quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

PRECISAMOS ESTAR DEBAIXO DA NUVEM (MENSAGEM - 2016/2017)




Ufa! Parece que chegamos ao fim de mais um ano que, para muitos, não foi apenas mais um, mas “o ano”. Um período marcado por grandes adversidades, especialmente no campo político, com o impeachment da então presidente Dilma Rousseff e o enfraquecimento de seu partido, o Partido dos Trabalhadores (PT), envolvido em um dos maiores escândalos de corrupção da história do país.

As consequências também atingiram fortemente a economia, gerando diversas outras instabilidades, como o aumento do desemprego, o fechamento de pequenas e médias empresas, a recessão, atrasos no pagamento do funcionalismo público em alguns estados e municípios e o corte de verbas em áreas vitais como saúde e educação. Tudo isso contribuiu para um cenário de crise jamais visto por muitos brasileiros, superando, segundo alguns economistas renomados, até mesmo períodos históricos de grande estagnação econômica.

Foi também um ano em que, mais uma vez, um juiz federal ganhou destaque nacional por seu combate incansável contra um sistema de corrupção institucionalizado que, segundo Sérgio Moro, desviou trilhões de reais dos cofres públicos.

Foi ainda o ano em que a chamada “Casa do Povo”, a Câmara dos Deputados, alterou, durante a madrugada, o conteúdo das dez medidas anticorrupção apresentadas pelos procuradores do Ministério Público Federal — propostas que contavam com o apoio de mais de dois milhões de assinaturas da população. Em vez de manter a proposta original, foi apresentado outro projeto de lei, de caráter antagônico, que muitos interpretaram como uma tentativa de proteger parlamentares investigados pela Operação Lava Jato.

Nessas horas, somos naturalmente tentados a procurar culpados. A tendência é sempre apontar o erro do outro. No entanto, todos nós temos uma parcela de responsabilidade por serem os próprios cidadãos que elegem seus governantes.

Podemos considerar também que um dos fatores que contribuem para esse tipo de colapso social é o afastamento do ser humano de Deus e de seus ensinamentos. Quando o homem se distancia de princípios espirituais, torna-se mais suscetível a atitudes egoístas, insensíveis, imorais e corruptas.

Ao falar disso, não me refiro necessariamente à religião institucional, mas a um relacionamento sincero com Deus — aquele que consegue transformar o caráter humano. Foi Ele quem nos concedeu o discernimento para distinguir o certo do errado, independentemente das leis humanas ou das influências religiosas que possamos ter recebido.

Olhando por outro prisma, porém, nem tudo aquilo que parece ruim à primeira vista é necessariamente algo destrutivo. Muitas grandes civilizações passaram por momentos de caos antes de crescer, evoluir e amadurecer.

Um exemplo é o Japão, que após sofrer ataques nucleares devastadores conseguiu se reconstruir e se tornar uma das nações mais desenvolvidas do mundo moderno. Outro exemplo é Israel, que ao longo da história perdeu seu território, enfrentou perseguições, peregrinações e até mesmo o horror do Holocausto, mas conseguiu se reerguer, reconquistar seu direito como Estado e hoje é respeitado internacionalmente.

O brasileiro, por sua vez, é muito bem visto no mundo por sua alegria e carisma — características que realmente possuímos. No entanto, muitas vezes nos falta senso de responsabilidade, pensamento crítico e visão de longo prazo. Frequentemente, nos concentramos apenas em entretenimentos superficiais, como futebol, carnaval e telenovelas, enquanto deixamos de prestar atenção a acontecimentos importantes que podem impactar profundamente o nosso futuro.

Talvez precisássemos passar por um momento como este para despertarmos e começarmos a mudar nossa postura como sociedade. Precisamos compreender que Deus não aprova o chamado “jeitinho brasileiro”, essa tentativa constante de levar vantagem em tudo, algo que infelizmente se tornou parte de nossa cultura.

Precisamos nos voltar para Ele e permitir que cure esse mal que tanto nos aflige. É necessário ir além da religiosidade superficial, pois, para muitos, nem mesmo a religião foi suficiente para transformar verdadeiramente o caráter.

Mais uma vez podemos olhar para o exemplo da nação de Israel, que ao longo de sua história viveu períodos de prosperidade e também de profunda crise. Sempre que se afastavam de Deus, enfrentavam derrotas e dificuldades. Mas, em meio às adversidades, lembravam-se dEle, arrependiam-se e voltavam ao caminho correto e Deus, em sua misericórdia, restaurava novamente a sua sorte.

Se quisermos experimentar dias melhores nos próximos anos, precisamos aprender com essas lições da história.

