Apesar de todo o sucesso obtido pela equipe de
resgate, onde todos foram retirados com vida, infelizmente, houve um preço a
ser pago. Um dos mergulhadores que fazia parte da equipe de busca não retornou
para casa. Uma vida se perdeu. Alguém teve que se doar.
Este episódio ficará marcado na história como uma
das maiores mobilizações de salvamento e resgate, principalmente pela
repercussão que obteve de toda a grande mídia mundial. Gostaria de fazer um
paralelo atualmente tão oportuno sobre outra operação de resgate que deve ser
considerada a maior de toda a história da raça humana.
Assim como aqueles treze homens, toda a humanidade
estava aprisionada, não por uma simples caverna, mas pelo poder avassalador do
pecado; sentenciada à morte como consequência deste pecado. A lei foi instituída
para pôr ordem nas coisas, não obstante, ninguém podia cumpri-la na sua
totalidade e não havia mais nada que pudesse ser feito, tendo em vista que ao
homem fora dada a liberdade de realizar as suas próprias escolhas; e ele optou
por continuar pecando (Rm 6.23; Rm 5.17-21).
O amor de Deus é tão grande pela sua obra-prima, o
homem, que ele resolveu criar um brilhante plano de resgate. Ele mandaria
aquele que tinha o preparo suficiente, capaz de vencer todas as barreiras;
capaz de suportar as maiores humilhações e escárnios; capaz de se colocar em
nosso lugar, recebendo toda a nossa sentença; capaz de cumprir integralmente
toda a lei, satisfazendo todas as exigências necessárias para a nossa
absolvição; capaz de dar a sua própria vida se preciso fosse (Jo 3.16; Rm 10.4;
2Co 5.15).
A vida de um mergulhador foi o preço a ser pago
pelas vidas daqueles meninos, assim como o preço a ser pago pelo resgate de
toda a humanidade foi a crucificação do Filho de Deus. Ele nos libertou não
apenas de uma caverna ou da morte física, mas da segunda morte, a espiritual.
Ele quitou a nossa dívida e nos reconciliou com o Pai. Retirou-nos da escuridão
da caverna, que simboliza o inferno.
Por isto, o apóstolo Paulo, escrevendo aos
Colossenses, disse que Ele nos libertou das trevas e nos transportou para o
Reino do Filho do seu amor; em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber,
a remissão dos nossos pecados (Cl1. 13–14). Aleluia! Cristo nos resgatou.
Juvenal Oliveira

