as famílias da terra (Gênesis 12.1-3). Conforme revelado, seus descendentes peregrinaram no Egito até que Deus levantasse Moisés para liderá-los. A libertação veio pelo impacto das dez pragas, culminando na Páscoa, onde o sangue de um cordeiro imaculado nos umbrais das portas serviu de escape contra a morte dos primogênitos (Êxodo 12.12-13).

No Monte Sinai, uma nova aliança foi firmada através da Lei, exigindo sacrifícios contínuos de animais para a purificação dos pecados (Levítico 17.11). Entretanto, a função da lei mosaica não era salvar, mas sim provar a impossibilidade do homem caído em se justificar perante o Justo Juiz, revelando que todos os descendentes de Adão estavam sob condenação eterna (Romanos 3.20). O preço do pecado continuava sendo a morte, mas a esperança foi mantida viva pelos profetas, que anunciaram a vinda de um Messias sem pecado, capaz de quitar a dívida humana (Isaías 53.5).

Após mil e quinhentos anos daquela Páscoa no Egito, Jesus Cristo reuniu seus discípulos para a última ceia, apresentando o pão e o vinho como Seu corpo e Seu sangue, selando a Nova Aliança para o perdão dos pecados (Mateus 26.26-28). Ele se entregou voluntariamente como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1.29), cumprindo todos os requisitos exigidos pelo Pai. Para nós, a Páscoa não é mais uma memória de saída geográfica, mas a pessoa de Jesus, que nos redimiu e venceu a morte ao ressuscitar ao terceiro dia (1 Coríntios 15.3-4). Hoje, o convite para a mesa permanece aberto aos que lavam suas vestiduras no sangue do Cordeiro, garantindo o acesso à árvore da vida e à cidade eterna (Apocalipse 22.14).

Uma feliz Páscoa para todos os nossos amigos!

Juvenal Oliveira e família