Mas afinal, o que esperar do novo ano que se aproxima? Do ponto de vista humano, as perspectivas podem parecer pouco animadoras. Ainda assim, existe uma palavra de esperança para o seu coração. Há uma maneira de vencermos os obstáculos e superarmos toda visão pessimista sobre o futuro. Sabe qual é? Estar debaixo da nuvem. Deixe-me explicar. Em determinado período da história, a nação de Israel caminhava em direção à terra prometida por Deus, mas para isso precisou atravessar o deserto durante quarenta anos. Todos sabem como é um deserto: escassez, calor intenso durante o dia e frio extremo durante a noite.

Eles conseguiram sobreviver porque permaneciam sob a nuvem, símbolo da presença de Deus entre eles. Durante a noite, essa nuvem os protegia do frio intenso; durante o dia, servia como proteção contra o sol escaldante. Além disso, ela também lhes dava direção e garantia provisão para suas necessidades.

Estar debaixo da nuvem significava proteção, orientação e sustento. Sair debaixo dela significava enfrentar a morte no deserto. Permanecer sob essa presença era a garantia de vencer os desafios e alcançar o objetivo final: Canaã, a terra prometida.

Da mesma forma, se quisermos vencer os desafios que ainda virão, precisamos, assim como Israel, permanecer debaixo dessa nuvem. Assim seremos moldados em nosso caráter, protegidos em meio às dificuldades e conduzidos até o destino final.

Para os judeus, essa presença era conhecida como Yahweh. Para nós, cristãos, ela se revela em Jesus Cristo de Nazaré.

Um feliz 2017 para todos os nossos amigos!

Juvenal, Nilcéia, Débora e Esther.

 

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

NATAL: MOMENTO PROPÍCIO PARA REFLEXÃO




Nas últimas décadas, tem sido notório o avanço da ciência e tecnologia, não obstante, em relação ao tempo de vida dos homens na terra, o máximo que já se conseguiu até aqui foi a sua postergação. A morte continua sendo um fantasma que aterroriza até mesmo os mais corajosos e destemidos; ela é o acontecimento futuro mais real na vida de todos e, sem sombra de dúvidas, o nosso maior inimigo, quando focada apenas pelo prisma terreno.

Tudo indica que, quando Deus criou o homem, não era para ele ter prazo de validade, mas, devido ao seu livre arbítrio, escolheu desobedecer e, como consequência, se afastou do Criador, abrindo a porta para a entrada da morte (Rm. 5.17). Apesar do esplendor de toda a criação, o homem foi considerado por Deus a sua obra-prima, por isto, Ele resolveu dar-lhe uma segunda chance (Gn. 1.26,31; Rm 5.8,20). O seu plano foi enviar o seu Filho para nascer de uma virgem como um humano, mas gerado pelo Espírito Santo (Is. 7.14; Mt 1.20, 23, Lc. 1.35). O seu Filho, Jesus Cristo, cumpriu o seu propósito de vir a este mundo para libertar os cativos, pagando toda a dívida do pecado a fim de reconciliar o homem novamente a Deus e devolver-lhe o direito de vencer a morte (Jo. 8.36; I Co. 15.53-57; Ef. 2.15-16; Cl. 2.14).

Apesar de os cristãos fiéis comemorarem o Natal, para eles todos os dias são motivo de celebração. Compreendem que Cristo se tornou o senhor de suas vidas e, a cada nascer do sol, eles o adoram, dando-lhe primazia sobre todas as demais coisas. Reconhecem que sem Ele é impossível viver e, mais, vencer até mesmo a própria morte (Mt. 16.24-26; Gl. 2.20).

Para as demais pessoas que apenas já ouviram falar a respeito de Cristo, mas não nutrem um relacionamento mais aprofundado com Ele, é um momento muito propício para se atentar no que a Bíblia afirma sobre este aniversariante. Jesus nasceu para resgatar o homem perdido, mas torna-se imprescindível que Ele nasça também em nossos corações, se não for assim, não há sentido algum para se comemorar o Natal. Quando o centro da festa é o “Papai Noel”, a troca de presentes, a reunião familiar e outros motivos e não Jesus, o verbo de Deus, esta festa pode ter qualquer outro nome, menos “festa de Natal”.

Sendo assim, se você não fez isto ainda, que tal convidá-lo neste dia a fazer parte de sua mesa, não apenas como um convidado qualquer que ao terminar a festa irá logo embora, mas a se tornar o seu Senhor e Salvador (Ap. 3.20). Quando o profeta Isaías falou a seu respeito, disse que o seu nome seria “EMANUEL”, que significa “Deus conosco” (Is. 7.14). Que o Natal seja real em nossas vidas, pela presença viva de Deus em nosso meio, ajudando-nos a vencer os nossos maiores desafios, conduzindo-nos de vitória em vitória, triunfo em triunfo até o dia do seu retorno para buscar aqueles que compreendem o verdadeiro sentido do Natal.

Um feliz Natal a todos os meus amigos!!!

Juvenal Oliveira

 

domingo, 18 de dezembro de 2016

AS IRMÃS DÉBORA E ESTHER CÁDIMO NO VIOLINO - 1º MOVIMENTO DE MAZAS


DEUS CUIDA DE MIM



       

   Até mesmo aqueles que se dizem ateus ficam em embaraço quando contemplam a grandeza do universo e como tudo funciona sincronizadamente. Seria possível tudo isto existir e se manter por tanto tempo sem haver um maestro, um arquiteto, enfim, um ser transcendente responsável por tudo?

Nós somos seres microscópicos em relação à magnitude do universo com suas inúmeras galáxias. Éramos para nos sentir exatamente assim, olhando para a realidade da existência. Não tem como comparar a estrutura de um ser humano, frágil, composto de carne e osso, com outras matérias resistentes a grandes intempéries como a rocha, o ferro e outros metais.

Mudamos totalmente a forma de enxergar o valor que temos quando nos deparamos com uma declaração de um Homem-Deus afirmando exatamente o contrário de tudo que aprendemos nas aulas de ciências e biologia.

Jesus faz uma declaração que deve mudar a nossa concepção em relação ao que representamos para Deus:

“Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?” (Mt. 6.25,26)

Portanto, assim como o Senhor do universo faz a cada dia o sol nascer; mantém as estrelas no seu devido lugar, chamando-as cada uma pelo seu nome; controla a chuva que rega a terra, fazendo-a germinar e dar os seus frutos. Ele cuida de nós com mais atenção ainda, pois somos a sua imagem e semelhança. Deus tem cuidado de você, querido leitor; tem lhe sustentado e continuará assim o fazendo até que se cumpram na sua vida todos os seus desígnios. Ele é fiel.

 Soli Deo Glória!!!

Juvenal Oliveira

 

domingo, 11 de dezembro de 2016

UM TESOURO INESTIMÁVEL


As histórias que envolvem a busca por tesouros escondidos costumam despertar muito o interesse das pessoas. Quem nunca assistiu a um filme com este tema? Existem dezenas deles. Apesar de os enredos serem diferentes, há um ponto em comum entre todos: a existência de um mapa que os guiará até o objetivo.

No segundo domingo do mês de dezembro, comemoramos o dia da Bíblia, única razão de fé e prática dos cristãos batistas e também de outras denominações. O que seria do homem sem ela?  Nela encontramos o mapa do tesouro. Nela estão contidas as diretivas para o homem viver bem e gozar de tudo que foi criado de forma plena e saudável. Ela responde as mais variadas questões do cotidiano humano tais como: Como viver bem em família, ensinando a cada integrante dela como cumprir bem o seu papel; fornece princípios de ética e moral, sendo utilizada como base para a criação de normas e leis adotadas por países do mundo inteiro; ensina o respeito e o amor ao próximo como parâmetros fundamentais para um bom relacionamento entre os homens; revela de onde viemos, quando tudo começou e mostra para onde vamos, deixando bem claro que para conquistar o tesouro, faz-se necessário seguir à risca as suas orientações. Podemos afirmar que nela existem respostas para a maioria dos questionamentos que rodeiam a raça humana.

Muitos já tentaram, sem sucesso, colocá-la em cheque. Não há como duvidar de sua veracidade. Humanamente falando, seria impossível alguém conseguir juntar tantos livros, escritos em épocas tão distantes por tantos homens de culturas diferentes, sem perder a sua essência e sem entrar em contradições. Ela é a revelação do amor de Deus pela humanidade. Quando está fechada, é um livro como outro qualquer, mas, quando alguém com um coração aberto resolve abri-la no intuito de encontrar a Deus, ela se torna a sua voz ecoante, dando-lhe direção, consolo, proteção, paz, fé, esperança, cura e salvação.

Voltando à introdução sobre a busca pelo tesouro escondido, entretanto, deixando a ficção de lado e partindo para a realidade, existe um grande tesouro disponível para todos os homens. A Bíblia fala de uma cidade de ruas de ouro, onde não vai haver pranto, dor, sofrimentos, decepções, um verdadeiro paraíso, um tesouro inestimável (Ap. 21). Se queres conquistá-lo, basta seguir as coordenadas das Sagradas Escrituras, lembrando que estas benesses serão eternas, por isto vale a pena crer e obedecer.  

Sola scriptura!

Juvenal Oliveira